Seção: Comentários Teleco

05/02/2016


Os desafios da TIM para 2016

 

 

A TIM enfrentou um ano difícil em 2015, com a migração de voz para dados acelerada pela crise econômica:

  • Perdeu 10,5 milhões de pré-pagos com a troca do 2º chip pelo uso de mensagens.
  • A receita líquida de serviços móveis apresentou queda de 6,4%.

No celular, o crescimento da receita líquida de dados (+18,5%) não foi suficiente para compensar a queda na receita líquida de voz (-17,1%).

 

 

 

 

Contribuíram para a queda na receita de voz a redução dos:

  • Minutos mensais de uso por usuário (MOU) caíram de 136 minutos em 2014 para 119 em 2015.
  • Valores de interconexão (VUM), que levaram a uma queda de 40% na receita bruta de interconexão da TIM em 2015.

Diante deste cenário a TIM lançou em nov/15 novos planos de serviço com o mesmo valor do minuto para chamadas "on net" e "off net". Apesar de ter apresentado resultados positivos, não parece que estes planos sejam capazes de influenciar fortemente a tendência de queda na receita de voz.

 

O principal desafio da TIM em 2016 passa a ser, portanto, o de acelerar o crescimento da receita de dados. Segundo projeções da própria operadora, ela irá superar a receita de voz ainda este ano,

 

Para tanto a TIM necessita aumentar a penetração de:

  • Dados no pré-pago. Era 45%, contra 78% no pós-pago em 2015. São pré-pagos 79,5% dos celulares da TIM.
  • Smartphones e celulares 3G/4G na sua base. Era 68% e 67% respectivamente em 2015. A TIM reduziu em 40,8% a receita com venda de aparelhos em 2015.

 

 

 

 

A TIM precisa ainda investir em sua rede 3G/4G, ampliando a cobertura e capacidade da rede. O consumo de dados por usuário da TIM cresceu de 340 MB no 1T15 para 475 MB no 4T15 e deve continuar crescendo em 2016.

 

A operadora investiu R$ 4,7 bilhões em 2015, 18,5% a mais do que em 2014. Em 2015 a TIM ampliou:

  • A cobertura 4G para 411 municípios. Eram 45 em 2014.
  • Em 22% seu backhaul de fibra atingindo 70 mil km de rede
  • Em 32% o backbone de fibra

Os investimentos devem continuar em 2016, mas o impacto da desvalorização cambial deve ser sentido mais fortemente na aquisição de equipamentos este ano.

 

Apesar do ano difícil, a rentabilidade da TIM melhorou em 2015. Sua margem EBITDA cresceu de 28,4% em 2014 para 31,5% em 2015, devido a redução de custos com a compra de aparelhos e com interconexão. O lucro líquido cresceu de R$ 1,5 bilhões em 2014 para R$ 2,1 bilhões em 2015.

 

A TIM é uma operadora móvel. Os serviços fixos representaram 3,9% da sua receita liquida em 2015.

 

Diante deste cenário pergunta-se:

  • A receita de dados da TIM irá superar a de voz em 2016?
  • Qual será o crescimento da receita da TIM em 2016? E da margem EBITDA?
  • Como a operadora pode acelerar o crescimento da sua receita de dados?
  • Quais os desafios da TIM para 2016?

 

 

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