Seção: Comentários Teleco

 


Comentário

publicado em 01/11/2004

 

Vivo e Claro: Market Share x Rentabilidade

 

Os resultados do 3º Trimestre de 2004 (3T04) da Vivo e da Claro, 1ª e a 2ª operadoras em número de celulares do Brasil, ilustram o desafio enfrentado pelos operadores de celular para equilibrar crescimento e rentabilidade de suas operações em um mercado em crescimento acelerado como o brasileiro.

 

A Vivo vem crescendo menos que a média Brasil. Seu market share passou de 45,2% (set/03) para 42,4% (set/04). Já a Claro, passou a crescer mais que a média Brasil em 2004 com a entrada em operação de sua novas licenças de Banda D e E. Seu market share passou de 21,4% (set/03) para 20,6% (set/04). Este crescimento veio no entanto acompanhado de uma queda na sua Margem EBITDA.

 

 

Margem EBITDA, é a relação entre EBITDA (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) e receita líquida. Consulte comentário do Teleco sobre rentabilidade das operadoras.

 

A Vivo e a Claro apresentam estratégias distintas de atuação no mercado brasileiro:

  • A Vivo é formada predominantemente por operadoras de Banda A e adotou o CDMA como sua tecnologia principal. Não opera em Minas Gerais e no Nordeste.
  • A Claro é formada predominantemente por operadoras de Banda B com tecnologia TDMA. Adotou o GSM como sua tecnologia principal e adquiriu licenças de Banda D/E nos estados de BA/SE, PR/SC e MG. Atenderá todo o Brasil com exceção da Amazônia e do Triângulo Mineiro.

A Tabela a seguir apresenta o número de celulares de Vivo e Claro (set/04) comparado ao total do Brasil.

 

Set/04

Brasil Vivo Claro

Celulares (milhares)

58.158 24.645 11.985
Market Share 100% 42,4% 20,6%
Crescimento no trimestre
7,6% 4,8% 7,8%
Crescimento em 1 ano 42,4% 33,4% 36,9%
Celulares Pré-Pago
79,6% 80,0% 81,4%

 

A Vivo, a custa de uma perda gradual de market share, tem conseguido manter um nível razoável de margem EBITDA (32,7% no 3T04). Ela não é no entanto a mais conservadora entre as operadoras. O seu ARPU é de R$ 32 e 80% de seus celulares são pré-pago. A Vivo não adota também uma estratégia uniforme em todos os estados. Ela tem apresentado um crescimento maior que a média em áreas onde é Banda B como Paraná e Santa Catarina.

 

Para a Claro o momento é de crescimento, de forma a ganhar volume nas novas regiões de Banda D/E e manter o market share nas demais áreas onde ocorre a migração para o GSM. A Claro não dispõe de nenhuma operadora de Banda A o que a coloca em um patamar de ARPU (R$ 28 em 3T04) menor que a Vivo. A questão que se coloca é quanto tempo levará para que a Margem EBITDA (3,2% em 3T04) volte a patamares aceitáveis. Um bom indício nesta direção é o crescimento da receita líquida apresentada pela Claro nos últimos meses.

 

Set/04

Vivo Claro

Receita Líquida (R$ milhões)

2.735 1.321
Crescimento no trimestre
0,7% 11,0%
Crescimento em 1 ano 7,8% 25,2%

 

Esta análise feita para a Vivo e Claro poderia ser repetida comparando-se a Tim Participações (Tim Nordeste e Sul), operadoras de Banda A da Tim e a Oi, obtendo-se situações semelhantes.

 

Set/04

Tim Participações Oi

Celulares (milhares)

5.161 5.740
Crescimento no trimestre
7,5% 12,7%
Margem EBITDA 35,6% -2,4%

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • Como equilibrar crescimento e rentabilidade em um ambiente competitivo e de crescimento acelerado?
  • A entrada de novos operadoras, como ocorre hoje com a chegada da Brasil Telecom, trás novas promoções e acelera o crescimento do mercado. É possível para uma operadora não participar da guerra de promoções?
  • Até quando a Vivo aceitará perder market share?
  • Qual a importância da Margem EBITDA como medida de rentabilidade? Até quando a Claro sustentará um valor baixo para este indicador?
  • Como este quadro se reflete na America Latina, já que Telefonica e América Móvil, controladoras da Vivo e da Claro, são também a 1ª e 2ª operadoras de celular da América Latina?

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