Seção: Comentários Teleco

28/12/2014


Balanço de 2015: O ano em que se acelerou a transição de voz para dados

 

O ano de 2015 foi marcado por uma aceleração no processo de migração do consumo de voz para dados, que sob o impacto da crise econômica, levou a uma queda na taxa de crescimento dos principais serviços de telecomunicações no Brasil.

 

 

Nota: Projeções da Teleco para 2015.

 

Serviços Móveis: Celular

 

A queda maior ocorreu no pré-pago que encolheu em 16 milhões nos primeiros onze meses do ano, fruto de uma mudança de comportamento dos usuários de celular que passaram a utilizar massivamente aplicativos de mensagem como o WhatsApp para se comunicar.

 

Como consequência os minutos de uso mensal por celular (MOU) apresentaram queda de 9% no ano e muitos usuários abandonaram o 2º chip de voz, em geral pré-pago, utilizado para falar mais barato com celulares de uma mesma operadora (on net). O fim do chamado efeito Clube, levou a que TIM e Oi lançassem planos pré-pagos com o mesmo valor para chamadas "on net" e "off net".

 

Com o abandono do segundo chip os usuários estão concentrando seus gastos em uma única operadora e migrando para planos controle do pós-pago que continuaram crescendo em 2015, embora a uma taxa menor (<10%).

 

Este processo não acabou e o Brasil pode terminar 2015 com uma perda de cerca de 20 milhões de pré-pagos em sua base.

 

Acelerou-se também em 2015 no Brasil o processo de migração dos telefones celulares para smartphones 3G/4G, sendo:

  • Smartphones mais de 90% dos telefones celulares vendidos no ano (IDC)
  • 3G/4G cerca de 70% da base de aparelhos celulares ativos no final do ano.

O Brasil deve terminar 2015 com cerca de 25 milhões de celulares 4G.

 

A migração de voz para dados acontece também em relação à receita das operadoras. A receita de dados móveis, que representava 32% da receita de serviços no 4T14, atingiu um percentual de 42% no 3T15 e deve terminar o ano em cerca de 45%. A Vivo apresentou os melhores resultados nos três primeiros trimestres do ano (mais detalhes).

 

 

 

Serviços Fixos: Banda Larga Fixa, TV por Assinatura e Telefones fixos

 

 

A crise econômica afetou de forma diferente os serviços fixos em 2015:

  • A banda larga fixa apresentou uma pequena queda em sua taxa de crescimento anual, que foi de 8% em 2015, para 7% em 2014.
  • A TV por Assinatura foi fortemente afetada pela crise econômica, com o corte do serviço pelo usuários de mais baixa renda, principalmente na TV via Satélite (DTH) que perdeu mais de meio milhão de assinantes em 2015.
  • A telefonia deve apresentar pela primeira vez crescimento negativo, com perda de mais de 1 milhão de assinantes.

 

4G, smartphones 3G, Pós x pré-pago, receita de dados, banda larga fixa e TV por assinatura haviam sido destacados como temas a serem acompanhados pelo comentário do Teleco "O que acompanhar em 2015".

 

 

 

 

Os demais itens que mereceram destaque ficaram para 2016, pois pouco aconteceu em 2015:

  • Fusões e aquisições: A Telefonica concluiu a compra da GVT e uma possível consolidação de Oi e TIM foi alvo de especulações durante o ano inteiro. Dificilmente qualquer operação de fusão ou aquisição envolvendo a Oi acontecerá enquanto não forem renovados os contratos de concessão e resolvida a questão dos bens reversíveis.
  • Renovação dos contratos de concessão da telefonia fixa. Apesar do processo de preparação ter se acelerado no final do ano, as definições ficaram para 2016.
  • O desligamento da TV analógica na cidade piloto (Rio Verde), marcado para o dia 29 de novembro de 2015, teve que ser adiado pois apenas 69% dos domicílios que recebem TV aberta estavam aptos a receber o sinal de TV digital. A meta para que ocorra o desligamento é 93%.
  • Internet das coisas. Apesar de ter sido um tema quente o ano todo, a internet das coisas ainda está engatinhando no Brasil. Os acessos M2M via rede celular cresceram 15% no ano.

O ano de 2015 foi considerado regular por 41% dos que responderam a enquete anual realizada pelo Teleco, resultado próximo ao apresentado nas enquetes de 2012, 2013 e 2014.

 

 

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • O ano de 2015 foi bom para as telecomunicações no Brasil?
  • O que esperar de 2016?
  • O pré-pago vai continuar encolhendo em 2016?
  • O que muda no cenário competitivo em 2016?

 

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