Seção: Comentários Teleco

24/10/2015


O Futuro da TV por Assinatura no Brasil

 

 

O Brasil terminou ago/15 com a mesma quantidade de acessos de TV por assinatura (19,6 milhões) que possuía em dez/14.

 

A perda de 226 mil acessos da TV via satélite (DTH) nos primeiros oito meses do ano foi compensada pelo crescimento da TV a cabo (+183 mil) e do IPTV (+50 mil).

 

 

 

 

A queda nos acessos via satélite (DTH) foi em parte ocasionada pela crise econômica que levou aos assinantes de mais baixa renda a cortar despesas, mas a TV a cabo não está acompanhando o crescimento da banda larga fixa que apresentou adições líquidas de 1,3 milhões de acessos neste período. Não está claro ainda se a TV por assinatura irá retomar o seu ritmo de crescimento nos próximos meses.

 

As transformações na forma de consumir vídeo levantam questões com relação ao futuro deste mercado:

  • O formato do pacote de TV por assinatura está em cheque. O usuário está cada vez mais assistindo ao vídeo on demand e insatisfeito em pagar por uma grande quantidade de canais que não assiste.
  • A distribuição de vídeo através de streaming, como fazem Netflix, YouTube e redes sociais, está levando a uma explosão do seu consumo. Com as velocidades proporcionadas pela 4G, a TV passa a dividir com o smartphone o posto de principal dispositivo para assistir vídeo.
  • A mudança massiva em direção a streaming de vídeo não é uma tendência para o futuro, está acontecendo agora nos Estados Unidos. Em 2016, existirão nos Estados Unidos mais residências com streaming de vídeo do que com TV por Assinatura.
    Este processo denominado "Cord-cutting" levou a uma perda de 665 mil assinantes de TV por assinatura dos Estados Unidos no 1º semestre de 2015.

Não está claro, no entanto com que velocidade estas transformações irão ocorrer no Brasil. Afinal os Estados Unidos possuíam 102 milhões de assinantes de TV por Assinatura em 2014, cinco vezes mais que o Brasil.

 

No Brasil, a Embratel/Net é a líder em market share de TV por assinatura com 51,9% do mercado, seguida pela Sky com 28,6%. Ambas perderam market share nos primeiros oito meses de 2015.

 

 

 

A Vivo/GVT foi a única entre as quatro maiores operadoras a ganhar market share neste período.

 

 

Diante deste cenário pergunta-se:

  • Os acessos de TV por assinatura vão continuar crescendo no Brasil?
  • Como o crescimento do streaming de vídeo afetará este mercado?
  • A Embratel/Net irá se manter com um market share superior a 50%?
  • A AT&T irá vender a Sky?

 

 

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