Seção: Comentários Teleco

10/06/2016


A rentabilidade das operadoras de Telecom no Brasil

 

 

A rentabilidade das operadoras de Telecom do Brasil, medida pela margem EBITDA, vinha apresentando queda desde 2011, mas voltou a crescer em 2015.

 

 

 

A margem EBITDA é a relação entre o EBITDA e a receita líquida. O EBITDA é obtido subtraindo-se os custos e despesas operacionais da receita líquida. Ele representa a geração de caixa da empresa antes de se considerar receitas/despesas financeiras, imposto de renda e contribuição social. Não considera também depreciação, amortização e equivalência patrimonial.

 

O crescimento em 2015 ocorreu na TIM, Oi e Claro. A margem EBITDA da Vivo apresentou pequena redução em 2015.

 

 

 

%
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
TIM
25,8%
29,1%
27,3%
26,7%
26,1%
28,4%
31,5%
Vivo
34,5%
36,3%
36,8%
38,1%
30,8%
30,9%
30,3%
Oi
32,6%
34,9%
31,4%
31,5%
25,4%
23,9%
27,3%
Claro
27,2%
29,3%
25,5%
24,1%
23,7%
25,2%
26,8%

 

 

A tendência de crescimento da margem EBITDA se manteve em 2016, quando se compara o 1T16 com o 1T15. Algar, Vivo e Claro apresentaram crescimento da margem EBITDA nesta comparação.

 

 

 

 

%
1T15
1T16
Algar Telecom
33,0%
36,0%
Vivo
29,5%
31,4%
Tim
29,5%
29,1%
Claro
25,8%
26,3%
Oi
28,2%
25,8%
Média Brasil
27,3%
27,7%

 

 

O mesmo não ocorreu com as controladoras das principais operadoras brasileiras, que apresentaram queda na margem EBITDA em 2015. A valorização do Real em 2015 pode ter contribuído para redução da contribuição da parcela das operadoras brasileiras no resultado da holding.

 

 

 

 

%
2011
2012
2013
2014
2015
Telecom Itália
41,6%
40,9%
40,3%
40,7%
35,5%
Telefônica
32,2%
34,0%
33,4%
31,7%
24,2%
A Movil
35,5%
34,2%
32,2%
32,0%
29,9%

 

 

Em 2015, com a crise econômica, as operadoras focaram em redução de custos e melhoria dos processos operacionais. A queda de rentabilidade nos anos anteriores pode estar associada ao processo de transição por que passam estas operadoras com a queda nas receitas de voz e crescimento das receitas de banda larga.

 

Nos países onde esta transição está mais adiantada, operadoras como a AT&T e Verizon dos Estados Unidos e a KT da Coréia apresentaram variações nas sua margem EBITDA nos últimos anos.

 

 

 

 

 

 

 

 

A melhoria na rentabilidade, no entanto, não pode ser observada quando se considera a relação entre lucro líquido e receita líquida destas empresas. A TIM Brasil foi a única a apresentar melhora neste indicador em 2015.

 

 

 

 

Diante deste cenário pergunta-se:

  • Qual a causa da queda de rentabilidade observada até 2014?
  • Como se compara a rentabilidade das operadoras brasileiras com outras do mundo?
  • As margens atuais são suficientes para manter as operações saudáveis?
  • A margem EBITDA das operadoras de telecom do Brasil vai continuar crescendo em 2016?

 

 

 

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