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Seção: Comentários Teleco
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Produção de Terminais Celulares no Brasil
Atualizado em: 12/03/2004
O mercado brasileiro de celular, um dos 10 maiores do mundo, tem apresentado um crescimento constante, que se acelerou nos últimos dois anos.
Este crescimento permitiu que o Brasil se transformasse em uma plataforma de exportação de telefones celulares. Em 2003 foram exportados US$ 1 bilhão em telefones celulares, metade do que exportaram Embraer ou Vale do Rio Doce que, depois da Petrobrás, são as empresas brasileiras que mais exportam.
| Brasil: Exportação de celulares* | 2000 | 2001 | 2002 | 2003 |
| Valor FOB(US$ milhões) | 716 | 848 | 1.069 | 1.052 |
| Terminais celulares* (milhares) | 5.064 | 7.367 | 11.010 | 11.084 |
* Terminais portáteis de celular
A importação foi bem menor, apesar de ter crescido 179% em 2003.
| Brasil: Importação de celulares* | 2000 | 2001 | 2002 | 2003 |
| Valor FOB(US$ milhões) | 4,6 | 13,5 | 30,3 | 84,5 |
| Terminais celulares (milhares)* | 39 | 187 | 237 | 1.256 |
* Terminais portáteis de celular
Os terminais celulares produzidos no Brasil são, de modo geral, modelos projetados no exterior. A produção é feita através de linhas de montagens onde são integrados os componentes, sendo os principais (chip set) importados.
A fabricação de terminais celulares está concentrada em dois polos:
- Zona franca de Manaus: Nokia, Samsung, Siemens, Gradiente, Vitelcom e Evadin
- São Paulo: Motorola (Jaguariúna), Sony Ericsson, LG (Taubaté), Telemática (Venko) e Kyocera.
A Zona Franca de Manaus tem uma produção maior que o polo de São Paulo, tendo sido responsável em 2002 por 62% dos aparelhos exportados.
Terminais Celulares (Manaus)
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2000 | 2001 | 2002 | 2003* |
| Produção (milhares) | 6.692 | 7.024 | 13.298 | 13.003 |
| Faturamento (US$ milhões) | 1.204 | 990 | 1.427 | 1.323 |
| nº aparelhos exportados | 1.243 | 2.276 | 6.821 | 5.210 |
* até set/03. A produção de terminais celulares em 2003 foi 19 milhões.
Segundo dados da Abinee foram produzidos no Brasil 26 milhões de aparelhos celulares em 2003. Os fabricantes em comunicados a imprensa, apresentam as seguintes informações sobre o seu market share neste mercado:
- A Nokia possui a liderança em market share de base instalada no mercado brasileiro, totalizando 43,4% de participação (Dez/03). As exportações da Nokia Brasil foram de US$ 626 milhões em 2003, o que a coloca em posição de liderança entre os exportadores no segmento de celulares. (Nokia, 17/02/2004)
- A Motorola atingiu, em 2003, 34% de participação de mercado no Brasil. (Motorola 28/01/2004)
- Liderança de mercado na venda de celulares com tecnologia GSM, com participação superior a 50%. (Siemens, rel. anual 2003).
Este cenário positivo, pelos empregos e divisas geradas para o Brasil, coloca no entanto as seguintes questões:
- É possível aumentar a participação brasileira nesta cadeia produtiva, fomentando no país a indústria de insumos e componentes?
- Até que ponto a ausência de uma indústria de microeletrônica no país é uma barreira para que isto aconteça?
- E em relação ao projeto dos terminais?
- Os terminais celulares podem servir de exemplo para outras áreas como TV digital, ADSL e WI-Fi?
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| Comentário de Sidney Longo |
A produção de celulares no Brasil vem crescendo a medida que a demanda pelos usuários não foi ainda completamente atendida.
Alguns fatores fazem com que o usuário de uma maneira geral opte por comprar ou até mesmo trocar seu aparelho, pois suas caracteristicas estão sempre em constante evolução: design, tamanho, e novos recursos fazem com que essa febre de consumo seduza os consumidores a estarem sempre que possível up to date com este novo e permanente sonho de consumo.
O nova fato que começará a catalizar ainda mais a venda de novos aparelhos, é o aparecimento de terminais compatíveis com plataformas WAP 2.0 / xHTML, fato este que consagrará de vez a tão almejada internet móvel. |


