Seção: Comentários Teleco

28/03/2015


O "Turnaround" da Oi

 

Depois de um ano difícil, em que passou por transformações societárias  que se mostraram   complicadas com a fusão com a Portugal Telecom, a Oi iniciou um processo de "turnaround" no 4º trimestre de 2014 (4T14).

 

A receita líquida da Oi no Brasil cresceu 4,9% no 4T14 em relação ao trimestre anterior, mais que a média do mercado (4,0%).

 

 

 

Será necessário esperar os resultados dos próximos trimestres para verificar se esta tendência de retomada do crescimento se mantem. Efeitos sazonais fazem com que a receita do último trimestre do ano seja normalmente maior que a dos trimestres anteriores, mas o fato do valor ser superior à media Brasil é positivo.

 

O principal responsável pelo crescimento da receita da Oi no 4T14 foi o segmento de mobilidade pessoal (Celular sem o mercado empresarial/corporativo) que cresceu 11,6% no trimestre. O segmento residencial cresceu 0,9% e o empresarial/corporativo 2,3%.

 

 

 

A receita de mobilidade pessoal da Oi cresceu (4T14/3T14) em todos seus componentes: Voz (4,1%), Dados/SVA (22,6%) e Aparelhos (39,1%).

 

 

Já na comparação do 4T14 com o 4T13, a receita de voz apresentou queda de 12,8%, a receita de dados/SVA cresceu 32,4% e a de aparelhos 74,5%.

 

Sem o efeito do Natal e festas de final de ano, a receita de voz deve voltar a apresentar crescimento negativo no 1T15. O crescimento da receita da Oi dependerá em grande parte do crescimento de sua receita de dados móvel.

 

 

 

Para crescer em dados móveis, a Oi precisa investir em sua rede 3G/4G. Da mesma forma, crescer em banda larga fixa implica em investimentos na conversão de sua rede ADSL em uma rede de alta velocidade baseada em fibra.

 

A Oi está, no entanto, reduzindo seus investimentos. O Capex caiu de R$ 6,3 bilhões em 2013 para R$ 5,1 bilhões em 2014.

 

A operadora ainda não estabeleceu o Capex orçado para 2015, mas pretende aumentar em mais R$ 1,2 a 1,8 bilhões a diferença entre o EBITDA de rotina e o Capex, que foi de R$ 1,5 bilhões em 2014 (Guidance).

 

Pretende também elevar o EBITDA de rotina Brasil de R$ 6,6 bilhões em 2014 para um valor entre R$ 7,0 e 7,4 bilhões em 2015 (Guidance).

 

Tendo como base estas indicações da Oi, pode-se estimar que o Capex Brasil da Oi, que foi de R$ 5,1 bilhões em 2014, deve cair para um valor entre R$ 3,7 e 4,7 bilhões em 2015.

 

A Oi pretende aumentar o seu EBITDA através de reduções em seu custo operacional, melhorando o seu fluxo de caixa.

 

A dívida líquida da Oi continua alta, apesar de ter caído de R$ 47,8 bilhões para R$ 30,6 bilhões com a venda dos ativos da Portugal Telecom para a Altice. Ela representa 4,3 vezes o EBITDA de rotina.

 

 

Diante deste cenário pergunta-se:

  • A Oi vai conseguir fazer um "turnaroud" em 2015?
  • Sua receita vai crescer em 2015?
  • Sua margem EBITDA de rotina vai crescer?
  • Qual será o Capex da Oi em 2015?

 

 

 

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