Seção: Comentários Teleco

 


A vantagem de ser Banda A

publicado em 19/04/2004

 

A tabela a seguir apresenta a participação das operadoras das Bandas A, B e D/E no total da receita bruta, nº de celulares, empregados e ERBs das operadoras de celular do Brasil em 2003.

 

É importante lembrar que o "overlay" em GSM está sendo implantado pelas Operadoras de Banda A e B em sub-faixas de extensão, sendo portanto consideradas operações de Banda A ou B conforme o caso.

 

Banda Receita Bruta Nº de Celulares Empregados ERBs
A 61% 57% 51% 43%
B 27% 29% 34% 28%
D/E 12% 14% 15% 29%

 

Esta tabela deixa claro a vantagem da Banda A, que além de ter o maior número de celulares (57% do total), tem os clientes com maior conta média, conseguindo desta forma uma participação maior na receita (61%). A média dos ARPUs das operadoras da Banda A é de R$ 39 e das demais Bandas R$ 30.

 

Considerando-se apenas a receita bruta de serviços a participação na receita das Bandas D/E diminui. A receita de venda de celulares representou para estas operadoras em 2003 cerca de 30% da receita bruta. Nas operadoras de Banda A e B este percentual está na faixa de 10%.

 

A Banda A tem ainda 51% dos empregados e 43% da ERBs. A mudança de tecnologia é um fator para o aumento do número de ERBs das Bandas A e B. Já para as Bandas D e E, que hoje tem 29% do total, a tendência é que utilizar mais ERBs por operarem em frequências mais altas (1800 MHz).

 

As operadoras de Banda A foram as primeiras a entrar em operação, conquistando inicialmente os clientes de maior conta média e cobrindo a maior parte das cidades do Brasil.

 

Estas diferenças aparecem quando se analisa as operadoras que compõem um grupo. A Vivo é predominantemente Banda A mas tem duas operadoras de Banda B (Global Telecom e NBT). As operadoras da Claro são todas Banda B, com exceção das novas licenças nas Bandas D e E (PR/SC e BA/SE). A Tim é formada por operadoras de Banda A (Tim Nordeste e Tim Sul), Banda B (Maxitel) e Banda D/E (Tim Celular).

 

Apesar das vantagens apontadas, a receita bruta das operadoras da Banda A cresceu 45,3% (de R$Bihões 11,7 para 17) entre 2000 e 2003, enquanto a receita bruta para o total das operadoras de celular cresceu 69,1% (de R$Bilhões 16,5 para 27,9). A tabela a seguir apresenta a evolução da participação da Banda A na receita bruta total das operadoras de celular.

 

Participação da Banda A na Receita e nº de celulares

 

  2000 2001 2002 2003
Receita Bruta 71% 69% 67% 61%
Nº celulares 68% 67% 64% 57%

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • Até que ponto é duradoura esta vantagem das operadoras da Banda A?
  • A vantagem da Banda A em número de localidades cobertas é permanente? Será determinante para que ela mantenha o maior número de clientes?
  • É possivel que algumas operadoras da Banda A percam esta liderança? Sob que condições?
  • Enquete do Teleco apontou manter o número (42%) como a principal razão para não mudar de operadora. Como a portabilidade de número mudaria este quadro em N.º de celulares e receita?

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