Seção: Comentários Teleco

31/12/2016


O que acompanhar em 2017

 

Depois de um ano considerado ruim/péssimo por 47% dos que responderam a enquete do Teleco (mais detalhes), a expectativa de 57% destes é que 2017 seja melhor ou muito melhor para o setor. Para apenas 12% o ano será pior que 2016.

 

Este resultado reflete a expectativa de uma retomada do crescimento econômico em 2017 e o avanço nas mudanças regulatórias necessárias para promover um novo ciclo de investimentos no setor.

 

Apresenta-se a seguir as tendências a serem acompanhadas no ano.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  • 4G
  • 4G se consolidou como a tecnologia que oferece a velocidade que atende as expectativas dos usuários, proporcionando uma melhor experiência. O crescimento acelerado levou a que os celulares 4G superassem os 2G em 2016 e podem vir a superar os 3G em 2017, se tornando a principal tecnologia de celular do país.
  • A cobertura 4G deve se densificar com a utilização das frequências de 700 MHz e outras que não os 2,5 GHz e se estender aos municípios com população entre 100 e 30 mil habitantes em 2017.
  • O VoLTE (Voice over LTE) deve começar a ser disponibilizado em 2017.

 

  • Oi
  • A expectativa é que a Oi chegue a um acordo com seus credores no 1º semestre de 2017, aprovando um plano que leve à sua saída da recuperação judicial.
  • Qualquer operação de fusão ou aquisição deve ficar para 2018, após a empresa negociar com a Anatel a migração para o regime de autorização de telefonia fixa.

 

  • De voz para dados
  • A transição de voz para dados deve continuar em 2017 com a TIM e outras operadoras passando a ter uma receita de dados maior que a de voz móvel, a exemplo do que já acontece com a Vivo (mais detalhes).
  • O uso intensivo de aplicativos de mensagens como o WhatsApp deve continuar a estimular o abandono do 2º chip e o encolhimento da base de pré-pago.

 

  • Impactos da crise econômica
  • A crise econômica deve continuar impactando o crescimento da banda larga fixa e do pós-pago em 2017. A TV por assinatura e a telefonia fixa devem continuar apresentando crescimento negativo no ano. A expectativa, no entanto, é que estas taxas se estabilizem em 2017 e voltem a crescer em 2018.

 

  • Mudanças no marco regulatório
  • A aprovação do PL3453 deve levar a uma mudança importante no marco regulatório brasileiro, com a migração das concessões de telefonia fixa para o regime de autorização. A definição dos termos em que serão trocadas as obrigações da telefonia fixa por investimentos em banda larga deve se estender por todo o ano. Com uma Anatel e um Ministério mais ativos, novas mudanças podem ocorrer em 2017.

 

  • Mais impostos
  • A alta e crescente carga tributária sobre os serviços de Telecom deve ser um dos temas quentes de 2017. O setor deve se mobilizar para evitar novos aumentos nas alíquotas de ICMS por parte dos estados e encontrar soluções para reduzi-la. Na pauta, a utilização dos recursos do FUST para investimentos em banda larga fixa.

 

  • Desligamento da TV analógica
  • O cronograma de desligamento para 2017 está sendo revisado, levando em conta a experiência ganha com o desligamento de Rio Verde e no Distrito Federal. Na agenda do ano estão o desligamento da TV analógica em São Paulo e Rio de Janeiro.

 

  • Internet das coisas (IoT)
  • Internet das coisas deve ser um dos temas quentes em 2017, ano em que podem entrar em operação no país as primeiras redes de NB-IoT (Narrow Band IoT).
  • O BNDES deve concluir o estudo que irá servir de base para o Plano Nacional de IoT.

 

  • Fusões e aquisições
  • Não são esperadas grandes mudanças no cenário competitivo em 2017.
  • A Nextel pode ser vendida para algum grupo do Brasil ou do exterior.
  • A aprovação da aquisição da Time Warner pela AT&T pode levar à venda da SKY no Brasil por problemas regulatórios.

 

  • Experiência do Consumidor
  • Um dos pontos a ficar atento é o avanço das operadoras no atendimento digital de seus clientes através de aplicativos melhorando a experiência de relacionamento do consumidor. A Nextel lançou o Happy e as outras operadoras estão trabalhando nesta direção.

 

 

Além destes, é interessante acompanhar a transformação digital por que passam as operadoras com a virtualização de suas redes (NFV) e redes definidas por software (SDN), o avanço nas especificações da 5G, o crescimento das ofertas de streaming de vídeo e novas MVNOs que podem entrar em operação no Brasil.

 

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • O ano de 2017 será melhor para o setor de telecomunicações no Brasil?
  • 4G vai ultrapassar 3G em 2017?
  • A Oi vai sair da recuperação judicial em 2017?
  • A base de pré-pago vai continuar encolhendo em 2017?

 

 

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