Seção: Comentários Teleco

05/11/2016


A migração de voz para dados na TIM

 

Eduardo Tude e Debora Vieira

 

O principal desafio da TIM em 2016 é acelerar o crescimento da receita de dados, aumentando a sua participação na receita de serviços móveis (O desafios da TIM para 2016). Esta participação cresceu de 37,6% em 2015 para 44,7% em 2016 (jan-set).

 

 

 

 

A receita de dados da TIM deve superar a de voz em 2017. Na Vivo isto ocorreu no 3T15.

 

 

 

 

O crescimento da receita de dados móvel de 12,7% (jan-set/16) da TIM, ainda não está sendo suficiente para compensar a queda de 17,6% na sua receita de voz neste período. A receita líquida de serviços móveis da TIM apresentou no acumulado de jan-set/16 a mesma queda de 6,4% apresentada em 2015

 

Contribuíram para a queda na receita de voz a redução:

  • Dos pré-pagos. A TIM perdeu 10,5 milhões de pré-pagos em 2015 e 3,6 milhões em 2016 (jan-set), com a troca por parte dos usuários do 2º chip pelo uso de mensagens.
  • Dos Minutos mensais de uso por usuário (MOU), que caíram de 136 minutos em 2014 para 116 no 3T16.
  • Da VUM (interconexão), que levaram a uma queda de 32% na receita líquida de interconexão da TIM em 2016 (jan-set).

 

 

 

 

 

Para crescer a receita de dados a TIM necessita aumentar a penetração na base total de:

  • Usuários de dados (50% no 3T16)
  • Smartphones (71% em ago/16)

 

O consumo de dados por usuário da TIM cresceu de 340 MB no 1T15 para 475 MB no 4T15 e 763 MB no 3T16. O avanço da TIM em 4G tem contribuído para este crescimento. Os aparelhos 4G responderam por 53% do tráfego de dados móvel da operadora no 3T16.

 

 

 

 

A TIM é a líder em cobertura 4G, atendendo a 664 municípios em set/16. Ela pretende terminar o ano atendendo a mil municípios com 4G.

 

 

 

 

 

 

 

A TIM precisa continuar investindo em 3G/4G, ampliando a cobertura e capacidade da sua rede. Nos primeiros nove meses de 2016, a TIM investiu R$ 2,8 bilhões, 14,3% a menos que em igual período de 2015.

 

Apesar das dificuldades, a rentabilidade da TIM tem melhorado. Sua margem EBITDA cresceu de 28,4% em 2014 para 31,5% em 2015. No 3T16, a operadora apresentou margem EBITDA de 33,4%, maior que a da Vivo (31,9%) e da Claro (26,5%).

 

 

 

 

 

 

A TIM é uma operadora móvel. Os serviços fixos representaram 4,8% da sua receita liquida em 2016 (jan-set).

 

Diante deste cenário pergunta-se:

  • Quando a receita de dados da TIM irá superar a de voz?
  • Quando da receita da TIM vai voltar a crescer?
  • Como a operadora pode acelerar o crescimento da sua receita de dados?

 

 

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