Seção: Comentários Teleco

 


Balanço das Previsões do PASTE (Anatel): 2000-2004

publicado em 28/06/2004

 

O PASTE é um documento, elaborado pela Anatel em 2000, que apresenta as Perspectivas para Ampliação e Modernização do Setor de Telecomunicações no Brasil para o período 2000/2005.

 

O PASTE previu um crescimento constante no período para os serviços de telefonia fixa e TV por assinatura que não ocorreu.

 

 

Já na Telefonia Celular a introdução das novas autorizações para as Bandas D e E a partir de 2002 tem levado a um crescimento maior que o previsto pelo Paste. O número de celulares previsto no Paste para 2004 (52,5 milhões) está sendo superado em junho deste ano e o nº previsto para 2005 (58 milhões) deve ser superado até dezembro de 2004.

 

Evolução da Telefonia Celular

 

 

Se até 2003 o nº total de celulares previsto para o Brasil esteve próximo do real isto não aconteceu no nível dos Estados.

 

Nove dos vinte e sete estados existentes no Brasil apresentaram em 2003 um nº de celulares 15% superior ao previsto pelo PASTE, sendo as maiores diferenças encontradas nos seguintes estados.

 

2003 nº celulares (milhares)

Densidade

(Cel/100 hab.)

Paste Real Diferença Paste Real
Amazonas 467 697 49,2% 16,9 23,0
Distrito Federal 1.075 1.577 46,7% 52,6 72,0
Rio Grande do Sul 2.943 4.208 43,0% 28,1 40,0
Rio de Janeiro 4.995 6.755 35,2% 34,8 45,4

 

Já os seguintes estados apresentaram em 2003 um crescimento inferior a 15% do previsto no PASTE.

 

2003 nº celulares (milhares)

Densidade

(Cel/100 hab.)

Paste Real Diferença Paste Real
São Paulo 14.644 12.212 -16,6% 38,6 31,6
Bahia 2.302 1.723 -25,1% 16,4 12,8
Rondônia 383 282 -26,4% 23,2 19,3
Piauí 420 267 -36,4% 14,1 9,1

 

As previsões do PASTE basearam-se em modelos utilizados pelo setor e que consideravam as condições socio-econômicas de cada estado para prever o seu crescimento.

 

Estes modelos consideraram um crescimento contínuo para os vários serviços e não captaram descontinuidades como a saturação do mercado que provocou a estagnação na Telefonia fixa e TV por assinatura, ou o aumento da concorrência com as novas Bandas o que acelerou o crescimento do celular. As diferenças existentes em relação às previsões para os estados são mais difíceis de explicar.

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • Como explicar o grande crescimento de Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul comparado a um crescimento abaixo das previsões para São Paulo?
  • De que fatores depende o ponto de saturação, a partir do qual o nº de celulares passa a crescer mais lentamente, em cada estado? Qual é este ponto para Brasília?
  • Como explicar a diferença tão grande entre as previsões e a realidade de expansão do serviço de TV por assinatura? Novas tecnologias poderão mudar este cenário?
  • Como evoluirá o número de acessos fixos? Permanecerá estagnado?Que variações seriam razoáveis?

De qualquer modo, é importante sempre lembrar quer qualquer previsão, por mais fundamentada que seja, está sempre sujeita a erros e para se manter mais próxima da realidade necessita ser atualizada constantemente.

 

 

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