Seção: Comentários Teleco

 


Comentário

publicado em 24/01/2005

 

Qual será o crescimento do Celular em 2005?

 

O número de celulares no Brasil cresceu 41,5% em 2004. Foram adicionados 19,2 milhões de novos clientes à base de celulares atingindo um total de 65,6 milhões.

 

O crescimento dos celulares no Brasil foi um dos maiores do mundo, tendo sido superado no entanto pela Rússia que cresceu 104% em 2004 atingindo a marca de 73,8 milhões de celulares e uma densidade de 50,9 celulares por 100 habitantes.

 

Apresenta-se a seguir as projeções do Teleco para 2005.

 

Crescimento anual do celular

 

Projeções do Teleco para 2005

 

Crescimento: 35%
Pré-pago: 84%
Market Share

GSM 50%, CDMA 30%, TDMA 20%

 

De acordo com estas projeções o Brasil terminará 2005 com 88,5 milhões de celulares e uma densidade de 48 celulares por 100 habitantes (População estimada pelo IBGE em 2004).

 

Evolução do nº de Celulares no Brasil

 

O GSM ultrapassará o TDMA em janeiro ou fevereiro de 2005 e o CDMA ultrapassará o TDMA no primeiro semestre de 2005. No final do ano o número de celulares será mais que o dobro do número de fixos.

 

O Teleco trabalha com um cenário de crescimento do PIB brasileiro e considera que o mercado continuará aquecido em 2005. Apenas 5 unidades da federação (São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Amazonas e Roraima) apresentaram crescimento menor que a média do Brasil em 2004.

 

Nota: Densidades calculadas segundo estimativa de popupação divulgada pelo IBGE em 2004.

 

A competição deve continuar acirrada, principalmente na Região II, onde a Brasil Telecom GSM necessita crescer, e em Minas Gerais com a entrada em operação da Claro e da Telemig Celular (Região da CTBC).

 

Alguns fatores devem no entanto contribuir para reduzir a taxa de crescimento. Entre eles a alta densidade de celulares em algumas Unidades da Federação, como Rio Grande do Sul e Distrito Federal. O mais provável é que cresçam a taxas semelhantes à do Rio de Janeiro em 2004 (19,4%).

 

O crescimento do celular vem sendo alimentado por investimentos das operadoras em promoções e subsídios de terminais no sentido de ganhar ou manter o market share. O Pula Pula da Brasil Telecom GSM é um exemplo deste tipo de promoção. Estes investimentos tem impacto na rentabilidade das operadoras reduzindo as suas margens. Com a consolidação da posição das operadoras em certos mercados a tendência é de diminuição destes investimentos. Uma redução do valor da VUM, recebido pelas operadoras de celular por chamadas terminadas em sua rede, a ser definida em fev/05, pode afetar também a rentabilidade das operadoras e o modelo de crescimento dos celulares pré-pagos.

 

O Teleco acompanhará o crescimento do mercado durante o ano e revisará estas projeções quando necessário.

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • Você concorda com estas projeções?
  • Que fatores poderiam acelerar o crescimento do celular?
  • Que fatores poderiam frear o crescimento do celular?

 

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Comentário de Daniel Fontanella
  • Você concorda com estas projeções?

Sim. Estas projeções legitimam a verdadeira universalização do telefone no Brasil, via telefonia celular e não fixa como pleiteava a Agência Reguladora.

  • Que fatores poderiam acelerar e frear o crescimento do celular?

A dúvida não é referente ao mercado de Telecom separadamente, e sim ao desenvolvimento economico do Brasil no ano de 2005. As perspectivas são boas. Com o crescimento do PIB previsto para 3% e o aumento da renda per capita, o mercado de telefonia celular tende a crescer e muito. Ou seja, quanto maior o nosso desenvolvimento econômico, maior será o crescimento da planta de telefones móveis. Esse é o acelerador e o freio do mercado de Telecom.

 

Outro fator de análise de crescimento da planta seria a "compra" de clientes pelos novos players. Acredito que no ano de 2005 continue esta prática de captação de clientes. Portanto, o grande desafio das operadoras no ano de 2005 será a retenção ou fidelização do cliente. No entanto, está retenção terá que ser diferente da atual, deverá ser pela real manifestação de vontade do cliente e não de forma arbitrária (contratos e multas rescisórias abusivas).

 

O trabalho das operadoras a partir de agora terá que ser diferente. Deverá estar alicerçado no encantamento do cliente e não na sua prisão definitiva.

 

 

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