Seção: Comentários Teleco

 27/11/2016


PNAD 2015 confirma que telefone fixo deixou de ser essencial

 

 

A Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD 2015), realizada anualmente pelo IBGE, confirma a perda da essencialidade do telefone fixo.

 

 

 

Fonte: PNAD 2015 (IBGE)

 

Em 2015, apenas 2,1% dos domicílios brasileiros possuíam somente telefones fixos, percentual bem menor que os 27,9% de 2001. Já os domicílios só com celular cresceram de 7,8% em 2001 para 58,0% em 2015.

 

Segundo o PNAD, apenas 1,4 milhões de domicílios brasileiros possuíam somente telefones fixos em 2015, sendo que 67% estavam concentrados em três estados: São Paulo (39%), Rio de Janeiro (15%) e Minas Gerais (12%).

 

Estes dados reforçam a tese de que não é necessário manter o regime de concessão de telefonia fixa, com bens reversíveis e obrigações de universalização, para um serviço que tem como alternativa o telefone celular. Entre os 35,3% dos domicílios com telefone fixo em 2015, 33,2% possuíam também o celular.

 

 

 

 

 

O telefone (fixo ou celular) estava presente em 93,3% dos domicílios em 2015, penetração próxima da TV (97,1%) e superior à do Rádio (69,2%). O celular estava presente em 91,2% dos domicílios.

 

 

Na PNAD 2015 é possível observar os efeitos da crise por que passa o país. Em 2015, os rendimentos reais (corrigidos pela inflação) apresentaram queda de 5% e a população ocupada de 3,9%.

 

Apesar deste cenário, a penetração do celular continuou crescendo, atingindo 91,2% dos domicílios em 2015. A proporção de pessoas com 10 anos ou mais de idade, que tinham telefone celular para uso pessoal, cresceu de 77,9% em 2014 para 78,3% em 2015.

 

 

 

 

 

Já o percentual de domicílios com telefone fixo caiu em um ano de 37,1 para 35,3%, ficando atrás dos domicílios que possuem microcomputador com internet (40,5%).

 

A queda na penetração dos micros com internet está associada ao crescimento do acesso a internet através de smartphones. A quantidade de usuários de Internet no Brasil cresceu 7,1% em 2015, atingindo 102,1 milhões.

 

 

Diante destes dados pergunta-se:

  • O serviço de telefonia fixa deve ser mantido como concessão?
  • O IBGE deveria considerar também o acesso via smartphone na penetração da banda larga fixa residencial?
  • Como estimular o crescimento dos usuários de internet no Brasil?

 

 

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