Seção: Comentários Teleco

20/01/2018


 

A Claro vai ultrapassar a TIM no pré-pago?

 

 

 

 

A diferença entre TIM e Claro no pré-pago caiu de 6,7 milhões em dez/16 para 589 mil em nov/17. Neste período, a base de pré-pago da TIM apresentou perdas maiores que as demais operadoras.

 

 

 

 

A base de pré-pagos do Brasil, que chegou a ser 213 milhões em 2014, foi reduzida a 152 milhões em novembro de 2017. Três fatores contribuíram para este processo:

  • Ajuste na base promovido pelas operadoras reduzindo o tempo para desligamento de pré-pagos inativos. Este processo é mais acentuado no mês de dezembro que define a base para recolhimento da taxa do FISTEL, no valor de R$ 13,42 por chip ativo.
  • Abandono do 2º chip pelo usuário. O uso de aplicativos, como o WhatsApp, passou a servir de alternativa para comunicação com celulares de outras operadoras tornando desnecessário a posse de mais de um chip. Com a queda nos valores de interconexão (VUM) as operadoras aderiram a esta tendência e aboliram as diferenças de preços para chamadas "on-net" e "off-net".
  • A migração para planos controle do pós-pago. Com o abandono do 2º chip e concentração de seus gastos em uma única operadora, parte dos usuários de pré-pago está migrando para estes planos do pós.

Parte dos 7,5 milhões de pré-pagos que a TIM perdeu, migrou para o pós-pago. A operadora liderou o crescimento do pós-pago (sem M2M) neste período, com adições líquidas de 2,5 milhões.

 

 

 

 

Mesmo assim, o restante das perdas (5 milhões) ainda é significativo. Estas perdas podem estar relacionadas ao fato de que cerca de 66% dos pré-pagos da TIM no 3T17 eram clientes não recorrentes e parte deles pode ainda estar no processo de abandonar o 2º chip. A participação do pré-pago na base da TIM ainda é maior que a da Claro.

 

 

 

 

De qualquer forma, o balanço final de 2017 só ficara claro com a divulgação pela Anatel das estatísticas de celulares de dezembro. Em 2016, o pré-pago apresentou perdas de 5,3 milhões neste mês, devido ao ajuste promovido pelas operadoras para reduzir o montante pago de FISTEL.

 

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • A Claro ultrapassou a TIM em market share de pré-pago em dez/17?
  • Por que a base de pré-pago da TIM está encolhendo mais que a das demais operadoras? Esta tendência deve continuar em 2018?
  • Quantos pré-pagos foram desligados em dez/17?
  • Estamos diante de uma estratégia similar à da VIVO?

 

 

 

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