Seção: Comentários Teleco

 Publicado 15/05/05


Brasil já tem mais de 70 milhões de celulares

 

Segundo dados preliminares divulgados pela Anatel, o Brasil terminou abril de 2005 com 70.790 mil celulares e uma densidade de 38,61 celulares por 100 habitantes.

 

Embalado pelas promoções do dia das mães o celular acelerou o passo em abril e cresceu mais que em abril de 2004.

 

 

Pelas projeções do Teleco o Brasil deve terminar 2005 com 89 milhões de celulares. O crescimento projetado de 35% será menor que o de 2004 (41,5%) mas a adição líquida de novos clientes (22,9 milhões) será superior aos 19,2 milhões de 2004.

 

 

O crescimento acumulado (Jan-Abr/05) foi de 7,9% (8,5% em 2004) com adições líquidas de 5.185 mil celulares (3.963 mil em 2004). Os resultados estão em linha com as projeções feitas pelo Teleco. Estas projeções podem no entanto ser afetadas por mudanças no ambiente macroeconômico e competitivo do país.

 

O crescimento do celular vem ocorrendo principalmente nas novas operadoras de Bandas D e E que já respondem por 22,8% dos celulares.

 

Milhares
Market Share
Crescimento

Operadoras da

Banda

Abr/04
Abr/05
Abr/05
Jan - Abr/05
A
55,2%
47,9%
1,6%
1.186
B
28,9%
29,3%
3,8%
1.572
D e E
15,9%
22,8%
5,6%
2.425
Total celulares
50.336
70.790
3,1%
5.185

 

As adições líquidas de celulares de janeiro a abril de 2005 foram de 5.185 mil celulares, sendo 46,8% nas Bandas D e E.

 

Diferentemente de outros países, no Brasil a Banda A teve seu market share mais afetado que a Banda B com a entrada das bandas D e E. As operadoras de Banda A, vem apresentando o menor crescimento. Consulte os Desafios da Vivo, operadora que possuía 68,5% dos celulares da Banda A em março de 2005.

 

Produção e Exportação de Celulares

 

A produção e exportação de celulares no Brasil continua aquecida.

 

O Brasil exportou 9,4 milhões de celulares em Jan-Abril de 2005, mais que os 8,9 milhões exportados em todo o ano de 2004. Em termos de US$ FOB as exportações foram de US$ 718 milhões (Jan-Abr/05) e US$ 736 milhões de 2004.

 

A Zona Franca de Manaus foi responsável por 65% dos 6,1 milhões de celulares exportados no primeiro trimestre de 2005. Ela produziu neste período 7,1 milhões de celulares, dos quais 55,6% foram exportados. Em 2004 a Zona Franca de Manaus produziu 25,2 milhões celulares, 60% da produção nacional.

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • As operadoras deverão diminuir o ritmo de promoções após o dia das mães?
  • A disputa societária pela Brasil Telecom, Amazônia e Telemig Celular pode causar uma parilisia nestas operadoras e afetar o crescimento do celular em 2005?
  • As exportações de celulares irão superar os US$ 2 Bilhões em 2005?
  • O baixo crescimento das operadoras da Banda A em abril é um sinal de que a Vivo continua perdendo market share? O que ela irá fazer?

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Comentário de Edson Ferro

Hoje mesmo estive lendo no jornal, uma entrevista do Sr. Fco. Padinha da Vivo, onde ele demonstra uma preocupação relativa com a perda de market share.

 

Na minha opinião, acredito que o está acontecendo no mercado, trata-se de uma questão de maturidade, ou seja, a Vivo por ser mais antiga e ter crescido primeiro, já chegou a conclusões que as mais novas ainda não chegaram. A Vivo já concluiu que nada resolve entrar em uma briga por market share, apenas oferecendo subsídios aos aparelhos, enquanto que as outras claramente fazem vistas grossas ao quesito lucratividade e só olham para o percentual de mercado.

 

Se eu estivesse no lugar destas operadoras, que não a Vivo, tambem começaria a me preocupar com a "interconectividade" com as operadoras fixas, uma vez que com a esmagadora maioria de celulares pré pagos que não geram lucro, está evidente que o lucro vêm das ligações de fixo para celulares apelidados de"pais de santo". Digo isso porque, com o crescimento do uso de VoIP, fará com que as operadoras fixas, baixem os preços das tarifas e consequentemente, baixem os valores de repasse às operadoras de celulares.

 

Quanto a saturação de mercado, acredito estar muito próxima. O percentual de pessoas com celulares no Brasil, não deverá ultrapassar 45 a 50% da população, ou seja, em breve o mercado será apenas de troca de aparelhos e de troca de operadoras.

 

Como se chegar à um ponto de equilíbrio entre a interconexão X market share X preço de venda de aparelhos, será uma tarefa das mais árduas e eu não vejo uma boa saída no momento. Até parece que as operadoras não querem nem pensar nisto por enquanto, mas se eu estivesse no lugar delas, já estaria perdendo o sono.

 

 

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