Seção: Comentários Teleco

11/03/2017


 

Qual o futuro da Nextel?

 

Nos últimos quatro anos, a Nextel deixou de ser uma operadora de voz, através de Rádio (Push to talk) com tecnologia IDEN, para ser uma operadora de celular que oferece também dados através de sua rede 3G/4G. No final de 2016, os celulares 3G/4G já representavam 77,4% de seus acessos móveis.

 

 

 

 

Nesta transição, a Nextel manteve seu foco no pós-pago e abandonou a ambição de ter rede própria em todo o Brasil. Concentrou sua atuação nas regiões metropolitanas de São Paulo (11) e Rio de Janeiro (21) onde estavam 77% dos seus celulares no final de 2016. Um acordo de roaming com a Vivo garante cobertura nacional para todos os seus clientes.

 

 

 

 

 

 

No Rio de Janeiro (21) a Nextel é a terceira colocada em maket share de pós-pago, atrás apenas da Vivo (28,1%) e da Claro (27,7%). O sucesso da Nextel no Rio está relacionado à oferta de 4G nesta área local, onde 96% dos seus 1,1 milhão de celulares são 4G.

 

O sucesso foi menor na região metropolitana de São Paulo, apesar de ter alcançado uma quantidade significativa de 1 milhão de celulares. A rede 4G da Nextel só começou a operar nesta área local no final de 2016. A Nextel ocupa a quinta colocação em market share de pós-pago, mas passa à quarta colocação com 8% de market share se não forem considerados os celulares M2M.

 

A receita resultante do crescimento da base de celulares 3G/4G não foi suficiente, no entanto, para compensar o prejuízo dos rádios IDEN em 2016. Como consequência, a receita líquida total da Nextel Brasil apresentou queda de 18,8% no ano, apesar da receita com os celulares 3G/4G ter crescido 24%.

 

 

 

 

 

 

A Nextel parece ter acertado na sua estratégia: foco no pós-pago nas regiões metropolitanas do Rio e São Paulo, reforçada pela oferta de 4G. O ARPU dos celulares 3G/4G da Nextel foi de R$ 69,4, maior que o ARPU do pós-pago (sem M2M) da Vivo (R$ 51,2).

 

A operadora avança também em direção a um relacionamento digital com seus clientes através do Nextel Happy, aplicativo que permite ao usuário configurar o seu plano de serviço sem precisar entrar em contato com a operadora.

 

O principal desafio na Nextel agora é ajustar a sua estrutura de custos de modo a voltar a ter um fluxo de caixa positivo. A operadora reduziu em 24% as suas despesas operacionais em 2016 e desativou 600 ERBs que estavam sendo pouco utilizadas. Pretende desativar outras 1.400 em 2017. As obrigações de cobertura junto a Anatel passarão a ser atendidas através do acordo de compartilhamento de rede com a Vivo.

 

Apesar destas medidas, a Nextel reconhece que o seu fluxo de caixa continuará negativo em 2017, quando terá de pagar U$ 225 milhões de sua dívida total de US$ 756 milhões. Ela acredita que os seus recursos atuais só serão suficientes para manter a empresa até o 1T18. Será necessário, portanto, renegociar sua dívida com os credores neste período.

 

A NII, controladora da Nextel Brasil, passou por um processo de recuperação judicial em 2014/2015 e vendeu suas subsidiárias na Argentina, México, Chile e Peru, restando apenas a operação do Brasil.

 

 

Diante deste cenário pergunta-se:

  • A Nextel vai ter sucesso com a estratégia adotada?
  • Ela vai conseguir renegociar sua dívida com os credores em 2017?
  • Qual o futuro da Nextel?

 

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