Seção: Comentários Teleco

 


Nº de empregados em operadoras de Telefonia Fixa

Atualizado em: 05/12/2003

 

O número de empregados das concessionárias de telefonia fixa local (Telemar, Brasil Telecom e Telefonica) foi reduzido em 60% em 5 anos.

 

 

Em dezembro de 1998, ano em que foram privatizadas, estas operadoras tinham 55.905 empregados. Em setembro de 2003 este número totalizava 22.562 empregados.

 

Esta redução do quadro de pessoal foi acompanhada de um crescimento das linhas em serviço o que acentuou o crescimento do indicador Linhas em Serviço (LES) por empregado apresentado a seguir.

 

 

Estes dados colocam as operadoras brasileiras entre as que apresentam os maiores índices LES/empregado do mundo como exemplificado pela tabela a seguir para as operadoras do Grupo Telefonica.

 

Telefonica LES/Empregado
Telesp 1.553
Chile 802
Argentina 528
Espanha 468
Peru 411

Base: Set 03, Inclui conexões ADSL como LES.

 

Ao mesmo tempo em que as operadoras aumentaram o número de linhas foram introduzidos novos serviços, o que serve para destacar, ainda mais, a questão da redução do número de empregados das operadoras.

 

Esta redução drástica ocorreu pelo enxugamento das estruturas administrativas e operacionais, ocorrida após a privatização, pela melhoria do desempenho operacional e pela terceirização de funções como operação, manutenção, implantação de clientes e centrais de atendimento.

 

Diante deste quadro é possível fazer os seguintes comentários:

  • Cada vez mais as operadoras estão se transformando em integradoras de uma cadeia de valor a exemplo do que aconteceu na industria automobilística.
  • Abriu-se um leque de oportunidades para prestadores de serviço embora muitas vezes a relação entre operadoras e fornecedores esteja ainda muito desequilibrada em favor das primeiras. Existem muitas queixas quanto ao baixo valor pago pelas operadoras pelos serviços de terceirização da operação e manutenção.
  • O desafio da terceirização está no equilíbrio no relacionamento com os prestadores de serviço (melhores preços e condições de pagamento) e no risco de perda de qualidade.
  • As oportunidades de emprego no setor de telecomunicações estão cada vez mais fora das operadoras.

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Comentário deAdelino Manuel de Oliveira Cabral

A Fittel (Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações) e os sindicatos associados previram estes e outros problemas (elevação das tarifas acima do poder aquisitivo da população de baixa renda, retorno ao monopólio - agora não estatal, etc.), durante a campanha pré-privatização.

 

Porque não estamos discutindo a quem beneficiou este modelo e como podemos corrigi-lo? Creio que não podemos impedir que uma estatal mexicana compre boa parte de nossas empresas. Mas porque não retornar a idéia de uma grande empresa nacional de telecomunicações, a exemplo das áreas de petróleo, siderurgia, aviação, etc.?

 

 

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