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Seção: Comentários Teleco 15/05/2011 |
Comentário Especial
A Vivo inicia um novo Ciclo com a Incorporação à Telesp e a saída de Roberto Lima
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O Brasil está iniciando um novo ciclo na telefonia celular, caracterizado pela maturidade do mercado (mais de 100 cel/100 hab.), crescimento da banda larga móvel e integração das operações fixas e móveis das principais operadoras.
O ciclo que agora se encerra iniciou-se em 2001 com a mudança da regulamentação do SMC para o SMP, que permitiu a introdução do GSM no Brasil e mudou o quadro competitivo brasileiro de uma competição regional entre duas operadoras para uma competição nacional entre quatro grandes grupos.
Neste ciclo é importante destacar o papel que tiveram nos últimos anos os presidentes das principais operadoras no desenvolvimento do mercado brasileiro de celular: Roberto Lima (Vivo), João Cox (Claro), Mário Cesar Pereira de Araújo (TIM) e Luis Eduardo Falco (Oi).
O novo ciclo inicia-se de forma oficial para a Vivo em maio de 2011 com a incorporação da Vivo pela Telesp, dentro do plano da Telefonica de integrar suas operações fixas e móveis no Brasil, e a saída de seu Presidente Roberto Lima.
Atendendo à sugestões de leitores do Teleco decidimos preparar este comentário especial que analisa a atuação da Vivo desde 2003, quando foi criada, até esta data.
Os primeiros anos da Vivo
A Vivo nasceu no início de 2003 para reunir as operadoras da Telefonica e da Portugal Telecom no Brasil. Em Mar/03 a Vivo possuía 17 milhões de celulares e 47,1% de market share.
Os primeiros anos da Vivo foram anos difíceis. A operadora foi a única a adotar o CDMA no Brasil e não possuía cobertura nacional. Seus clientes faziam roaming em algumas regiões do Brasil em AMPS o que facilitava a clonagem e aumentava o consumo de bateria.
Além disso, os aparelhos CDMA eram mais caros que os GSM o que diminuía a competitividade da operadora.
E mais, como CDMA não está padronizado para as frequências de 1700/1800 MHz licitadas em todo o Brasil a Vivo não pode ampliar a sua área de atendimento, enquanto a TIM passava a ter cobertura nacional e começava a ameaçar a liderança da Vivo.
Estas dificuldades foram analisadas em comentários do Teleco.
26/07/04 |
Desempenho da Vivo |
09/05/05 |
Os Desafios da Vivo |
10/10/05 |
Vivo perde market share e aposta no 3G |
| 27/03/06 | TIM x VIVO: quem vai levar a melhor? |
2006, o ano da Virada
Em julho de 2006, um ano após Roberto Lima assumir a presidência da Vivo, a operadora anunciou que a Vivo iria construir uma rede GSM, a entrar em operação até o final de 2006, e uma limpeza em sua base de clientes, dando baixa em 1.823 mil clientes inativos.
No comentário Um ano perdido da Vivo? comentamos estas medidas:
"O ano de 2006 será um ano perdido para a Vivo em termos de crescimento do número de clientes e receita. Ela deve continuar a perder market share e a margem EBITDA deve continuar se deteriorando devido aos investimentos a serem feitos com a nova rede. As medidas tomadas pela Vivo, no entanto, indicam que a operadora está consciente desta situação e resolveu enfrentar os seus problemas. 2006 poderá ser também o ano onde estão sendo colocadas as bases para a Vivo retomar a sua trajetória de crescimento nos próximos anos."
Para detalhes consulte os comentários.
| 10/07/06 | O que muda com a ida da Vivo para o GSM |
| 24/07/06 | Um ano perdido da Vivo? |
| 30/10/06 | A Vivo arruma a casa para voltar a crescer |
Vivo se consolida na liderança
Os anos de 2007 e 2008 ainda foram anos difíceis, mas a Vivo conseguiu aos poucos estancar a perda de market share e recuperar a liderança em indicadores como Qualidade, ARPU, Cobertura e Rentabilidade.
10/03/08 |
Quem foram os líderes do celular em 2007? |
09/03/09 |
Vivo amplia a liderança em indicadores no 4T08 |
15/03/10 |
Vivo é a líder em 6 dos 7 indicadores em 2009 |
Contribuíram para estes resultados:
- O foco em qualidade da Vivo, que conseguiu fazer a migração para o GSM sem causar traumas aos clientes,
- A reestruturação das operadoras que compõe a Vivo em uma única empresa,
- A aquisição da Telemig Celular em 2007 e a entrada no Nordeste em 2008, passando a ter cobertura nacional.
- A aposta em 3G, atendendo em abr/11 a mais de 1.400 municípios (3x mais que a 2ª colocada) , que se traduziu em um crescimento da receita de dados que no 1T11 representava 24,2% da receita bruta de serviços da operadora.
A Vivo consolidou a sua liderança em 2010 e ampliou o seu market share no segmento pós-pago como analisado nos comentários a seguir.
19/04/10 |
A receita da Vivo para ampliar seu market share |
04/10/10 |
Vivo amplia a liderança no mercado de pós-pago |
07/03/11 |
Vivo e TIM são os líderes do 4T10 |
15/05/11 |
Vivo, TIM e Oi são líderes do 1T11 |
O comentário A receita da Vivo para ampliar seu market share analisou o círculo virtuoso da Vivo:
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"A Vivo combinou sua liderança em market share, em qualidade de serviço, cobertura e 3G com planos competitivos, para gerar um ciclo que reforça cada vez mais a sua posição de liderança. Esta posição fortalece a marca da Vivo e faz com que a operadora tenha um menor churn e por consequência uma liderança em adições líquidas. Isto leva ao crescimento da receita, do market share e da rentabilidade, aumentando os recursos para investimentos que reforçam ainda mais a posição da Vivo."
O sucesso da Vivo é fruto de um árduo trabalho de toda equipe mas não se pode negar neste processo o papel de liderança exercido pelo seu Presidente Roberto Lima. Com sua postura ética e transparente Roberto Lima teve um papel importante na expansão do celular no Brasil.
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