Seção: Comentários Teleco

 


O desempenho da Vivo

publicado em 26/07/2004

 

A Vivo com 23,5 milhões de celulares (Jun/04) é o principal grupo de operadoras de celular do Brasil, atuando em 8 das 10 regiões (SMC), área onde estão 80% dos celulares e 74% da população do Brasil.

 

 

A Vivo no último ano cresceu menos que a média do Brasil e consequentemente perdeu participação no mercado como apresentado na tabela a seguir. No 1º trimestre de 2004 (1T04) a Vivo conseguiu manter o market share do final de 2003, com um crescimento próximo a média do Brasil, o que não ocorreu no 2º trimestre de 2004 (2T04).

 

  2T03 3T03 4T03 1T04 2T04

Crescimento Celulares

Vivo no Trimestre (%)

3,4 5,4 11,8 5,9 7,5

Crescimento Celulares

Brasil no Trimestre (%)

5,8 7,4 13,5 6,0 9,9
Market Share Vivo (%) 46,1 45,2 44,5 44,5 43,5

 

A Receita Bruta da Vivo no 2T04 foi de R$ 3,6 Bilhões com um crescimento de 3,7% em relação ao trimestre anterior e de 13,1% em relção ao 2º trimestre de 2003 (2T03). A dívida líquida da Vivo é de R$ 4,2 Bilhões concentrada na Telesp Celular Participações. O investimento acumulado em 2004 é de R$ 520 milhões. A Margem EBITDA da Vivo oscilou no período de um 1 ano entre 40,7% e 32,7%.

 

  2T03 3T03 4T03 1T04 2T04
Margem EBITDA 35,2% 40,7% 33,8% 40,4% 32,7%

Pré-pago Vivo (%)

73% 74% 77% 78% 79%

ARPU (R$/mês)*

39 40 38 35 33

* estimado pelo Teleco

 

O percentual de clientes pré-pagos da Vivo em cada trimestre tem sido o mesmo da média do Brasil com um crescimento no período de 1 ano de 73% para 79%. Este crescimento teve como consequência a queda do ARPU de R$39 para R$ 33. A outra consequência foi que a receita líquida de uso da rede (interconexão) ultrapassou a receita de assinatura e utilização acompanhando o perfil dos clientes de celulares pré-pagos que costumam receber mais chamadas que originar.

 

Evolução das Receitas Líquidas da Vivo

 

A receita de outros serviços como dados e SMS cresceu de 3,5% da receita líquida de serviços (2T03) para 6,6% (2T04).

 

A situação da Operadoras da Vivo não é homogênea como apresentado a seguir.

 

Dados do 2T04

Banda

Tecnologia

Celulares

Margem EBITDA

Telesp Celular A CDMA 8.500 35,1%
Global Telecom B CDMA 2.129
TCO A TDMA 3.891
NBT B TDMA 1.011

TeleLeste (BA/SE)

A CDMA 1.240 18,3%

Tele Sud. (RJ/ES)

A CDMA 3.924 27,5%

Celular CRT

A TDMA 2.821 32,4%
Vivo     23.516 32,7%

 

As Operadoras da Vivo são em sua maioria Banda A e com tecnologia CDMA. Um overlay CDMA está sendo implantado nas operadoras que utilizam tecnologia TDMA. O Teleco estimou em 4,5% (2T04) o número de celulares CDMA das operadoras TDMA da Vivo.

 

Dados do 2T04

Região

 

Operadora

 

Cel/

100 hab

Cresc. Cel. 2T04

Cresc. Cel. 2T04

Pré

pago

ARPU

(R$)

Churn

mensal

SAC*

(R$)

Telesp Celular 36,40 10,2% 6,6% 82% 37 1,6% 148
Global Telecom 30,53 13,6% 13,7% 87% 26 0,9% 131
TCO 37,57 11,8% 9,0% 79% 34 2,0% 95
NBT 17,68 11,0% 14,5% 85%

TeleLeste (BA/SE)

16,36 13,4% 4,3% 77% 28 3,4% 133

Tele Sud. (RJ/ES)

43,97 4,9% 4,0% 71% 34 3,0% 136

Celular CRT

45,26 9,0% 7,8% 75% 29 1,7% 124
Vivo 32,89 9,9% 7,5%

79%

33 ND ND

*Custo de aquisição por cliente.

 

O quadro acima apresenta alguns indicadores que permitem avaliar o desempenho destas operadoras como comentado a seguir:

  • A Telesp Celular, maior operadora do grupo, trava uma dura batalha em São Paulo com crescimento do número de celulares menor que o experimentado pelo estado, cuja densidade de celulares (36,4 cel/100hab.) está aquém do esperado. Ela apresenta o maior ARPU do grupo (R$ 37), mas também o maior custo de aquisição por cliente (R$ 148) e percentual de celulares pré-pago (82%).
  • As operadoras de Banda B da Vivo (Global e NBT) foram as únicas que cresceram mais em número de celulares que a sua região. A Global Telecom investiu em cobertura e tornou-se a primeira operadora de Banda B a superar em cobertura a sua concorrente de Banda A (Tim Sul).
  • As operadoras de TDMA (TCO, NBT e CRT) apresentam os menores custo de aquisição de cliente reflexo do menor custo dos aparelhos TDMA.
  • A Tele Sudeste Cel. (RJ/ES) e a Tele Leste Cel. (BA/SE) são as operadoras da Vivo que apresentam pior desempenho com margem EBITDA de 27,5% e 18,3%, apesar de terem um percentual de pré-pago menor que a média do grupo. Apresentam também o maior churn (3% e 3,4%). Ambas as operadoras estão em regiões onde existem 4 operadores. A Tele Leste Cel. em particular apresentou um crescimento no trimestre bem menor que o da Região.
  • A Tele Sudeste Cel. atua na região (RJ/ES) com o menor crescimento do número de celulares do Brasil (4,9% em 2T04). Sua densidade (43,97) apesar de alta, é menor que a do Rio Grande do Sul (45,26) onde atua a CRT.

Diante deste quadro pergunta-se:

  • Até quando a Vivo perderá market share? Qual o ponto de estabilização?
  • A participação do CDMA no número de celulares do Brasil tem se mantido estável em torno de 30%. Como ocorrerá a migração dos clientes TDMA da Vivo para o CDMA? Esta transição será mais longa do que das operadoras que adotaram o GSM?
  • A Vivo continuará fora de Minas Gerais e do Nordeste?
  • A Tele Sudeste Cel. (RJ/ ES) mudará sua estratégia de aquisição de clientes pré-pagos?

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