Seção: Comentários Teleco

31/12/2017


O que acompanhar em 2018

 

Depois de 2017 ser considerado melhor que o ano anterior, a expectativa é que 2018 seja ainda melhor, com a continuidade da retomada do crescimento econômico em 2018.

 

Apresenta-se a seguir as tendências a serem acompanhadas no ano.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  • 4.5 G
  • 4G se consolidou como a principal tecnologia de celular do país ultrapassando 3G em 2017. Ela já está disponível para mais de 90% da população e deve continuar crescendo em 2018.
  • Neste cenário, o próximo passo é a oferta de 4.5 G que permite a oferta de velocidades mais altas.
  • O LTE advanced Pro (4,5 G) apresenta ganhos significativos de capacidade pela utilização de agregação de portadoras (carrier agregation), MIMO e modulação 256 QAM no down link.
  • No Brasil, as operadoras estão iniciando pela agregação de portadoras das faixas de 700 MHz ou 1800 MHz com as frequências de 2,5 GHz utilizadas pela 4G.
  • 4.5 G vem acompanhada de um processo de transformação digital das redes das operadoras móveis. Com virtualização de funções de rede (NFV) as redes podem passar a ser definidas por software (SDN), passo fundamental para migração no futuro para 5G.

 

  • Oi
  • Com a aprovação do plano de recuperação judicial pelos credores, a expectativa é que a Oi consiga fazer uma reorganização societária em 2018 que a coloque em condições de investir e retomar o caminho do crescimento.
  • Após a homologação do plano na justiça em 2018, a empresa terá ainda de enfrentar uma batalha na justiça com a Anatel e parte dos atuais controladores da Oi, como o fundo Société Mondiale (Nelson Tanure). A disputa deve continuar até decisão do STJ. A mudança do controle da Oi terá ainda de ser aprovada pela Anatel. A data limite para a capitalização prevista no plano de recuperação é 28/2/19.

  • Estas etapas e a aprovação do PLC 79, aparecem como condicionantes para uma possível entrada de um novo investidor na Oi, como a China Telecom.

 

  • Mudanças no marco regulatório
  • Em um ano eleitoral, não se esperam grandes avanços no marco regulatório brasileiro.
  • O que de melhor pode ocorrer é a aprovação do PLC 79 pelo Senado. A sua aprovação no início do ano, permitiria avançar na definição do processo de migração das concessões de telefonia fixa para o regime de autorização viabilizando sua implantação em 2019.
  • Mudanças na regulamentação do FUST e do FISTEL devem ficar para mais tarde.
  • Já a disputa com a OMC pode levar a mudanças na regulamentação no final de 2018.

 

  • Fusões e aquisições
  • Modificações societárias da Oi podem levar à entrada de um novo investidor.
  • A aprovação da aquisição da Time Warner pela AT&T deve ocorrer no 1º semestre de 2018 nos Estados Unidos e a Anatel pode impor restrições que levem à venda da SKY no Brasil.
  • A AINMT deve completar a aquisição da Nextel Brasil.
  • Existe uma grande movimentação de fundos de investimentos em relação às prestadoras de SCM de médio porte.

 

 

  • Operadoras competitivas na BL fixa
  • As três principais prestadoras de Banda Larga Fixa (Claro, Vivo e Oi), perderam market share em 2018 para o conjunto das demais prestadoras (Operadoras competitivas).
  • As operadoras competitivas estão avançando na oferta de BL fixa de alta velocidade com a implantação de redes de fibra em todo o país. Elas devem continuar ganhando market share em 2018, mas Claro e Vivo já começam a esboçar uma reação.
  • O avanço das competitivas ocorre não apenas no acesso residencial, como no mercado corporativo, nas redes de longa distância e nos cabos submarinos. No mercado corporativo em particular é interessante acompanhar o impacto da oferta de novas soluções como SD-WAN.

 

  • Streaming na TV por Assinatura
  • A TV por assinatura sentiu, a partir de 2015, os efeitos da crise econômica e perdeu assinantes. Em 2017 ela voltou a crescer, mas começa a ter uma concorrência mais forte dos serviços de streaming de vídeo.
  • A principal opção é o Netflix, mas existem também outras opções como a Amazon Prime, Crackle (Sony), NetMovies, Globo Play e HBO Go.
  • As próprias operadoras de TV por assinatura estão disponibilizando sua programação via streaming para assinantes, através de aplicativos como o "Now" da Net.

 

  • De voz para dados
  • A transição de voz para dados deve se completar em 2018, com dados se consolidando como a principal fonte de receita das operadoras.
  • A oferta de planos ilimitados de minutos e a queda na quantidade de telefones fixos confirmam esta tendência.

 

  • Migração do pré-pago para o pós-pago
  • A base de pré-pago deve continuar encolhendo em 2018, embora em um ritmo menor que nos anos anteriores. A TIM foi responsável pela maior parte das perdas do pré-pago em 2017. A expectativa é de que ela apresente perdas menores em 2018.
  • A migração do pré-pago para os planos controle do pós-pago é um dos impulsionadores do crescimento do pós-pago. O outro é o crescimento de terminais M2M.

 

  • Internet das coisas (IoT)
  • Internet das coisas deve continuar a ser um tema quente em 2018, com o avanço da implementação de soluções no Brasil. A expectativa é em relação à entrada em operação no país das primeiras redes de NB-IoT (Narrow Band IoT) e o avanço da Sigfox.

 

  • MVNOs
  • Cresceu a quantidade de MVNOs ativos no Brasil e a Porto Seguro se consolida como caso de sucesso. A expectativa é que este segmento, que ainda está muito abaixo de seu potencial no Brasil, cresça em 2018.

 

  • Desligamento da TV analógica
  • O desligamento da TV analógica avançou em 2017 com o desligamento ocorrendo em capitais importantes como São Paulo, Recife, Fortaleza e Salvador. Ele deve ser concluído nas principias cidades do país em 2018.

 

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • O ano de 2018 será melhor para o setor de telecomunicações no Brasil?
  • A Oi vai sair da recuperação judicial em 2018?
  • A base de pré-pago vai continuar encolhendo em 2018?
  • A oferta de  streaming de vídeo continuará crescendo?

 

 

 

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