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Seção: Comentários Teleco

04/11/2017



Até quando a base de celulares da TIM vai continuar encolhendo?

 

 

 

 

 

 

A TIM apresentou adições líquidas de -4,0 milhões de celulares no acumulado dos nove primeiros meses do ano, enquanto Vivo e Claro apresentaram adições líquidas positivas. O que estaria causando perdas tão significativas?

 

O primeiro ponto a ser considerado são os acessos M2M. Neste período, a Vivo apresentou adições líquidas de 841 mil celulares M2M, a Claro de 464 mil, a TIM de 134 mi e a Oi de 105 mil. Sem o M2M, Vivo e Claro também teriam apresentado adições líquidas negativas nos primeiros nove meses do ano.

 

 

 

 

 

 

Mas, mesmo sem considerar M2M, as perdas da TIM continuam muito maiores que as demais operadoras, devido ao encolhimento de sua base de pré-pago.

 

 

 

 

 

As principais causas do encolhimento da base de pré-pago no Brasil são:

  • Ajustes promovidos pelas operadoras com a redução do tempo para o desligamento de pré-pagos inativos.
  • Abandono do 2º chip pelos usuários com a queda dos preços de chamadas para outras operadoras e utilização massiva de aplicativos como o WhatsApp.
  • Migração de usuários do pré-pago para planos controle do pós-pago

 

De fato, parte das perdas de pré-pagos da TIM podem ser atribuídas à migração destes usuários para os planos pós-pago da operadora. A TIM liderou em adições líquidas de pós-pago sem M2M nos primeiros meses do ano.

 

 

 

 

Mas, mesmo se todas as adições líquidas de pós-pago (sem M2M) da TIM tivessem vindo da migração de usuários de sua base de pré-pago, ainda assim, a TIM teria apresentado uma perda de 4,2 milhões de pré-pagos no período, quantidade muito superior que as demais operadoras que tiveram perdas entre 0,1 e 0,3 milhões.

 

Ressalte-se ainda, que não existem sinais que as perdas da TIM no pré-pago devem diminuir nos próximos meses. Em setembro a TIM perdeu 1,3 milhões de pré-pagos, enquanto a Vivo perdeu 0,3 milhões, a Claro 0,4 milhões e a Oi 0,1 milhões.

 

A TIM foi ultrapassada pela Claro em market share de celulares e, mantidas as tendências atuais, pode perder a liderança em market share de pré-pago. Em compensação, ultrapassou a Claro em maket share de pós-pago sem M2M.

 

 

Diante deste cenário, pergunta-se:

  • Até quando a base de pré-pago da TIM vai continuar encolhendo?
  • Por que a base de pré-pago da TIM está encolhendo mais que a das outras operadoras?
  • Do ponto de vista de receita e rentabilidade, as perdas no pré-pago apresentadas pela TIM estão sendo compensadas pelos ganhos no pós-pago?

 

 

 

 

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