Seção: Comentários Teleco

 


O Brasil no Mercado Global de Telecomunicações

publicado em 12/06/2004

 

A América Latina tinha em 2003, segundo dados da UIT, 205 milhões de telefones fixos e celulares, 8% do total existente no mundo. Os Estados Unidos, por exemplo, com 340 milhões possuiam 14% do total mundial.

 

Estes números, aliados aos baixos ARPUs das operadoras na região, talvez justifiquem o fato de grandes operadoras globais, como a Vodafone, não possuírem operações na América Latina. Com a venda recente da Bell South de suas operações de celular na região, principalmente no que se refere ao celular, estas operações estão concentradas em três operadores: Telefonica, America Telecom (Telmex) e Telecom Italia.

 

Visto por outro ângulo, o Brasil com 85 milhões de telefones fixos e celulares, 42%dos telefones da América Latina é o 5º país do mundo em número de telefones. Está atrás apenas da China, Estados Unidos, Japão e Alemanha. Uma operadora global pode ignorar este mercado?

 

Na realidade, as grandes operadoras de telecomunicações surgiram como operações nacionais e na maioria dos casos estatais. O processo de formação de operadoras internacionais é um fenômeno recente surgido com o processo de desregulamentação das telecomunicações na década de 1990. Não está claro ainda a forma que tomarão estas operadoras com o processo de globalização.

 

Já no caso dos fornecedores de equipamentos (Vendors), o processo de consolidação e globalização está muito mais avançado. Neste caso, os principais, estão todos presentes no Brasil (Alcatel, Cisco, Ericsson, Lucent, Motorola, Nokia, Siemens) e o que se assiste é a chegada de novos players (Huawey, ZTE entre outros).

 

Neste cenário, o Brasil já fez algumas opções. Durante o processo de privatização adotou um modelo aberto de competição procurando atrair investidores e players internacionais de modo a dispor de uma infra-estrutura de telecomunicações moderna e eficiente. A Telebrás foi dividida em quatro operadoras que resultaram na Telefonica, Brasil Telecom, Telemar e Embratel (hoje Telmex). Uma outra opção teria sido a privatização da Telebrás como uma única empresa com fez o México com a Telmex.

 

Com relação ao mercado de equipamentos, acabou também prevalecendo um modelo aberto, com o grau de produtos manufaturados no Brasil variando conforme a política de incentivos fiscais e taxas de importação. A menos do caso dos telefones celulares, o Brasil não se tornou uma plataforma de exportação destes equipamentos, como ocorreu por exemplo, com a indústria automobilística.

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • Até que ponto ocorrerá uma consolidação de operadoras de telecomunicações a nível global? Até quando existirá espaço para operadoras com atuação em um único país, como Telemar e Brasil Telecom?
  • As operadoras do empresário Carlos Slim (Telmex) se tornarão um destes grandes players internacionais ou acabará ocorrendo uma fusão com outra grande operadora? (Vide caso da Ambev).
  • Como as novas tecnologias de dados associadas a internet (VOIP) afetarão este cenário?
  • O que se pode esperar do mercado de equipamentos no Brasil? Qual a estratégia para instituições e empresas como o CPqD e Promon?
  • Qual o papel da regulamentação (Governo) neste cenário?
  • Como isto tudo afeta os profissionais do setor? Como se preparar para viver neste cenário?

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