Seção: Comentários Teleco

 


Cenário competitivo com a compra da Embratel pela Telmex

Publicado em: 22/03/2004, atualizado em 19/04/04

 

A MCI informou em 15 de março de 2004 ter concordado em vender sua participação na Embratel para a Telmex, por 360 milhões de dólares.

 

Esta decisão está sujeita à aprovação da Corte de Falências dos Estados Unidos da América (“US Bankruptcy Court’) e da Anatel e Cade no Brasil. O grupo formado por Brasil Telecom, Telefônica e Telemar está questionando a decisão.

 

Caso estas questões sejam resolvidas e a operação se concretize, terá as seguintes implicações:

  • A Embratel será fortalecida. Passará a ser a operadora de Longa Distância da Claro, hoje 36. Estará também incorporando finalmente a AT&T, que havia disputado em leilão e perdido para a própria Telmex, com as consequências apontadas pelo Teleco:Compra da AT&T consolida Redes Ópticas.
  • A Claro passará a ser líder no mercado de longa distância no Brasil, e devolverá suas autorizações de Longa distância (36) e autorizações de serviço local (AT&T). Nas operações de telefonia local, com a Vésper, pode ser colocada em cheque o uso da tecnologia CDMA.

 

O cenário competitivo da Telefonia Fixa e Celular no Brasil passará a ser o seguinte:

 

Market Share de Receita Bruta (Total: R$ 84 Bilhões)

 

A Telefonica com a Vivo e a Telemar com a Oi ocupam a 1ª e 2ª posição com presenças na Telefonia Fixa e Celular. A estratégias destes grupos deve ser a de defender o market share conquistado mantendo estas posições.

 

A Claro (Telmex) que já era a 2ª operadora em número de Celulares passa a ocupar a 3ª posição nacional em receita bruta (Fixo e Celular). A Claro poderá crescer ainda na Telefonia Fixa, pela aquisição de uma das concessionárias, ou através do SCD.

 

A Brasil Telecom está no epicentro das próximas mudanças. O desfecho da disputa pela volta da TIM ao grupo de controle da Brasil Telecom poderá implicar em dois cenários:

  • Volta da TIM à Brasil Telecom formando um grupo que supera o market share da Claro (18%). Neste caso a tendência seria a venda de Telemig e Amazônia Celular para a Claro ou Telefonica.
  • A TIM não volta à Brasil Telecom, que passa a ter uma presença maior na telefonia celular em associação com Telemig e Amazônia Celular e deverá investir mais em sua licença para a Banda E. Esta associação elevaria o market share da Brasil Telecom para 16%.

Em ambas as situações a Brasil Telecom pode ter o seu market share reforçado com a aquisição da Intelig podendo chegar a 21% ou 18% conforme o caso, passando a disputar a 3ª posição com a Claro.

 

O prazo dado pela Anatel para que TIM e Opportunity cheguem a um acordo é de 18 meses. Veja: Brasil Telecom x TIM, começa o jogo.

 

 

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