Seção: Comentários Teleco

12/12/2015


 

Quem está perdendo receita com o encolhimento do pré-pago?

 

 

Eduardo Tude e Debora Vieira

 

Dados preliminares da Anatel indicam que a base de pré-pago encolheu em 16,3 milhões de celulares em 2015 (jan-nov/15). Um dos principais fatores para esta queda foi o uso mais intensivo de aplicativos de mensagem como o WhatsApp está levando o usuário a cancelar o seu segundo "chip".

 

Este encolhimento da base de celulares não implica necessariamente em perda de receita. As quatro principais operadoras de celular do Brasil perderam 1,4% de sua base de celulares entre set/14 e set/15, mas a receita líquida de serviços (jan-set/15) cresceu 0,5% em relação a igual período de 2014.

 

A Vivo está apresentando o melhor desempenho neste processo, tendo sido a única, entre estas quatro operadoras, a apresentar crescimento da receita líquida de serviços neste período (6,2%).

 

 

 

 

A TIM apresentou o pior desempenho nesta comparação, com uma perda de 5,7% na sua receita líquida de serviços.

 

Note-se que a perda de receita não está diretamente relacionada com a redução da base de celulares da operadora. A Oi perdeu 3,8% de sua base de celulares neste período (mais que a TIM), mas a sua receita diminuiu apenas 0,7%. A Claro apresentou crescimento de 1% na base de celulares e perda de 1,3% na sua receita.

 

O bom desempenho da Vivo pode ser atribuído a dois fatores:

  • Liderança em pós-pago. Em set/15 eram pré-pagos 62% dos celulares da Vivo, percentual muito menor que o da Claro (77%), TIM (81%) e Oi (82%).
  • Está mais adiantada na transição de voz para dados. Dados representaram 48,9% de sua receita de serviços no 3T15, enquanto na Oi este percentual era de 38,3% e na TIM de 36,4%.

 

Estes fatores contribuíram para que a Vivo tivesse a menor perda de receita de voz no acumulado de jan-set/15 em comparação com a igual período do ano anterior. Sua receita de dados apresentou também crescimento expressivo (33,3%) ficando atrás apenas da Oi.

 

 

 

 

 

Oi e TIM, que possuem uma maior participação do pré-pago na base apresentaram as maiores perdas na receita de voz.

 

 

 

Diante deste cenário pergunta-se:

  • Quem está apresentando melhores resultados neste processo?
  • Qual será o efeito dos novos planos lançados por TIM e Oi que igualaram o preço do minuto "on net" e "off net " neste processo?
  • Até quando a base de pré-pago do Brasil continuará encolhendo?
  • Que aplicativos estão mudando o perfil de uso dos brasileiros?

 

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