Paulo Breviglieri es Director de Desarrollo Técnico de QUALCOMM. Responsable por el soporte tecnológico y de ingeniería a operadoras, fabricantes y entidades regulatorias, es especialista en comunicaciones inalámbricas (wireless) y tecnologías de alta eficiencia espectral (UMTS/HSPA, CDMA2000, OFDM/OFDMA). Paulo Breviglieri es Ingeniero Electricista formado y póstgraduado por la Escuela Politécnica de la USP, con MBA por la Fundación Instituto de Administración.

 

 

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Preguntas

 

Velocidade e Desempenho || Comentar

De: R D MENDES

Pergunta: Considerando o aumento do número de usuários 3G, a velocidade da conecção pode ser reduzida?

Resposta: Em soluções de acesso múltiplo sem fio (caso de redes celulares), os recursos de rede, em particular aqueles residentes na interface aérea (comunicação entre dispositivo e estações radiobase), são compartilhados entre múltiplos usuários. Assim, quando o número de usuários que utilizam simultaneamente os recursos de um determinado setor de uma célula aumenta, o desempenho médio da conexão de todos, via de regra, pode diminuir de forma gradual. A operadora considera este fator de carregamento quando dimensiona sua rede para atedimento adequado a seus usuários.

 
Velocidade nominal e real || Comentar

De: david jose

Pergunta: Gostaria de saber qual é a diferença de velocidade real e velocidade nominal quando se fala de internet banda larga.Para a tecnologia 3G a nomenclatura é a mesma?Obrigado

Resposta: Embora não exista definição clara da nomenclatura, "velocidade nominal" é o termo normalmente utilizado para designar a velocidade máxima contratada de uma determinada conexão ou acesso para transmissão de dados (wireless ou não). Em alguns poucos casos, ao comunicar as características do seu produto aos usuários, algumas prestadoras mencionam a velocidade nominal e também uma velocidade mínima garantida. Já "velocidade real" é aquela que será efetivamente obtida pelo usuário durante sua experiência de utilização.

 
O surgimento da 3G || Comentar

De: Aniel Batita Genova

Pergunta: quem inventou a tecnologia 3g? quando ela chegou no Brasil? quando foi inventada?

Resposta: As tecnologias 3G foram desenvolvidas por organismos de padronização que congregam operadoras, fabricantes e entidades de padronização regionais, dentre outros, sob a luz de um projeto específico criado pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), denominado à época Programa IMT-2000. Duas famílias de tecnologias 3G emergiram como as dominantes e foram comercialmente implementadas no mundo: UMTS (padrão desenvolvido pela 3GPP - Third Generation Partnership Project) e CDMA2000 (desenvolvido pela 3GPP2 - Third Generation Partnership Project 2) . No Brasil, a Vivo foi a primeira operadora a introduzir 3G (CDMA2000 1xEV-DO). Em 2007, a Claro e a Telemig Celular foram as primeiras a implementar 3G (UMTS/HSPA).

 
Interesse em 3G || Comentar

De: Jonathan

Pergunta: Qual o perfil de público que mais tem interesse na tecnologia 3G?

Resposta: Acredito que a 3G atenderá um universo muito diversificado de usuários e necessidades, contemplando, dentre outros, consumidores que adotam 3G como sua opção de conectividade de banda larga (usuários de modems e cartões de dados), consumidores que buscam alto desempenho e aplicações inovadoras (como a videochamada) nos handsets e usuários corporativos que demandam soluções voltadas à produtividade com conectividade de banda larga e mobilidade plena.

Comentário: Amigos, como fiel "consumidor" das notícias e podcasts de vocês, gostaria de um breve exclarecimento, pois lí esta notícia abaixo: "São Paulo - Redes analógicas, que ainda têm 13 mil usuários ativos, serão desativadas em 30 de junho, por determinação da Anatel." Diante deste fato, podemos afirmar que a 1a geração de celulares "morrerá"? abraço!

Resposta: Correto. A ANATEL efetivamente fixou data para o desligamento de todas as redes analógicas de primeira geração (30 de junho de 2008).

 
Videochamada em Redes CDMA2000 EV-DO || Comentar

De: Leonardo

Pergunta: Paulo, é possível a oferta do serviço de videochamada em redes CDMA/EVDO?

Resposta: Sim, particularmente em redes EV-DO Rev A (DOrA), que contemplam alta velocidade de upload (1.8 Mbps), baixa latência e funcionalidades de QoS (Qualidade de Serviço) importantes para oferta de videotelefonia com robustez.

 
Escolha de Aparelhos 3G - Freqüência de Operação || Comentar

De: Giselle Aoki

Pergunta: Olá Paulo, Gostaria de saber em qual frequencia recomenda-se comprar um aparelho celular para ter acesso à tecnologia 3G. O padrão americano (850/ 1900) ou o europeu (2100)? Se comprar um aparelho com frequencia de 2100 corro o risco de ficar sem ter acesso a 3G no Brasil, ou seja, é certo que a Vivo e a Tim irão operar nesta frequência? Grata pela atenção.

Resposta: Um dos principais atributos a serem considerados no momento de compra de um aparelho 3G é o conjunto de freqüências nas quais o dispositivo opera em modo 3G. No Brasil, redes 3G UMTS/HSPA operarão inicialmente em duas faixas de freqüência primárias: 850 MHz e 2100 MHz. A escolha entre estas faixas (uma delas ou ambas) caberá a cada prestadora, em função das freqüências que detêm em cada região e de sua estratégia de implementação. Existem hoje no mercado aparelhos que operam em apenas uma destas faixas e outros que operam em ambas. Assim, sugiro a cada usuário inicialmente avaliar suas necessidades de roaming em modo 3G, consultar sua operadora e verificar as freqüências que utilizará em distintas localidades e os aparelhos que oferece (ou oferecerá).

 
Incrementos de Velocidade em Redes 3G || Comentar

De: Márcio Granato

Pergunta: Hoje em dia a velocidade da banda larga de celular chega 3 1 mega, essa velocidade pode aumentar durante o tempo?

Resposta: Alguns dispositivos UMTS/HSPA oferecidos hoje atingem velocidades máximas de download e upload de 7,2 Mbps e 2,0 Mbps, respectivamente. Nos estágios evolutivos posteriores (denominados HSPA Evolved, ou HSPA+, na linha de evolução da tecnologia 3G UMTS), as velocidades máximas de download e upload poderão, segundo os padrões, atingir  42 Mbps e 11 Mbps, respectivamente, e deverão ser ainda maiores quando da implementação de LTE (Long Term Evolution).

 
Roaming em 3G || Comentar

De: joao batista

Pergunta: Como fica para o usuário na tecnogia 3G fora da área da operadora, as operadoras irão vazer acordo de dados? Quando um usuário estiver usando a banda larga fora da área o celular vira ip, para eliminar roaming?

Resposta: Ao sair da área de cobertura 3G de sua operadora, o usuário contará com a rede 2G para roaming. Caso exista um acordo de roaming (voz e dados) entre sua prestadora e outra que também possua rede 3G, poderá utilizar seu aparelho em modo 3G na rede visitada. A utilização de VoIP será uma possibilidade no futuro próximo com aparelhos que contemplem esta função, mas mesmo assim irá requerer conectividade de dados à rede visitada.

 
UMTS, WCDMA e HSPA || Comentar

De: Antonio Marco

Pergunta: Ola Paulo, gostaria de saber se a tecnologia WCDMA se enquadra dentro do padrão 3G assim como o UMTS e o HSPA, pois em respostas aos questionamentos anteriores voce não citou o WCDMA como sendo tambem um sistema 3G, e tambem gostaria de saber se voce tem informações se um dispositivo futuramente funcionará no Brasil em WCDMA 2100Mhz. A TIM adquiriu esta frequencia? Grato pela atenção.

Resposta: Como já comentado nesta seção, os termos UMTS e WCDMA são utilizados como sinônimos para designar uma das famílias de tecnologias 3G predominantes no mundo. HSPA é um termo utilizado para designar dois estágios de evolução na linha do UMTS / WCDMA (o HSDPA e o HSUPA), nos quais se agregam mecanismos que viabilizam transmissão de dados a altas velocidades. Assim, todos os termos referem-se a 3G.

A faixa de 2100 MHz deverá ser utilizada por várias operadoras no Brasil, incluindo a TIM.

 
Freqüências para 3G || Comentar

De: josé roberto ferreira

Pergunta: a claro opera sua rede 3g na freqüência de 850mhz e as outras operadoras irão operar entre 1.9 e2.1ghz.Não haverá incompatibilidade de aparelhos se acaso eu quiser migrar de operadora?

Resposta: Sim, é possível que um determinado aparelho 3G utilizado na rede de uma operadora não funcione na rede de outra, caso as freqüências adotadas sejam diferentes. O usuário deverá dedicar atenção especial a este tópico (freqüência de operação) quando escolher seu aparelho 3G.

 
3G em Notebooks || Comentar

De: Bruno

Pergunta: Paulo, gostaria de saber se é possivel usar a tecnologia 3G em notebooks?

Resposta: Existem várias alternativas para utilização de 3G em computadores (notebooks e desktops). Dispositivos 3G externos, como modems USB e cartões de dados (PCMCIA e PCI Express), seriam uma primeira opção. No caso de notebooks, contamos hoje também com dezenas de modelos que saem de fábrica equipados com módulos 3G embarcados (a exemplo daqueles comercializados com conectividade WiFi embarcada). As projeções de analistas apontam para a prevalência, no futuro, de notebooks com módulos embarcados e modems USB como as soluções preferidas pelos usuários.

 
3G e TV Digital || Comentar

De: Murilo Gonzalez

Pergunta: Olá Paulo, gostaria de saber se é possível assistir TV aberta no celular 3G.Pergunto isso, pq não consigo assistir no Sansung BlackJack. grato pela atenção. Nurilo

Resposta: Sim, será possível assistir TV aberta nos celulares 3G em breve, tão logo aparelhos que disponham desta função, contemplando o suporte ao padrão adotado no Brasil (baseado no japonês ISDB-T OneSeg), sejam lançados no mercado. Tal lançamento é esperado para o primeiro trimestre de 2008.

 
Adoção de 3G e Competição com DSL || Comentar

De: Alexandre Marques

Pergunta: Prezado Paulo, gostaria de saber como você enxerga que será a adesão dos clientes no Brasil dos serviços 3G, ou seja, você acha que migração será rápida ou mais devagar? E uma seguna pergunta, na sua opinião que impacto o 3G terá sobre acessos ADSL das operadoras/concessionárias, uma vez que com o 3G os usuários poderão ter o banda larga móvel? Obrigado pela atenção.

Resposta: A velocidade de adoção e massificação de 3G será função, dentre outros fatores, da agressividade das operadoras na oferta de aparelhos e pacotes de serviços atraentes, a custos competitivos. A introdução em breve de celulares 3G de baixo custo representará um impulso muito grande para que o serviço seja estendido para o segmento de pré-pagos.

Em relação à competição com DSL, já comentada nesta seção, muitas operadoras têm obtido êxito na oferta de soluções competitivas, que além de serem oferecidas a custos similares aos de DSL trazem o grande benefício da mobilidade. Citamos já o caso da Suécia, onde há vários meses são vendidos mais modems USB 3G HSPA para computadores (desktops e notebooks) que celulares.

 
3G Via Satélite || Comentar

De: Martin Foltas

Pergunta: O sistema 3G funciona via satélite? Moro num lugar afastado onde modelos convencionais não "pegam"... Não há antenas próximas!

Resposta: Embora os requerimentos estabelecidos pela UIT (União Internacional de Telecomunicações) para sistemas 3G tenham previsto a possibilidade de construção de redes de comunicação móvel por satélite de terceira geração, e faixas de freqüência tenham sido identificadas para tal, os sistemas 3G existentes são terrestres, ou seja, a comunicação ocorre entre o aparelho e uma rede de estações radiobase (ERBs) terrestres.

 
Billing em Redes 3G || Comentar

De: Guidson

Pergunta: Gostaria de perguntar como se dará o futuro dos bilings nas telecomunicações com a tecnologia 3G, pois, a comutação realizada hoje fisicamente poderá ser realizada por pacotes, caso do IP, e pelo fato de ser prioritária a comutação física em relação à comutação por pacotes como se darão as cobranças dos clientes?

Resposta: O billing de redes 3G é mais sofisticado, e propicia às operadoras maior flexibilidade na criação de planos de tarifação mais aderentes aos perfis de utilização de seus usuários. A adoção de comutação de pacotes mencionada em sua pergunta certamente viabiliza a cobrança em distintas modalidades (como por exemplo cobrança por byte transmitido, com ou sem franquia mensal, cobrança em função da natureza do conteúdo etc.).

 
Escolha de Tecnologias || Comentar

De: Nonato Oliveira

Pergunta: Considerando que o preco dos terminais eh crucial na decisao da escolha da tecnologia, qual delas seria mais viavel para uma nova rede de SME em 850 MHz no Brasil (interrogacão).

Resposta: O preço dos terminais é sem dúvida um fator crítico na escolha de tecnologias. Vale comentar que com a significativa implementação de 3G UMTS/HSPA por várias operadoras, em vários continentes, observou-se uma grande redução do custo dos aparelhos nos últimos três anos. Embora ainda não se tenha atingido os patamares de custo de terminais 2G de baixa gama, alguns fabricantes têm se esforçado para diminuir esta diferença. Dependendo do cronograma de implementação da nova rede, o custo dos aparelhos já poderá ser bastante competitivo.

Adicionalmente, um investimento em 2G que possa se justificar sob a perspectiva do custo de terminais certamente não se justifica sob a perspectiva estratégica. Além de serem já obsoletas, tecnologias 2G não viabilizam a prestação do SME (e em particular a oferta da função "push to talk" que lhe é característica) com baixa latência, algo que é possível somente com tecnologias 3G.

Comentário: Não entendi sua resposta. Pelo que eu sei, até agora só existe o serviço de PTT (alta performance) na rede GSM da NEXTEL. Redes 3G ainda não possuem tal serviço, na mesma qualidade. Com o CDMA2000 existe um servi'vo desenvolvido (QChat) que chega perto, mas para UMTS, por hora, não existe PTT.

Resposta: A rede da Nextel não é GSM - a operadora utiliza a tecnologia iDEN para prestação do seu serviço. A possibilidade de oferecer PTT com qualidade existe em redes CDMA2000 EV-DO Rev A e UMTS Rel. 6 (HSUPA), estágios nos quais já existe baixa latência e suporte de QoS adequado para esta aplicação. Já existem redes EV-DO Rev A e HSUPA operacionais. Assim, a oferta de PTT é hoje tecnicamente viável, e a decisão de oferecê-lo é apenas de natureza estratégica e comercial.

 
Dimensionamento de Infra-estrutura 3G || Comentar

De: Saulo

Pergunta: Após estudo sobre equipamentos 3G, surgiu a dúvida da diferença de número de channel elements para downlink(256) e uplink (128). Acreditamos que exista uma conta e uma explicação teórica para que sejam alcançados esses valores. Poderiam elucidar essa questão? Agradecido.

Resposta: O número e a alocação de elementos de canal por serviço depende muito da arquitetura adotada por cada fabricante. Em alguns casos, há alguma relação lógica com as taxas dos bearers (bearer rates) e o código / fator de espalhamento requerido. No exemplo citado, a razão de 2:1 (DL:UL) pode provir da diferença de modulação em cada link. No downlink, os canais DPDCH e DPCCH são multiplexados e mapeados em dois fluxos ("I" e "Q"), enquanto no uplink os canais DPDCH e DPCCH são mapeados individualmente em cada um dos fluxos ("I" e "Q", respectivamente). Tomando como exemplo o tráfego de voz, o fator de espalhamento (spreading factor, ou SF) igual a 128 seria utilizado no downlink, enquanto o fator de espalhamento igual a 64 seria adotado no uplink.

 
Implementação de 3G || Comentar

De: Fábio Paixão dos Santos

Pergunta: Prezado Paulo, Qual o esforço e infra necessárias para implementação da tecnologia 3G? É possivel a utilização das BaseStations hoje existentes para adequação a nova transmisão de dados? Continuaremos com as restrições de sombra hoje existentes na telefonia móvel?

Resposta: O esforço para implantar 3G pode ser considerado marginal, sob a perspectiva operacional, quando comparado àquele requerido para implementação de sistemas de gerações anteriores. Em muitos casos, o reaproveitamento da infra-estrutura já instalada (sites, torres, edifícios/containers, energia, aterramento, transmissão etc.) é muito grande. Nesta situação, boa parte do investimento concentra-se na aquisição e/ou atualização de elementos de rede existentes (CapEx). A cobertura de sistemas 3G UMTS/HSPA é via de regra mais robusta que a de sistemas 2G GSM/GPRS/EDGE, considerando operações nas mesmas freqüências. É muito provável que com 3G áreas de sombra verificadas em redes 2G sejam cobertas com qualidade.

 
Implementação de 3G || Comentar

De: Fabiano Romao

Pergunta: Olá, Paulo. Minha duvida se faz na velocidade que a tecnologia será implantada no país. Você acredita que até o final de 2008 a tecnologia 3G tenha atingido cidades com um pouco mais de 100 mil habitantes?

Resposta: A velocidade de implementação de 3G será determinada pela competição em cada região e pelos compromissos de atendimento assumidos pelas operadoras. É possível que ainda em 2008 alguns municípios com mais de 100.000 habitantes já sejam incluídos pelas operadoras em seus projetos. Sugiro acompanhar o progresso junto à sua prestadora.

 
Dispositivos 3G no Brasil || Comentar

De: Rafael Lerois Ferreira

Pergunta: Vejo falar tanto em celulares 3G, mas afinal hoje no mercado brasileiro quais os aparelhos existentes, principalmente da nokia?

Resposta: O Portal Teleco tem atualizado com regularidade a relação de dispositivos 3G oferecidos no Brasil. Consulte a página www.teleco.com.br/3g_dispositivos.asp. No caso particular da Claro, informações sobre os aparelhos 3G oferecidos encontram-se no site www.tresg.com.br (clique sobre o ícone de aparelhos).

 
Sobre a Subfaixa F || Comentar

De: Ricardo W Souza

Pergunta: Paulo foram licitadas 4 bandas para utilização da 3G no Brasil, e por isso me surgiu uma dúvida, qual é a vantagem real, ou melhor, qual a vantagem prática com relação a banda F que possui blocos de 15 mhz, sobre as demais G, I e J que possui blocos de 10 mhz ? Por possuir 5 mhz a mais que as demais bandas, a banda F é melhor para a operadora que a adquiriu?

Resposta: As operadoras que adquiriram a subfaixa F, de 15 + 15 MHz, contarão com a possibilidade de implementar 3 canais UMTS/HSPA, ao passo que as ocupantes das demais poderão implementar apenas 2 canais UMTS/HSPA. Assim, quem dispõe da subfaixa F contará com mais espectro, o que propiciará a acomodação de um número maior de usuários na rede. Vale lembrar que os preços mínimos aplicáveis à subfaixa F eram superiores aos das demais, em cada região.

 
Abrangência e Extensão de 3G no Brasil || Comentar

De: Pedro

Pergunta: Caro Paulo, é evidente que a 3G é um grande avanço tecnologico, trará inumeros beneficios para quem como eu, utiliza muito celular e telefone. Só que fica sempre aquela duvida, quanto tempo isso vai demorar pra chegar no Brasil todo?! A Vivo opera na rede EV-DO desde 2004, mas só na capital e no ABC paulista. Quando a "bomba" do 3G estourar de vez, ela vai realmente se espandir por todo o pais? Até mesmo no interior do estado de São Paulo?!

Resposta: Dois fatores básicos deverão promover a rápida implementação e extensão de 3G a inúmeras localidades: a competição entre as prestadoras em cada região e as obrigações por elas assumidas quando da aquisição de freqüências em 2100 MHz, que as obrigam a levar 3G a municípios com menos de 30.000 habitantes (60% deles em até 60 meses). Sugiro acompanhar os planos de implementação de 3G de sua operadora nos próximos meses.

 
Avaliação de Desempenho em 3G || Comentar

De: CRISTIANO MOLLO

Pergunta: Como as operadoras estão tratando a questão do desempenho na 3G?Já existem ferramentas capazes de avaliar o desempenho da transmissão de dados na nova tecnologia,para avaliar possíveis falhas e propor melhorias na rede?

Resposta: As operadoras já contam hoje com conhecimento extenso acumulado desde as primeiras implementações de 3G no mundo. Muitas delas já desenvolveram seus conjuntos de KPIs (Key Performance Indicators) e processos para aferição de desempenho em suas redes. Adicionalmente, já existem no mercado ferramentas voltadas ao diagnóstico de desempenho de redes e aparelhos 3G UMTS/HSPA. Sugiro uma consulta aos fornecedores tradicionais de instrumentais e ferramentas de teste.

 
Simultaneidade de Voz e Dados || Comentar

De: Ulisses

Pergunta: Com a tecnologia 3G será possível enviar dados e falar ao mesmo tempo? Na tecnologia WCDMA é utilizado sim card? Existe possibilidade da Vivo migrar para WCDMA ou evoluir o CDMA 1xEVDO?

Resposta: A possibilidade de estabelecer sessões de voz e dados simultâneas é uma funcionalidade básica do padrão 3G UMTS/HSPA.

Aparelhos 3G utilizam SIM Card. A novidade é a possibilidade de introdução de cartões de próxima geração, denominados USIMs (Universal Subscriber Identity Module), cujos benefícios já foram explorados nesta seção, cabendo às operadoras optar pela contínua utilização de SIM Cards ou pela coexistência de SIMs e USIMs.

A Vivo conta com as duas possibilidades: implementar UMTS/HSPA ou dar continuidade e evolução à sua implementação CDMA2000 1xEV-DO.

 
Incrementos de Capacidade com 3G || Comentar

De:

Pergunta: Boa tarde. Com as novas faixas de frequência presumo que as operadoras não terão problemas com capacidade no curto prazo. No entanto, num cenário de aumento expressivo de demanda e falta de novas faixas, quais são as alternativas para as operadoras? É possível aumentar o número de torres para compensar falta de espectro? Alguma empresa brasileira já passou por falta de capacidade? As tecnologias 3G realmente representam uma melhora significativa da eficiência espectral (de quanto)? Obrigado.

Resposta: As faixas para 3G licitadas em dezembro de 2007 deverão garantir às operadoras que as adquiriram recursos suficientes para crescimento nos próximos anos. No futuro, as faixas atualmente ocupadas com 2G poderão ser reaproveitadas para implementações 3G. Como exemplo atual, cita-se a faixa de 900 MHz na Europa, ocupada até o momento por sistemas 2G GSM e em processo de "refarming" para implementação de 3G UMTS/HSPA a partir de 2008. Novas faixas também são utilizadas, como por exemplo a de 2600 MHz, considerada em várias regiões para implementação de LTE (Long Term Evolution, estágio de evolução futura do padrão UMTS). Sempre é possível agregar capacidade aumentando o número de estações radiobase, embora existam algumas implicações, em particular aquelas relacionadas ao controle de potência e interferência em toda a rede. Os ganhos de capacidade podem atingir até 180% com HSPA+ (quando comparada à capacidade de sistemas WCDMA Rel 99).

 
Aplicações e Serviços em 3G || Comentar

De: Teotonio Ko Freitag

Pergunta: Paulo, quais serão os serviços de maior aceitação no Mercado Brasileiro utilizando a tencologia 3G. Esta tendencia tem se confirmado em outros mercados que já adotaram esta tecnologia a mais tempo?

Resposta: Ainda é cedo para falar sobre a aceitação dos serviços oferecidos com 3G. As operadoras apostam em diferenciadores, como videotelefonia, TV móvel e acesso de banda larga à Internet (caso da Claro). Nos demais mercados inúmeras aplicações, incluindo as citadas, têm encontrado terreno fértil após a implementação de 3G. Algumas delas são relacionadas no site Tecnologia 3G (www.tecnologia3g.com.br), sob o título "Aplicações e Serviços".

 
3G no Brasil || Comentar

De: Leandro Quintela de Oliveira

Pergunta: Caro Paulo, gostaria de ter uma noção sobre operadoras 3g no brasil.Sei que a Claro já trabalha com essa tecnologia, gostaria de saber se existe outras ( Lembrando que o meu interesse é Internet Banda Larga para notebooks) No aguardo e um FELIZ 2008

Resposta: As operadoras que oferecem 3G hoje (início de 2008) são a Claro, a Telemig Celular (ambas utilizam UMTS/HSPA na faixa de 850 MHz), além da Vivo (que desde 2004 utiliza CDMA2000 1xEV-DO, ambém em 850 MHz). Vivo, TIM, Claro, Oi, BrasilTelecom, Telemig Celular e CTBC Celular adquiriram em dezembro de 2007 freqüências para 3G na faixa de 2100 MHz. Espera-se que ao longo de 2008 todas lancem redes 3G operando nesta nova faixa.

 
3G e iDEN || Comentar

De: Rogerio Alves

Pergunta: A minha pergunta é muito simples; Com a chegada da tecnologia 3G, a CLARO em termo de velocidade será igual ou maior do que a tecnologia iDEN da MONTOROLA?

Resposta: Certamente com 3G o desempenho será muito superior. Os dispositivos UMTS/HSPA mais avançados oferecidos no mercado viabilizam velocidades máximas de até 7.2 Mbps (download) e 2 Mbps (upload).

 
UMTS na América Latina || Comentar

De: Marcos de Souza

Pergunta: Caro Paulo, antes de tudo aceite meus votos dum excelente 2008. Dado que o UMTS é a evolução do GSM, é compreensível que na europa ele seja uma quase unanimidade; mas me chama muito a atenção sua maior popularidade nas Américas: Brasil, México, Argentina, Chile... até Porto Rico! Uma interessante exceção é a Venezuela, o que prova que pelo menos na escolha de padrões tecnológicos não se seguem certas orientações políticas. Eu gostaria de saber a razão de tamanha superioridade dum padrão europeu no continente americano. Obrigado.

Resposta: A razão para a prevalência de UMTS no continente reside no fato de ser a solução 3G natural para operadoras que implementaram GSM/GPRS/EDGE como tecnologia de segunda geração. Por força do padrão, aparelhos UMTS/HSPA operam em modo 3G, quando estão sob a cobertura UMTS/HSPA, e em modo GSM/GPRS/EDGE, quando não há cobertura 3G disponível. Operações GSM predominam na região, o que deverá determinar também a predominância de UMTS/HSPA e seus estágios evolutivos na América Latina.

 
Integração e Convergência || Comentar

De: luciana

Pergunta: Qual a relação da tecnologia 3g com a tv digital, o celular e a internet? Será possivel usar os tres ao mesmo tempo intrligados?

Resposta: A 3G contribui para que as aplicações citadas sejam providas com maior qualidade e velocidade, utilizando dispositivos avançados, nos quais o grau de integração de distintas funções é significativo. Com aparelhos 3G, o usuário contará com uma solução mais robusta para voz (particularmente após a introdução de VoIP) e transmissão de dados em banda larga com QoS (qualidade de serviço garantida), incluindo acesso à Internet em alta velocidade. No início de 2008 testemunharemos a introdução no Brasil dos primeiros dispositivos 3G com TV móvel digital, com os quais será possível assistir à TV aberta, seguidos posteriormente de aparelhos 3G com suporte a novas tecnologias e funcionalidades que permitirão acesso também ao conteúdo de TV por assinatura.

 
O Brasil no Cenário Internacional || Comentar

De: Furlan - Ribeirão Preto SP

Pergunta: Olá Paulo, na área da telefonia móvel digital, como o Brasil está perante outros Países na sua opinião? E qual a visão para a tefefonia móvel digital para os próximos 5 a 10 anos? O que pode vir além do 3G? Obrigado!

Resposta: Entendo que a implementação de UMTS/HSPA em 850 e 2100 MHz reposiciona o País no contexto global de atualização tecnológica, após anos de defasagem. Contaremos em breve com soluções equivalentes àquelas disponíveis nos mercados mais avançados e maduros. Dentre as tendências para os próximos anos, merecem destaque a introdução de novos estágios tecnológicos que oferecerão velocidades ainda maiores (HSPA+, LTE), propiciando a massificação da banda larga sem fio, e a integração cada vez maior de novas funções num único dispositivo (aparelho celular).

 
Implementação de 3G || Comentar

De: Lucas Gomes

Pergunta: Caro Paulo, Agora com os lotes destinados à tecnologia 3G devidamente vendidos, quais são as mudanças/investimentos que as empresas devem fazer para iniciar a operação comercial do serviço? Será necessário instalar novas bases? Qual tecnologia apresenta mais facilidade de implementação no Brasil ( UMT ou CDMA EVDO)? As operadoras já definiram sua tecnolgia? Vivo e Claro, que já possuem experiência em 3G na região dos 850Mhz saem na frente? Obrigado.

Resposta: Terminado o leilão de licenças/freqüências, as operadoras passam à fase de implementação de suas redes 3G, que operarão nas freqüências adquiridas (faixa de 2100 MHz). Os investimentos compreendem aquisição e instalação de novos transceptores 3G (que entretanto deverão ocupar as instalações existentes) e alguns novos elementos no núcleo (core) da rede. Algumas operadoras já dispõem de infra-estrutura preparada de alguma forma para a introdução de 3G. Todas as operadoras deverão utilizar o padrão 3G UMTS/HSPA (incluindo a Vivo, que entretanto continuará operando sua rede 3G CDMA2000 EV-DO). Os desafios associados à implementação de redes EV-DO e UMTS/HSPA são semelhantes. Claro e Telemig certamente largam na frente por iniciarem suas operações UMTS/HSPA em 850 MHz, uma faixa de freqüências nobre, na qual benefícios interessantes (em particular os associados a cobertura) são verificados.

 
Vivo e 3G || Comentar

De: JOSE FELICIO DOS SANTOS NETO

Pergunta: Por que a Vivo adotaria o padrão UMTS (WCDMA/HSDPA) para o seu serviço de 3G já que trabalha com com a tecnologia Cdma 1xEvdo?

Resposta: A rigor, a Vivo não teria razões para implementar uma segunda tecnologia 3G, pois já oferecia conectividade em banda larga com EV-DO desde 2004. Entretanto, a Vivo optou em 2006 pela introdução de GSM em sua rede. O padrão UMTS/HSPA corresponde à solução 3G primária para evolução de redes GSM. É neste contexto de evolução tecnológica que se enquadrará tal implementação.

 
3G e o Futuro do GSM || Comentar

De:

Pergunta: Boa Tarde! Eu me interessei pela tecnologia 3g, então comecei a pesquisar, e me surgiu uma dúvida. Esta tecnologia é da Qualcomm, certo? Então a tecnologia GSM vai ficar obsoleta? pois as velocidades de dados desta são muito menores! Virá por aí um reinado da Qualcomm no ramo celular? Obrigado desde já pela atenção!

Resposta: O GSM já se encontra em processo de obsolescência, e sua substituição por 3G UMTS/HSPA já é bastante adiantada em outros países, particularmente na Europa.

A tecnologia UMTS/HSPA foi desenvolvida por uma organização denominada 3GPP (Third Generation Partnership Project), entidade que congrega organismos de padronização regionais, operadoras e fabricantes de infra-estrutura, aparelhos e semicondutores (caso da Qualcomm). Embora muitos dos princípios e mecanismos básicos utilizados em redes 3G tenham sido criados ou desenvolvidos pela Qualcomm, não se pode afirmar que se trata de uma "tecnologia da Qualcomm". A empresa é e certamente continuará sendo líder no desenvolvimento de 3G e suas evoluções, bem como sua materialização na forma de semicondutores.

 
Universalização do Acesso de Banda Larga || Comentar

De: Jose S Fortuna

Pergunta: De uma forma ou de outra os provedores de conexão via radio com SCM ou não, são os pioneieros em levar aos mais distantes locais brasileiros o acesso internet. Qual o futuro destas empresas diante das novas tecnologias 3G que chegam agora e com as frequencias de wimax acessíveis apenas às grandes Operadoras? Devem mudar de ramo ou tem lugar para elas neste cenario?

Resposta: 

Tecnologias 3G deverão contribuir significativamente para que o acesso de banda larga seja massificado no País e seus benefícios estendidos a localidades remotas e segmentos da população de poder aquisitivo reduzido. Os compromissos de abrangência introduzidos pela ANATEL nas licitações de licenças / freqüências recentes reforçam esta tendência. Mesmo assim, tecnologias alternativas, como rádio ponto-a-ponto / ponto-multiponto e mesmo soluções que utilizam meios físicos (xDSL, cabo), ainda deverão encontar aplicação em segmentos de mercado específicos, embora a competividade tenda a ser cada vez maior, mesmo nos nichos identificados.

 
Cobertura em 3G || Comentar

De: Ivanci

Pergunta: Olá eu gostaria de saber se na tecnologia 3G traz alguns beneficios na intensidade do sinal do celular exemplo o (HSPDA adotado pela claro) já que o 2G o sinal e fraco exemplo (GSM) ou ñ vai mudar em nada. Pois a vivo usa a tecnologia cdma e o sinal dela e forte, as operadoras claro, oi, tim usam o GSM isso e a intensidade do sinal GSM e fraca, q agora a calro usa tambem o 3g (HSPDA). E quais são os beneficios q posderam trazer o 3g, mas na tecnologia 3g só os clientes conta fixa podem usurfrir do 3g, mas vc sabe me dizer se os clientes cartão poderam adiquerir a tecnologia 3g ou sera dificil acontecer isso.

Resposta: A cobertura com 3G é certamente mais robusta que aquela disponível em redes 2G, em função de características inerentes às tecnologias 3G (todas baseadas em CDMA), como já discutido nesta seção. Uma melhora siginificativa de qualidade deve ser observada tão logo as operadoras concluam a implementação de 3G em suas áreas de atendimento. A extensão da oferta de 3G a usuários pré-pagos é decisão da operadora, e deverá ocorrer no futuro próximo.

 
3G e Vivo || Comentar

De: Fabio Azarias

Pergunta: Olá! Qual é a posição da VIVO em relação as outras operadoras? Sei que a VIVO é 3G desde 2004 mas agora com a entrada do WCDMA no Brasil o seu CDMA 1XEVDO será desprezado? Você confia no sucesso da VIVO mantendo o CDMA como principal plataforma?

Resposta: Acredito que a Vivo se encontra numa posição competitiva interessante e sólida, já que oferece 3G desde 2004 utilizando EV-DO e, a partir de 2008, contará também com a possibilidade de oferecer 3G utilizando UMTS/HSPA. Vale lembrar que ambas as tecnologias (CDMA2000 EV-DO e UMTS/HSPA) são baseadas em CDMA.

 
3G como Alternativa para Acesso Fixo || Comentar

De: Robinson Moroni

Pergunta: Minha pergunta é muito simples, a internet Banda Larga 3G (via celular) vai ter condições acessiveis para uso doméstico da população de baixa renda?

Resposta: Sem dúvida. Tecnologias 3G representam uma alternativa muito interessante para massificação do acesso de banda larga, em função dos benefícios que lhes são inerentes (alta velocidade, baixa latência, alta capacidade, dentre outros). Reconhecendo a viabilidade desta alternativa, a licitação de 3G conduzida em dezembro de 2007 contemplou compromissos de atendimento com tecnologia 3G, visando garantir à população de poder aquisitivo reduzido e a localidades remotas a oferta de uma solução de banda larga técnica e economicamente viável.

 
OFDMA || Comentar

De: Marcos de Souza

Pergunta: Segundo pude entender, recursos OFDM e OFDMA só podem ser empregados com CDMA2000. podemos ver aí uma vantagem tecnólogica do CDMA2000 ou o UMTS temrecursos semelhentes. Agradeço a bondade

Resposta: Embora hoje o CDMA2000 conte com funcionalidades para multicasting (transmissão de um conteúdo multimídia que possa ser acessado por múltiplos usuários) que combinam OFDMA (Orthogonal Frequency Division Multiple Access) e CDMA, tanto o CDMA2000 quanto o UMTS têm em sua linha de evolução futura estágios baseados na utilização de OFDMA como técnica primária de modulação, denominados UMB (Ultra Mobile Broadband) e LTE (Long Term Evolution), respectivamente.

 
3G como Alternativa para Acesso Fixo || Comentar

De: Antonio Carlos

Pergunta: Paulo, gostaria de saber qual o reflexo que sofrerá a telefonia fixa com a chegada do 3G já que o mesmo trás mobilidade de acesso e custos proximos ao que existe hoje com o serviço de banda larga fixo !

Resposta: A competitividade na oferta de soluções de acesso fixo tem se acirrado com a incursão das operadoras móveis neste segmento, iniciada com soluções ainda baseadas na utilização de dispositivos 2G. A 3G contribui significativamente para que esta competição se acentue, pois somente com tecnologias 3G é possível oferecer soluções de banda larga plena, caracterizadas por alta velocidade e custos competitivos. Tal fato tem sido observado em inúmeros países, em alguns dos quais a venda de dispositivos voltados à conectividade em banda larga tem superado a venda de aparelhos celulares.

 
3G e Nextel || Comentar

De: Anderson Ribeiro

Pergunta: Boa tarde, Sabendo que atecnologia usada pela Nextel é Iden, onde seria aplicada a tecnoligia 3G em suas operações, como empresa de SME, tendo seu foco principal o segmento corporativa, valendo-se do uso do rádio. Grato pelo espaço. Anderson Ribeiro - SP

Resposta: A Nextel buscou na licitação ocorrida em dezembro de 2007 licenças para prestação do SMP (Serviço Móvel Pessoal) com tecnologia 3G. Com estas licenças poderia atender novos usuários de telefonia móvel celular e também prover uma alternativa de evolução tecnológica aos atuais usuários de seu serviço de radiochamada (SME, ou Serviço Móvel Especializado), baseado na tecnologia iDEN, uma vez que com determinados aparelhos 3G e funcionalidades de rede específicas é plenamente possível oferecer as aplicações PTT (Push to Talk) que caracterizam sua operação.

 
Freqüências para UMTS2100 || Comentar

De: Marlon Perdomo de Souza

Pergunta: Olá, gostaria de saber se a tecnologia WCDMA(UMTS) utiliza a frqüência de 2100MHz para Downlink e a de 1900MHz para Uplink ou se utiliza a de 2100MHz para os dois.

Resposta: A porção da faixa situada em torno de 2100 MHz (2110-2165 MHz, no caso brasileiro) é utilizada pelo downlink, enquanto a porção em torno de 1900 MHz (1920-1975 MHz, no Brasil) é utilizada pelo uplink.

 
Implementação de 3G após a Licitação || Comentar

De: Daniel Jürgensen

Pergunta: Caro Paulo, em quanto tempo, a partir do leilão de frequencias do próximo dia 18, poderemos ter a rede 3G em atividade nas grandes capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, e consequentemente a concorrência de preços. Alguma operadora já esta com a infraestrutura pronta ou em implantação (além dos 850mhz da Claro)

Resposta: A expectativa do mercado é de que muitas, senão todas as operadoras que adquiriram espectro na última licitação implementem suas redes UMTS2100 nos primeiros meses de 2008 (em São Paulo, Rio de Janeiro e diversos outros mercados), visando atendimento à temporada de vendas de aparelhos que antecede o Dia das Mães. Lembro também que os compromissos de atendimento assumidos pelas vencedoras do leilão deve representar um estímulo adicional para que avancem rapidamente em sua implementação de 3G.

 
Tecnologia e Competição || Comentar

De: Augusto Marcos Nunes

Pergunta: Sr. Paulo, ajude-me por favor a entender a afirmação que colhi no site da UCEL: "No Brasil a Vivo foi a primeira operadora de celular com uma rede 3G em operação. Ela possui uma rede CDMA 1XEVDO operando com cobertura limitada. Embora o EVDO apresente melhores taxas de dados, a Vivo deve abrir mão deste padrão para concorrer em igualdade de condições com as outras operadoras que optaram pelo UMTS/WCDMA." O texto fala em troca de tecnologia para alcançar igualdade de condições na concorrência. Acaso a manutenção do CDMA2000 afetaria essa igualdade?

Resposta:  

O texto reflete a opinião de seus autores. A competitividade de uma operadora que tenha adotado o CDMA2000 certamente não seria menor em função desta opção tecnológica.

 

O universo CDMA2000 é sustentado por grandes grupos operadores e fornecedores globais, oferece ampla disponibilidade de dispositivos para todos os segmentos de usuários, a preços competitivos, e elementos de diferenciação relevantes, como alta eficiência espectral, alta velocidade e baixa latência. Operadoras como Verizon Wireless e Sprint PCS (EUA), KDDI (Japão), SKT (Coréia), China Unicom (China) e Reliance (Índia) têm mantido posições competitivas sólidas em seus países utilizando CDMA2000. O roadmap de evolução do CDMA2000 é robusto, compreendendo evoluções do padrão EV-DO (Rev A e B) que garantem incremento de desempenho e capacidade, seguidas da introdução subseqüente da tecnologia UMB (Ultra Mobile Broadband), alternativa interessante para operações em novas faixas de freqüência em canais de maior largura.

 
3G e TV Digital || Comentar

De: joao Amorim

Pergunta: Qual a relação entre a tv digital e a tecnologia 3G?

Resposta:  

A TV digital será lançada em 2 de dezembro de 2007, em São Paulo. Uma das particularidades da tecnologia escolhida como base da solução brasileira (o padrão japonês ISDB-T) reside na possibilidade de transmissão simultânea do conteúdo digital para aparelhos fixos (TVs convencionais) e portáteis (como os telefones celulares). A transmissão de conteúdo para dispositivos portáteis baseia-se na utilização de um dos treze segmentos em que o canal de TV (radiofreqüência) é dividido, daí a adoção do termo "OneSeg".

 

No Brasil, a exemplo do que ocorre no Japão, a oferta de conteúdo de TV aberta a aparehos móveis será viabilizada após início das transmissões digitais em 2007. Terão acesso ao serviço os usuários que dispuserem de aparelhos com a funcionalidade OneSeg. No Japão, em setembro de 2007, contávamos 11,9 milhões de usuários e 36 modelos de aparelhos OneSeg, todos de terceira geração (3G)!!

 

No futuro próximo, também o conceito de TV paga será estendido ao celular. Neste caso, redes dedicadas, utilizando tecnologias especificamente desenvolvidas para esta aplicação (como MediaFLO), deverão ser implementadas.

 
UMTS e WCDMA || Comentar

De: Arnando Celso Freire

Pergunta: Caro amigo, num momento em que se discute tanto avanço tecnológico, nomenclatura chega a ser assunto pequeno; mas consulto você para tentar entender a mudança de nome da tecnologia WCDMA para UMTS. Entendo que não foi propriamente uma mudança, já que se admitem os dois nomes; na prática porém é o que se verifica. Já tenho visto alguns produtos compatíveis com essa tecnologia, e em nenhum consta a expressão WCDMA. Tenho para mim que os europeus não querem reconhecer que se renderam ao CDMA. Perdoe a minha impertinência.

Resposta: Como já comentado aqui no blog, UMTS (Universal Mobile Telecommunication System) é um dos padrões de terceira geração (3G) acolhidos como tal pela UIT (União Internacional de Telecomunicações) por atender aos requerimentos mínimos estipulados no programa IMT-2000, hoje denominado simplesmente IMT. A padronização do UMTS é conduzida pelo 3GPP (Third Generation Partnership Project). O UMTS representa a alternativa 3G natural para operadoras que implementaram redes GSM/GPRS/EDGE.

 

O termo UMTS é utilizado para descrever uma solução de rede completa, na qual a tecnologia de interface aérea utilizada é o WCDMA (Wideband CDMA). A despeito da diferença, os dois termos têm sido aplicados pelo mercado de forma intercambiável, como sinônimos efetivos.

 
Broadcasting em Redes 3G || Comentar

De: júnior

Pergunta: atraves da 3G sera possivel que web radios sejam sintonizadas por celular? teriam que ser desenvolvidas tecnologias propias, como o antigo sites wap, ou a mesma radio on line seria "ouvida" nos celulares?

Resposta:  

Redes 3G dispõem de funcionalidades que viabilizam a transmissão de conteúdo de áudio (como web radios) e vídeo a múltiplos usuários - o que denominamos broadcasting ou multicasting (radiodifusão, no jargão brasileiro). Nos casos do UMTS/HSPA e do CDMA2000 1xEV-DO, estas funcionalidades são denominadas MBMS (Multimedia Broadcast Multicast Service) e BCMCS (Broadcast / Multicast Service), respectivamente. O acesso ao conteúdo oferecido através destas soluções poderia ser implementado de várias formas, incluindo players específicos residentes nos aparelhos e acesso via portal (como sugerido na pergunta), dentre outras.

 
3G em 850 MHz e 2100 MHz || Comentar

De: Ricardo Souza

Pergunta: Olá Paulo, gostaria de saber se é possível, e até mesmo viável para uma operadora que já tenha uma rede 3G a 850 Mhz, implantar uma segunda rede 3G a 2100 Mhz ? Cito como exemplo a Telemig Celular, aqui em minas a cobertura 3G está restrita a alguns pontos da cidade de BH. Poderia a Telemig implantar uma segunda rede 3G a 2100 Mhz para completar sua cobertura em BH e nas demais cidades do interior ? Seria tecnicamente viável por exemplo a cidade de BH possuir duas redes 3G, uma a 850 Mhz e outra a 2100 Mhz?

Resposta:  

Sob a perspectiva técnica não haveria impedimento para operação 3G simultânea em duas freqüências (como 850 MHz e 2100 MHz) numa mesma área geográfica. Note que os aparelhos a serem comercializados deveriam neste caso prover suporte à operação nas duas faixas, visando utilização transparente pelo usuário. A viabilidade econômica poderia ser avaliada apenas pela operadora, em função de sua estratégia de planejamento de rede e atendimento ao mercado.

 
Evolução Tecnológica - O Futuro das Operações GSM || Comentar

De: Jr Amâcio

Pergunta: Olá Paulo, com esse grande crescimento da telefonia móvel no nosso país, inclusive nessa nova tecnológia 3g, é possivel haver futuramente a migração do GSM para outro tipo de tecnologia?

Resposta: A tecnologia 3G UMTS/HSPA foi concebida primariamente como alternativa de terceira geração para operadoras que dispõem de redes GSM/GPRS/EDGE. Os padrões contemplam inclusive a reutilização de elementos de rede e a interoperabilidade entre redes de acesso UMTS/HSPA e GSM/GPRS/EDGE, bem como aparelhos dual mode (3G UMTS/HSPA e 2G GSM/GPRS/EDGE). Assim, a solução natural para operadoras que adotaram o GSM como tecnologia 2G é sem dúvida UMTS/HSPA. Em teoria, outras tecnologias poderiam ser opções para evolução. Entretanto, os investimentos requeridos e a complexidade operacional (coexistência com a rede GSM existente) seriam certamente proibitivos.

 
UMTS / HSPA no Brasil || Comentar

De: Lucas Lopes

Pergunta: Qual a real situação do WCDMA no Brasil nos dias de hoje.

Resposta: A situação em meados de novembro de 2007 é muito positiva. Duas operadoras (Claro e Telemig Celular) anunciaram o lançamento de suas redes UMTS / HSPA entre novembro e dezembro, operando na faixa de 850 MHz. Poderão ser seguidas em breve por outras operadoras que dispõem das mesmas freqüências.

 

Adicionalmente, a licitação de novas faixas de freqüência (2100 MHz) está em andamento. A entrega de propostas pelas proponentes está programada para 11 de dezembro, e o leilão propriamente dito para 18 de dezembro. Espera-se que redes UMTS operando nestas freqüências sejam implementadas rapidamente, sendo possível que sua ativação ocorra ainda na primeira metade de 2008.

 
Aparelhos 3G || Comentar

De: william

Pergunta: Ola! Gostaria de saber se os aparelhos com especificação umts são os mesmos hsdpa e se diferentes quais desses estarão disponiveis(terão cobertura de serviços )no brasil pois a sony ericsson está vendendo varios aparelhos com tecnologia umts(tipo z610 w880i)mas minha duvida é se essa será a tecnologia que será implantada no brasil.

Resposta: A tecnologia UMTS/HSPA (acrônimo que compreende duas variações, HSDPA e HSUPA) será a tecnologia 3G dominante no Brasil e em âmbito global. As primeiras redes, anunciadas recentemente, serão compatíveis com o Release 5 do padrão (HSDPA), evetualmente também com o Release 6 (HSUPA). Alguns fornecedores de aparelhos utilizam o acrônimo UMTS para designar dispositivos compatíveis com o release original do padrão (Release 99, limitado em velocidade). Sugiro uma análise detalhada do manual, bem como especial atenção não apenas ao estágio tecnológico mas também às freqüências de operação do aparelho (no Brasil, deveremos inicialmente observar operações UMTS/HSPA nas faixas de 850 MHz e 2100 MHz).

 
Aparelhos 3G || Comentar

De: THIAGO ALVES

Pergunta: SOU FUNCIONARIO DE UMA OPERADORA DE TELEFONIA MOVEL. SOU RESIDENTE NO MS (MATO GROSSO DO SUL), ALEM DA DEMORA DA TECNOLOGIA 3G NESTA REGIÃO UMA DUVIA MUITO GRANDE SERIA O VALOR APROXIMADO DESTA "NOVA TECNOLOGIA", JÁ SE OUVIU FALAR EM 30 DOLARES, MAIS ENCARGOS E IMPOSTOS. QUAL SERÁ O VALOR EM QUE ESTA TECNOLOGIA CHEGARÁ PARA NÓS CONSSUMIDORES?

Resposta: Ao longo dos últimos três anos, identificamos uma redução substancial do custo dos aparelhos de terceira geração (3G), decorrente do aumento das escalas globais e da competição no segmento. Em 2007 já se alcançou um patamar de preços muito próximo a US$ 100, sendo que algumas empresas já anunciaram a introdução de dispositivos a preços inferiores a este limiar, o que certamente deverá ser observado em 2008. Iniciativas relevantes, como o projeto "3G for All" conduzido pela GSM Association, contribuem significativamente para que se atinjam tais benefícios. A estratégia de preços nos pontos de venda (preço para o consumidor final) deverá acompanhar esta tendência.

 
CDMA2000 1xEV-DO || Comentar

De: MÁRCIO PACHECO

Pergunta: O que está sendo informado no site como 3G da vivo não éo na verdade o tal 2,5 G ? O 1 xEVDO pode ser considerado tambem 3G ?

Resposta: A tecnologia 1xEV-DO, estágio evolutivo do CDMA2000 introduzido em 2002, é acolhida pela UIT (União Internacional das Telecomunicações) como tecnologia de terceira geração (3G) compatível com os requisitos do programa IMT-2000 (hoje denominado apenas IMT). Assim, 1xEV-DO é efetivamente uma tecnologia 3G.

 
Evolução Tecnológica || Comentar

De: allan

Pergunta: qual é o futuro da telefonia celular no brasil ? quais tecnologias vc apostaria para nosso futuro ?

Resposta: O Brasil dá um grande passo em 2007 ao introduzir a tecnologia 3G HSPA. As redes já implantadas e aquelas a serem construídas em 2008 serão compatíveis com os releases 5 (HSDPA) e 6 (HSUPA) do padrão 3GPP UMTS/HSPA, e viabilizam conexões de banda larga caracterizadas por velocidades máximas de até 14.4 Mbps (download) e 5.76 Mbps (upload), bem como baixa latência (20 a 60 ms).

 

Entre 2008 e 2009 devemos observar as atualizações destas redes para o estágio tecnológico seguinte, denominado HSPA+, que corresponde aos releases 7 e 8 do padrão 3GPP UMTS/HSPA. A tecnologia HSPA+ propicia maiores velocidades (máximas de até 42 Mbps no download, e 11 Mbps no upload, sempre sobre canais de freqüência de 5 MHz), maior capacidade sistêmica (maior número de usuários servidos) e latência ainda menor. O estágio seguinte nesta linha de evolução é denominado LTE (Long Term Evolution). Baseada em uma nova família de tecnologias (OFDMA / SC-FDMA), a LTE incorpora novas funcionalidades, viabilizando velocidades máximas de até 278 Mbps (download) e 57 Mbps (upload) em canais de 20 MHz.

 
O Usuário e a 3G || Comentar

De: jose antonio

Pergunta: em sua opiniao como o consumidor brasileiro ira reagir em relacao a mais esta novidade tecnologica.e quais seriam os custos a nivel de empressa,se sera nescessario um investimento,muito grande na area estrutural das mesmas

Resposta: Efetivamente, a 3G traz o universo da banda larga ao mundo das comunicações móveis. Assim, o consumidor brasileiro deverá se beneficiar da chegada da 3G de várias formas. Inicialmente, sua experiência será mais rica, pois contará com serviços mais avançados e maior qualidade na sua prestação. Além disso, os custos associados à oferta de conteúdo em redes de alta velocidade como as redes 3G são menores, e portanto também um benefício econômico poderá ser repassado ao usuário final. As empresas também contarão com uma ferramenta que propiciará um incremento da produtividade de seus funcionários, que disporão de uma alternativa de conectividade ubíqua, de alta velocidade e baixa latência, além de serviços orientados ao mercado corporativo, como por exemplo aplicações de localização. Os mesmos benefícios econômicos estendidos aos consumidores regulares deverão também ser percebidos por usuários corporativos.

 
Coexistência entre 3G e 2G || Comentar

De: joyce

Pergunta: Ola Paulo, gostaria de saber se havera impactos para as demais tecnologias (TDMA, GSM) com a implantação da 3G? Como será a estrutura desses equipamentos?

Resposta: Sob a perspectiva de redes, a 3G coexistirá com demais tecnologias 2G (como TDMA e GSM, citadas em sua questão) de forma transparente. No caso de UMTS/HSPA e GSM, haverá inclusive interoperabilidade entre as redes. Em alguns cenários, as redes 3G serão implementadas em faixas de freqüência anteriormente ocupadas com tecnologias 2G. Este é o caso da faixa de 850 MHz, explorada por determinadas empresas no passado (e ainda hoje) com redes TDMA. Outras faixas de freqüências, como por exemplo aquelas que deverão ser licitadas em breve no Brasil (2100 MHz), acomodarão exclusivamente redes 3G.

 

Já sob a perspectiva de aparelhos celulares, vale citar que os modelos 3G UMTS/HSPA a serem lançados no mercado brasileiro podem também operar em redes 2G GSM. Os modelos mais sofisticados contemplam esta operação em várias faixas de freqüência (850/900/1800/1900 MHz), e em alguns casos provêem suporte à transmissão de dados em modo EDGE.

 

Na Europa Ocidental, analistas prevêem que as vendas de aparelhos UMTS ultrapassem as de aparelhos GSM em 2007. Esta é uma tendência mundial, que deverá ser observada também no Brasil em breve.

Comentário: olá Paulo gostaria de esclarecer uma duvida a Claro já começou a operar sua rede 3G na frequencia de 850mhz, queria saber se eu estiver numa aréa onde 3G não tenha cobertura qual frequencia o meu aparelho irá utilizar será ainda a de 850mhz ou 1800mhz?

Resposta: Correto, seu aparelho deverá funcionar em modo 2G (GSM/EDGE) numa das outras freqüências disponíveis (no exemplo da Claro, em 1800 MHz).

 
Velocidades médias || Comentar

De: NESTOR LUIZ MAHULAK

Pergunta: Gostaria de saber qual a velocidade media real de conexão com a internet que será conseguido em WCDMA e HSPDA para download e upload? No caso da Claro e da VIVO. Uso o sistema da Vivo em 1Xrtt, onde a velocidade de upload é muito baixa e preciso migrar para outra tenologia. Obrigado

Resposta: Em redes HSDPA, a velocidade média de download efetivamente percebida pelo usuário pode chegar a 800 kbps. O estágio tecnológico seguinte (HSUPA), já disponível e implementado em 11 operações no mundo, segundo dados da GSA (The Global Mobile Suppliers Association), propiciará também incremento de velocidade de upload, com médias que poderão atingir algumas centenas de kbps. Vale lembrar que o desempenho percebido pelo usuário, traduzido principalmente pelas velocidades médias atingidas, é sempre função das condições de propagação específicas aplicáveis a cada caso.

 

 
Leilão de 3G - Compromissos de Abrangência || Comentar

De: Marcelo Alves

Pergunta: Ola Paulo. Com relação a universalização do serviço 3G, definido pela Anatel, grandes cidades como Rio, Sao Paulo, Recife, entre outras, terão cobertura 3G em todos os bairros? As operadoras serão obrigadas a atender todos os bairros das grandes capitais com a cobertura 3G ou essa universalização diz respeito a outra coisa? Obrigado pelo espaço.

Resposta: O edital para outorga de licenças e freqüências destinadas à implementação de tecnologias 3G na faixa de 2100 MHz (core band), enfatizará, segundo a ANATEL, compromissos de abrangência, em particular para atendimento a pequenos municípios. O comunicado oficial da Agência, emitido em 17 de outubro, indica que "(..) após o segundo ano, todos as capitais dos estados, o Distrito Federal e as cidades com mais de 500 mil habitantes terão cobertura total (por definição, cobertura total corresponde a 80% da área urbana) para serviços de banda larga móvel (...)". Neste caso, a definição dos bairros que comporão estes 80% da área urbana caberá às operadoras. Entretanto, as operadoras poderão, a seu critério, optar pela extensão deste objetivo, cobrindo nestas localidades mais de 80% da área urbana.

 

Ainda segundo o comunicado, em relação aos pequenos municípios, "(...) dentro do mesmo prazo, todos os municípios com menos de 30 mil habitantes terão cobertura para serviços de telefonia celular (...). Ao fim de quatro anos, todos os municípios com mais de 200 mil habitantes deverão estar cobertos pela banda larga sem fio. Passados cinco anos, 50% dos municípios com população entre 30 mil e 100 mil habitantes e 100% daqueles acima desta faixa estarão aptos a utilizar esses serviços. Ao fim do oitavo ano, pelo menos 60% dos municípios com menos de 30 mil habitantes terão a tecnologia disponível. Ao todo, serão atendidos com os serviços de banda larga sem fio em torno de 3.800 municípios brasileiros. Para atender aos municípios menores, as operadoras poderão optar por utilizar rede particular - nesse caso, cada empresa terá obrigação de atender a 25% das cidades da região - ou por rede compartilhada, operada por terceiros - dessa forma, as autorizadas das quatro faixas deverão cobrir 100% dos municípios da região. (...)"

 

Segundo a ANATEL, a publicação do edital está prevista para 23 de outubro de 2007.

 
3G no Brasil || Comentar

De: Jones Moy

Pergunta: Boa Tarde Breviglieri, Gostaria de saber quando o mercado brasileiro vai poder ultilizar todos os benefícios da tecnologia 3G?E qual operadora está mas próximo dessa realidade?E pra finalizar,com relação a velocidade de Transmissão de dados comercializada hoja a GSM pode chegar a 200Kbps com o EDGE e a CDMA a 2Mb com a EVDO.E possivél que essa velocidade se torne ainda maior, e o melhor com mas qualidade de tráfego?Obrigado e parabêns pelo tabralho.

Resposta: O Conselho Diretor da ANATEL aprovou em 17 de outubro o lançamento do edital para outorga de licenças e freqüências destinadas à implementação de tecnologias 3G na faixa de 2100 MHz (também conhecida como core band). Segundo o anúncio, a entrega de propostas pelas proponentes será realizada em 11 de dezembro de 2007, e o leilão propriamente dito em 18 de dezembro. Tais prazos viabilizam a implementação e lançamento de redes 3G já nos primeiros meses de 2008.

 

É muito provável, entretanto, que certas operadoras que dispõem de freqüências em 850 MHz antecipem o lançamento de redes 3G nesta faixa (Bandas A e B). A Telemig Celular já anunciou tal implementação e deve ser acompanhada por outras operadoras em situação similar.

 

Em relação às velocidades máximas (pico) de transmissão, é possível atingir 384 kbps com EDGE, 2,4 Mbps com EV-DO Rel. 0 e, segundo o padrão, até 14,4 Mbps com UMTS/HSPA (no downlink). Os dispositivos HSPA mais sofisticados oferecidos hoje (final de 2007) atingem picos de 7,2 Mbps (downlink) e 2 Mbps (uplink). Este incremento de velocidade propicia às operadoras atender um maior número de usuários (incremento da capacidade sistêmica) e oferecer serviços avançados com alta qualidade e confiabilidade, utilizando novos mecanismos, em particular aqueles voltados à garantia de qualidade de serviço (QoS).

 
3G no Brasil || Comentar

De: Marcelo Alves

Pergunta: Olá Paulo! Eu gostaria de saber se seria tecnicamente possível, com a entrada da VIVO na área 10, a mesma utilizar as antenas (ERBs) de outra operadora ( quem sabe a TIM...) para iniciar sua operação, sem a necessidade de ter que instalar novas ERBs e adiantando sua entrada na região. Um empecilho, talvez, seria a diferença de frequencia utilizada pelas operadoras ( VIVO- 1900mhz e TIM- 850, 900, 1800mhz). Obrigado pelo espaço e aguardo resposta.

Resposta:  

O compartilhamento de rede entre operadoras é tecnicamente possível, e tem sido sugerido por algumas prestadoras como alternativa para extensão dos serviços de comunicações móveis a localidades hoje não atendidas com telefonia móvel. Em teoria, seria possível também no cenário descrito por você. Neste caso, uma única ERB serviria duas bases de usuários distintas. Entretanto, a mesma faixa de espectro de freqüências e os recursos de rede seriam neste caso compartilhados por duas grandes operadoras, e poderiam ser insuficientes para atendimento das duas bases de usuários (limite de capacidade). Além disso, entram em jogo os interesses estratégicos e comerciais das operadoras, aos quais não temos acesso.

 

Uma variação do conceito seria o compartilhamento apenas da infra-estrutura dos sites (espaço físico para instalação da ERB, espaço nas torres para instalação de antenas, transmissão, energia, aterramento, etc.). Neste caso, teríamos duas ERBs independentes operando em freqüências distintas e compartilhando a mesma infra-estrutura. A implementação desta opção é mais simples, e já é adotada por muitas operadoras, particularmente nos municípios onde os requerimentos da legislação ambiental para instalação de novas ERBs são mais restritos.

 

A multiplicidade de freqüências utilizadas por distintas operadoras (como no seu exemplo) poderia ser superada com a utilização de aparelhos capazes de operar em várias bandas. Hoje muitos já dispõem desta facilidade.

 
Terminais 3G || Comentar

De: EDUARDO

Pergunta: OI GOSTARIA DE SABER SE O WCDMA VAI FUNCIONAR NA REDE GSM E QUAL SERA A VELOCIDADE DE CONEXAO COM ELE E GOSTARIA DE SABER SE A VIVO PAROU DE TRABALHAR COM A TECNOLOGIA CDMA NO BRASIL

Resposta: Os aparelhos 3G WCDMA a serem vendidos no Brasil deverão contemplar o suporte à operação em redes GSM/GPRS/EDGE. Mesmo o handover entre as redes 3G e 2G deverá ser garantido. A velocidade de conexão dependerá da categoria do aparelho, podendo atingir em alguns casos velocidade máxima de download  de 7,2 Mbps (aparelhos HSDPA de categoria 8), sob cobertura 3G. Neste caso, também a rede da operadora deverá prover suporte a estes patamares de velocidade. Em relação à operação CDMA da Vivo, entendo que será mantida para atendimento dos mais de 23 milhões de usuários (agosto de 2007).

 
Terminais 3G || Comentar

De: João Cesar de Olivera

Pergunta: Qual a forma física dos terminais WCDMA? Esses terminais usam chip, como por exemplo, o GSM?

Resposta: Em geral, o aspecto visual dos terminais 3G WCDMA é similar ao de terminais de gerações anteriores. Em alguns casos, encontraremos novos elementos, como por exemplo duas câmeras (uma das soluções para videotelefonia), displays maiores e de melhor qualidade, etc. O chip continua existindo, e na terceira geração é denominado USIM (Universal Subscriber Identity Module). Vale lembrar que a grande maioria dos aparelhos 3G WCDMA provê também suporte à operação em redes GSM/GPRS/EDGE, à exceção de modelos oferecidos em países em que não há GSM (caso do Japão, onde grande parte dos terminais ainda é 3G WCDMA apenas).

 
CDMA2000 1xEV-DV || Comentar

De: fabrizzio Ciacci

Pergunta: Gostaria de saber masi sober o EVDV e se existe possibilidades da implantação no Brasil.

Resposta:  

A tecnologia CDMA2000 1xEV-DV foi padronizada pelo 3GPP2 e incorporada à revisão D do padrão IS-2000. Conceitualmente, compreenderia uma evolução do CDMA2000 1X, na qual serviços simultâmeos de voz e dados (agora em alta velocidade) seriam providos num único canal de freqüência (portadora). Em função da ampla adoção de CDMA2000 1xEV-DO e da incorporação do suporte a VoIP a partir da revisão A do padrão EV-DO (viabilizando a oferta de voz e dados utilizando-se uma única portadora), não se observou interesse do mercado em 1xEV-DV, razão pela qual até o momento não foi implementado comercialmente.

 
UMTS em 900 MHz || Comentar

De: Rachel

Pergunta: O uso da faixa de 900 MHz tem várias limitações devido o uso compartilhado da faixa por outros sistemas e serviços. Verifique quais são os principais serviços que já operam nesta faixa e em quais sub-faixas estão.

Resposta: O maior impedimento, no caso do Brasil, reside na largura dos blocos na faixa de 900 MHz reservados para o SMP, como já comentado nesta seção (maiores detalhes na Resolução ANATEL 454/2006, Anexo). A utilização desta faixa para o SMP demandaria um refarming (desligamento de redes legadas seguido de reocupação por outras, eventualmente com redestinação a outros serviços) mais abrangente, possível no médio / longo prazo.

 
3G e WiMAX || Comentar

De: Jorge Coelho

Pergunta: Do seu ponto de vista, quais os espaços mercadológicos do 3G, Wi-Max e Wi-Mesh/Wi-Fi, considerando: cobertura, tráfego, população, aplicações, etc.. Dá para fazer uma associação entre tecnologia e estes parâmteros?

Resposta:  

Entendo que hoje as três famílias de tecnologias citadas (3G, WiMAX e WiFi/WiMesh) sejam de alguma forma complementares e ainda atendam a objetivos de mercado distintos. Entretanto, em função do suporte pleno à mobilidade provido por tecnologias 3G, e da falta de equacionamento de questões críticas em WiMAX e WiFi (robustez dos padrões, maturidade das soluções, desempenho, disponibilidade de freqüências, economias de escala, custos de infra-estrutura e dispositivos), 3G hoje é a melhor alternativa para viabilização do conceito de banda larga sem fio, tanto para aplicações móveis quanto fixas. O exemplo mais evidente desta versatilidade é hoje observado na Europa, onde grande parte das operadoras 3G avançaram além das fronteiras dos serviços móveis tradicionais e, com dispositivos como modems USB, cartões de dados e gateways, provêem conectividade em banda larga a usuários fixos e nomádicos.

 
Interoperabilidade entre 3G e WiFi || Comentar

De: Fábio José Barroso da Fonseca

Pergunta: Prezado Paulo, gostaria de saber qual a situação atual da convergência entre sistemas celulares e redes de dados wireless. Já existe, por exemplo, algum estudo para viabilizar uma estação móvel que faça o Handover entre um acess point Wi-Fi e uma ERB de 3G, de acordo com a variação da qualidade do sinal ou da taxa de transmissão, mantendo a mesma conexão.

Resposta:  

Tais soluções já existem e foram recentemente demonstradas em eventos internacionais do setor, como o 3GSM World Congress (Barcelona, fevereiro de 2007). Baseiam-se na utilização de dispositivos dual mode (3G UMTS / WiFi ou 3G CDMA2000 / WiFi), elementos de redes IMS e protocolos específicos para determinadas aplicações (como SIP). Vale lembrar que o suporte a WiFi (802.11n) já foi incorporado pela QUALCOMM a alguns de seus chipsets 3G, o que elimina a necessidade de dois semicondutores distintos para desenvolvimento de um aparelho dual mode.

 

Maiores informações podem ser encontradas no seguinte link:

 

www.cdmatech.com/download_library/pdf/wlan.pdf

 
UMTS em 850 MHz || Comentar

De: Endrigo

Pergunta: Prezado Paulo. Com relação a operação da rede UMTS em 850Mhz, pode existir alguma co-relação nas operadoras entre o lançamento comercial da rede 3G e o phase out da tecnologia AMPS/TDMA. Sabemos que a Anatel ja divulgou data para o phase out AMPS, mas será que as operadoras podem acelerar a descontinuidade desta rede com o lançamento do 3G. No caso como fica a questão da limpeza do espectro? 5 M de banda ja dá pra lançar? A Anatel ja está homologando junto aos fornecedores 3G em 850Mhz. Um abraço

Resposta: Alguma otimização do espectro poderá ser necessária para todas as operadoras que planejam lançar UMTS em 850 MHz, caso não haja uma porção contínua de ao menos 5+5 MHz desocupada. Este procedimento compreenderia idealmente o desligamento dos sistemas analógicos (AMPS) ainda em funcionamento, se possível, e um esforço de otimização da porção do espectro ainda ocupada pelas redes TDMA, onde existirem, através de replanejamento dos canais utilizados e seu reuso ao longo da rede. Uma faixa de 5+5 MHz é suficiente para implementação de uma primeira portadora UMTS/HSPA.

 
VoIP em Redes 3G || Comentar

De: Cassio Camargos

Pergunta: Prezado Paulo Como ficam as operadoras no Brasil instalando 3G face à concorrência de voz sobre IP pelos seus serviços de dados ? Teriam como barrar (tecnica e legalmente) ? Obrigado e abraços, Cássio

Resposta:  

A introdução de 3G propiciará às operadoras optar entre duas alternativas para oferta de serviços de voz: utilizar circuitos dedicados (solução tradicional, possibilidade que continuará a existir) ou soluções baseadas em pacotes de dados, como VoIP, de maior eficiência. Neste contexto, a iniciativa de oferecer VoIP poderá ser da própria operadora. O usuário terá à sua disposição duas alternativas: utilizar serviços VoIP providos por ela ou por terceiros (como se faz hoje em conexões de banda larga, solução que compete com a rede telefônica convencional). Deve-se lembrar que, neste último caso, o usuário poderá pagar um preço maior pelo tráfego "over the air". Caberá às operadoras oferecer serviços VoIP a preços competitivos (equivalentes ou melhores que os hoje cobrados pelos pacotes de minutos de voz).

 
iPhone - Por Que Não 3G? || Comentar

De: Marcos de Souza

Pergunta: Sei que fujo um pouco à questão em foco, mas o tão badalado iPHONE, por ser um simples GSM, não nasce já atrasado?

Resposta:  

Sua pergunta é muito relevante. O iPhone foi lançado nos Estados Unidos na última sexta-feira, 29 de junho. Trata-se de um aparelho multi-funcional dotado de duas interfaces de comunicação pimárias (GSM/GPRS/EDGE e WiFi), além de Bluetooth para conectividade com demais dispositivos. Nos Estados Unidos, a Apple o oferece em parceria exclusiva com a AT&T (ex Cingular), a maior operadora celular do país, que dispõe de redes 2G GSM/GPRS/EDGE e 3G UMTS/HSDPA.

As limitações de velocidade associadas à conexão EDGE realmente frustraram as expectativas de muitos analistas, alguns dos quais levantaram as mesmas considerações de sua pergunta, sugerindo uma iminente obsolescência do produto no curto prazo. Com EDGE, as velocidades médias típicas não ultrapassam 150 kbps. Ao contrário, os dispositivos UMTS/HSDPA mais avançados oferecidos ao mercado podem transmitir à velocidade máxima de 7.2 Mbps. Selecionei alguns comentários recentes para referência de nossos leitores.

http://www.usatoday.com/tech/columnist/edwardbaig/2007-06-26-iphone-review_N.htm

http://www.pcworld.com/article/id,133913-c,internetnetworking/article.html,
http://www.informationweek.com/news/showArticle.jhtml?articleID=200700004&subSection=All+Stories

http://gizmodo.com/gadgets/apple/how-long-does-it-really-take-browse-to-nytimescom-on-edge-274550.php

Questionado sobre a falta de 3G no iPhone, o CEO da Apple, Steve Jobs, argumenta que a necessidade de conexão de alta velocidade foi contornada com a combinação EDGE/WiFi. O grande obstáculo reside na restrita cobertura de redes WiFi. Críticos ressaltam que mesmo nos Estados Unidos a cobertura de redes WiFi é limitada e, quando disponíveis, redes WiFi nem sempre são abertas à utilização pública. Nenhuma rede possui cobertura tão extensa quanto as redes celulares.

http://www.theinquirer.net/default.aspx?article=40662

http://www.vnunet.com/vnunet/news/2193190/jobs-spills-iphone-future

Jobs, entretanto, não descartou o possível lançamento de uma versão 3G do iPhone no futuro. Curiosamente, apenas alguns dias após o lançamento do produto nos Estados Unidos, rumores sobre a possível introdução na Europa de uma versão 3G do iPhone foram divulgados pela imprensa. A iniciativa seria liderada por duas das maiores operadoras daquele continente, a Vodafone e a T-Mobile.

http://www.trustedreviews.com/mobile-phones/news/2007/07/02/3G-iPhone-Europe-Bound-Via-Voda-T-Mob-CW/p1

http://www.i4u.com/article9855.html
http://www.reghardware.co.uk/2007/06/29/
euro_3g_iphone_announcement_monday/


Reforçando a suspeita, os primeiros usuários do iPhone nos Estados Unidos constataram que seus aparelhos vêm equipados com SIM Cards 3G (USIMs, no jargão técnico), os mesmos utilizados nos aparelhos 3G UMTS/HSPA oferecidos pela AT&T. Após a eventual introdução de uma versão 3G do produto, o usuário que já houver adquirido um iPhone 2G não precisaria substituir seu SIM Card. Seria, segundo esta hipótese, uma preparação conjunta da Apple e da AT&T para viabilizar uma substituição de iPhones 2G por iPhones 3G sem inconvenientes.

http://www.iphonematters.com/article/
apple_taunts_us_with_3g_logo_sim_card790/

http://gizmodo.com/gadgets/iphone/a-little-iphone-sim-card-irony-courtesy-of-att-274483.php

Outro ponto levantado por Jobs refere-se à imaturidade das soluções 3G e dos processadores utilizados em dispositivos 3G. Inicialmente, vale lembrar que em maio de 2007 já contávamos mais de 200 milhões de usuários 3G no mundo. Tal escala já retrataria a grande maturidade do universo 3G. Em relação aos processadores, segundo apuraram alguns jornalistas, o iPhone seria equipado com uma CPU ARM de 620 MHz (veja o link abaixo). A título de comparação, vale mencionar que os dispositivos 3G mais atuais são equipados com processadores que contêm duas CPUs (por exemplo, todos os modelos da série 7000 da Qualcomm, como MSM7200, MSM7500 e MSM7600, equipados com dois processadores ARM, segundo arquitetura dual core). Novos produtos 3G baseados nos processadores Snapdragon (dotados de CPUs de 1 GHz) chegarão ao mercado em breve. Certamente não há argumentos para associar deficiências do produto à imaturidade das soluções 3G.

http://www.engadget.com/2007/07/01/iphone-processor-found-620mhz-arm/

 

Comentário: Caro Paulo, nos últimos dias li muito a respeito da nova sensação dos americanos, o iPHONE. Pelo que se verificou, foi um deslumbramento geral. Mas uma coisa me chamou muito a atenção: por que os autores da façanha aliaram todas essas novidades à tecnologia GSM, e não à 3g, como era de esperar?

Resposta: As supostas razões foram expostas pelo CEO da Apple, Steve Jobs (veja os links relacionados no comentário acima). Não vejo nestas razões justificativas sólidas. A ausência de conectividade 3G realmente frustrou muitos analistas e usuários.

Comentário: Não compreendo o motivo de a Apple ter lançado o iPhone, de tantos recursos, num aparelho GSM, diante dos avanços da 3G. Preciso de sua opinião, Sr. Paulo Breviglieri, para ao menos tentar entender. Será o último suspiro do GSM nos Estados Unidos? Obrigado

Resposta: Talvez este primeiro iPhone venha a ser o único com tal limitação tecnológica. Resta aguardar o possível lançamento de uma nova versão do produto (não anunciada), equipada com interface 3G.

Comentário: Bom, minha opinião como estudante de MARKETING, é que a AT&T e a Apple lançaram o iPhone com GSM porque não querem acabar com o ciclo de novidades. Pois quando a pueira baixar, eles certamente lançarão o 3G no iPhone, voltando a ser sensação. Será que dará certo?

Resposta: É possível que esta tenha sido a estratégia. Adicionalmente, é possível também que prazos de desenvolvimento reduzidos tenham determinado a escolha de certas funcionalidades do produto, em particular a tecnologia celular a ser considerada nesta primeira versão.

Comentário: não seria uma questão de oferecer uma experiência para o usuário parecida com a conexão de internet convencional, uma vez que toda a conexão passa pelo iTunes?

Resposta: Sendo o usuário remetido ou não ao iTunes, a sua experiência seria muito melhor se o iPhone contasse com conectividade 3G de alta velocidade. Ao final, a ausência do suporte a 3G acabará sendo a grande limitação do aparelho.

 
Cobertura 3G || Comentar

De: Marcos de Souza

Pergunta: Quando entro com meu celular em alguma loja, banco ou supermercado do ABC Paulista, o sinal geralmente cai. Alguns dizem que essa ineficiência é própria do GSM. Eu, apesar de achar que é apenas má cobertura, pergunto-lhe se o GSM é realmente tão limitado e se a propagação de sinal melhorará com o WCDMA. Não creio que os europeus tenham sofrido esse tipo de limitação durante tanto tempo. Obrigado.

Resposta: A qualidade da cobertura de um sistema celular depende de uma série de fatores, que incluem níveis de potência de transmissão (nos dois sentidos), quantidade de interferência, freqüências de operação e características dos ambientes de propagação (morfologias), dentre outros.

 

Link budgets são ferramentas importantes para estimar quantitativamente a abrangêcia e a qualidade da cobertura de um sistema celular. Link budgets nada mais são que cálculos da máxima perda de propagação (medida em decibéis - dB) admitida para a transmissão entre dois elementos, num determinado sentido e sob determinadas condições de propagação. Seus resultados podem traduzir, a grosso modo, diferenças entre expectativas de cobertura para redes que operam com diferentes tecnologias, em distintas freqüências. Usualmente, as maiores perdas são admitidas no enlace direto (ou seja, na transmissão da estação radiobase para o aparelho celular). Dizemos, neste caso, que o enlace reverso é o enlace limitante.

 

Link budgets desenvolvidos a título de exemplo para o enlace reverso de redes UMTS e GSM operando em cenários de propagação equivalentes nas faixas de 2100 e 1800 MHz, respectivamente, indicam que sistemas UMTS admitem perdas de propagação no mínimo 6 dB superiores às admitidas em sistemas GSM. Em outras palavras, neste cenário genérico, um aparelho UMTS ainda poderia "ser ouvido" pela rede 3G a uma distância na qual um aparelho GSM já não o seria mais. Tal diferença seria ainda maior se comparássemos redes UMTS operando na faixa de 850 MHz (situação possível no Brasil) e redes GSM operando em 1800 MHz.

 

Em resumo, a qualidade e a abrangência da cobertura de uma rede 3G UMTS/HSPA é geralmente superior à de redes 2G, em particular nos cenários de implementação semelhantes aos descritos no exemplo acima.

Comentário: Paulo, comentando a pergunta do Marcos, creio que deveríamos também levar em consideração que o sinal GSM possui frenquencia mais alta que os sinais de telefones TDMA ou CDMA, e sabe-se que quanto maior a frequencia, menor será o comprimento de onda do sinal. Como é de conhecimento que um sinal com menor comprimento de onda está menos sujeito a ultrapassar bloqueios físicos, (Ex. Parede de concreto) poderíamos dizer que estes fatores físicos são relevantes na comparação de qualidade de sinais entre as operadoras?

Resposta: Sem dúvida. A freqüência de operação e os eventos dela dependentes (como por exemplo o que chamamos de perda de penetração em ambientes internos) são muito relevantes. Daí a razão de uma operadora que disponha de freqüências mais altas demandar, via de regra, um maior número de sites para cobertura de uma mesma área, uma vez que a cobertura individual de cada site diminui com o aumento da freqüência. Os link budgets procuram considerar estes e vários outros fatores (alguns inerentemente associados às funcionalidades de cada tecnologia).

Comentário: Obrigado, caro Paulo, pelas sempre úteis respostas que alcanço por esse site. Alguém que não se identificou fez bom comentário da minha última pergunta, lembrando que altas faixas de frequência dificultam a propagação de ondas em ambientes internos. Isso me fez supor que a cobertura duma operadora que recentemente passou a empregar GSM em 850 mhz tem melhor qualidade nos citados ambientes. Mas nem por isso deixo de achar que a cobertura melhorariacom o devido esforço das prestadoras em geral, independentemente de tecnologias ou bandas. Tanto é verdade que é possível cobrir até o metrô. Será que tenho razão?

Resposta: Concordo. Cabe a cada prestadora prover o melhor serviço possível (cobertura, funcionalidades, atendimento) dentro das condições inerentes à sua operação, que incluem tecnologia de rede, freqüências e demais recursos requeridos, mesmo que demandem maiores investimentos.

 
Videotelefonia || Comentar

De: Marcelo Alves

Pergunta: Ola Paulo. Eu gostaria de saber se a tecnologia CDMA 1X-EVDO é compativel com video-chamadas. Eu estive pesquisando e constatei que grandes operadoras que trabalham com essa tecnologia não ofertam esse serviço, tais como Verizon, Sprint, Telus, KDDI, entre outras. Já as operadoras que implementaram o UMTS utilizam-se bastante da videoconferencia (Vodafone, O2, H3G, Rogers, NTTDoCoMo...). Há alguma impossibilidade tecnológica ou seria só uma questão de escolha. Obrigado pelo espaço.

Resposta: Sim, é possível oferecer o serviço de videotelefonia em redes CDMA2000 1xEV-DO, particularmente naquelas já atualizadas até a Revisão A (DOrA) do padrão, que contempla altas velocidades no downlink (até 3,1 Mbps) e no uplink (até 1,8 Mbps), além de mecanismos robustos de qualidade de serviço (QoS) requeridos para a oferta de videotelefonia com alto desempenho (imagens de alta resolução, taxas de reprodução satisfatórias e ininterrupção da transmissão). Não há impossibilidade técnica, apenas uma opção estratégica, como sugerido na pergunta.

 
Freqüências para 3G || Comentar

De: Marcellus Louroza

Pergunta: Paulo, teoricamente a Vivo possui banda suficiente para implantar sua rede WCDMA na faixa 850MHz em suas principais regiões. Portanto não possui interesse de adquirir licença 2100MHz nessas mesmas regiões. Sabemos que a operadora não possui cobertura GSM em MG e Nordeste. Caso a Vivo opte por comprar licença 1900MHz (a ser leiloado pela ANATEL) para GSM nessas regiões, tanto a Vivo como outras operadroras que implementarão WCDMA 2100MHz não estariam sujeitas a interferências (redes e terminais) de operações adjancentes GSM1900/WCDMA2100 numa mesma região? Existe este cenário em alguma outra parte do mundo?

Resposta: A despeito do cenário de implementação específico e dos interesses citados na pergunta, a possibilidade de interferência entre sistemas GSM que venham a ocupar a subfaixa L (1895-1900 / 1975-1980 MHz) e sistemas UMTS que venham a ocupar a subfaixa J (1965-1975 / 2155-2165 MHz) efetivamente existe. Em determinadas condições (distanciamento entre os elementos envolvidos e níveis de potência de transmissão), o sinal transmitido por uma BTS GSM pode representar interferência para um Node B (BTS) UMTS, assim como o sinal transmitido por um aparelho UMTS pode representar interferência para um aparelho GSM. A regulamentação vigente (Anexo à Resolução ANATEL n° 454, de 11.12.2006 - Regulamento sobre Condições de Uso de Radiofreqüências nas Faixas de 800 MHz, 900 MHz, 1800 MHz, 1900 MHz e 2100 MHz) já prevê esta possibilidade e sugere medidas para coordenação entre as prestadoras envolvidas e mitigação de eventual interferência (Artigos 2° e 26). Desconheço ocorrência semelhante envolvendo estas faixas em outros países.

 
3G no Brasil || Comentar

De: Thiago Alves

Pergunta: Sr. Breviglieri, se eu bem entendi, as unicas operadoras que no momento podem inplantar a tecnologia 3G no Brasil, são a VIVO e, posteriormente, a CLARO por ainda operarem em CDMA podem migrar para WCDMA e implementarem 1XEVDO ( com frequencia compativel ) . As operadoras GSM não possuem a frequencia certa, e só poderão adquiri-la quando a ANATEL ofertar o pacote. isto não pode impedir, de certa forma, o Brasil de se desenvolver, já que a principal função do estado seria a "visão de ampliação dos nosos horizontes"?

Resposta: A rigor, poderão implantar 3G no Brasil de imediato as operadoras que dispõem de freqüências na faixa de 850 MHz (a única dentre as faixas hoje destinadas ao SMP e já licenciadas para a qual existe a oferta de soluções comerciais de rede e aparelhos celulares). A solução imediata para prestadoras que operam exclusivamente nas faixas de 900 e 1800 MHz possam implementar 3G é a aquisição de freqüências na faixa de 2100 MHz (denominada usualmente core band).

 

O atraso do leilão destas novas freqüências no core band poderia criar uma situação de assimetria regulatória, na qual algumas operadoras disporiam de meios para implementar 3G em 850 MHz (e, portanto, poderiam largar na frente das demais), enquanto outras dependeriam dos leilões para acesso ao espectro que lhes permitiria implantar 3G.

Comentário: A pergunta do Thiago é meio confusa. Primeiro porque a Claro não possui operações em CDMA, possui apenas operações em TDMA (faixa de 800/850MHz) e GSM (faixa de 900/1800MHz), enquanto a Vivo está com uma "sobrecarga" na sua frequência (800/850MHz) por utilizar (em alguns estados) TDMA, CDMA e GSM na mesma faixa, além dos remanscentes AMPS. Assim, dificilmente a Vivo teria condições de lançar o UMTS também em 850MHz, enquanto a Claro teria essa possibilidade nos estados em que é "proprietária" da banda B (ou seja, onde possui TDMA). Segundo, para implementar EVDO precisa-se de CDMA e não WCDMA. WCDMA é a interface (ou hoje sinônimo) de UMTS; lembrando que CDMA/EVDO incompatível com WCDMA/UMTS.

Resposta: As considerações sobre as particularidades de cada operadora são válidas. Eu adicionaria que as limitações da Vivo podem ser aplicáveis apenas aos grandes mercados, onde a ocupação do espectro em 850 MHz é maior. A despeito das imprecisões da pergunta original, vale dizer que, ao final, a disponibilidade de espectro em 850 MHz e/ou 1900/2100 MHz determinará a possibilidade de implementação de 3G ao longo do tempo e poderá, em alguns casos, se tornar uma grande vantagem competitiva para algumsa operadoras.

 
VoIP em Redes 3G || Comentar

De: Thiago Alves

Pergunta: Paulo, a VIVO cel é a operadora que está tentando implantar a 3G no Brasil, por isso cedeu à tecnologia GSM, em quanto tempo você achoa que o VoIP tomará o lugar dos celulares, tanto 3G quanto as outras gerações?

Resposta:  

Não acredito que VoIP tomará o lugar dos celulares. Ao contrário, os celulares em breve passarão a utilizar VoIP como solução para transmissão de voz, em substituição às técnicas atuais, nas quais circuitos específicos e dedicados são associados a cada conversação. As primeiras implementações comerciais de VoIP em redes 3G são esperadas para o final de 2007.

 

Lembro que a Vivo foi a primeira operadora brasileira a introduzir 3G quando implementou a tecnologia CDMA2000 1xEV-DO, no final de 2004. É ainda a única a oferecer aplicações e serviços sobre 3G.

 
IPv4 e IPv6 || Comentar

De: Fernando Rocha Santana

Pergunta: Afinal ja exista a 4g ou ainda esta 3g, tb qual protocolo usado é o IPv4 ou IPV6 nesta tecnologia?

Resposta: Como comentado nesta seção, não existe nenhuma definição formal nem consenso em torno do que seja a 4G. O termo tem sido utilizado inadvertidamente para qualificar uma série de novas tecnologias, incluindo a própria evolução da 3G. Entretanto, vale sempre lembrar que alguns dos requerimentos de redes de próxima geração já são conhecidos, como por exemplo novas arquiteturas de rede baseadas em IP, novas técnicas de modulação etc.

 

IETF e 3GPP trabalharam em colaboração para introdução de IPv6 nos padrões UMTS/HSPA, dedicando particular atenção à questão de coexistência entre IPv4 e IPv6 numa mesma rede. O suporte a IPv6 é previsto em arquiteturas de rede IMS (IP Multimedia Subsystem). A implementação de IPv6 dependerá essencialmente do suporte a este novo padrão na infra-estrutura de rede e aparelhos (terminais), bem como dos planos de implementação de cada operadora.

 
Arquitetura de Rede - Core Network || Comentar

De: Gilberto

Pergunta: Paulo, bom dia. Analisando um sistema composto por Mobile Switch Server (MSS), Media Gateway(MGW) e BTS Podemos considerar o Core formado por MGW e MSS como sendo 3G já que nestes é utilizado sinalização e voz sobre IP ?

Resposta:  

O modelo de rede adotado como referência no padrão UMTS Rel 99 (originalmente implementado no mundo) contemplava essencialmente a mesma arquitetura para o core network adotada em redes GSM.

 

Este modelo referencial de rede evoluiu desde então. Modificações do modelo de rede (novos elementos de rede, interfaces entre eles e funcionalidades) foram introduzidas gradualmente nos releases do padrão subseqüentes (4, 5 e 6), visando migração a estruturas estratificadas (não hierarquizadas), incorporação de IP como protocolo para a camada de transporte e harmonização com arquiteturas IMS (IP Multimedia Subsystem), como já comentado nesta seção. Tais modificações foram também requeridas para que se pudesse prover suporte adequado a novas tecnologias, como por exemplo todos os novos canais requeridos para HSDPA e novas funcionalidades associadas a novos serviços, como VoIP.

 

Assim, em resumo, pode-se dizer que as redes 3G UMTS originais (Rel 99) apoiavam-se inicialmente na mesma arquitetura do core network utilizada em redes GSM, e que tal arquitetura evoluiu nas versões seguintes (soluções HSPA).

 
UMTS em 900 MHz || Comentar

De: Marcos de Souza

Pergunta: Vi em alguns artigos que se estuda a instalação de redes 3G em 900MHZ. Gostaria de saber se essa faixa de frequência é ocupada no Brasil, por quais operadoras e em que regiões. Obrigado pela disposição de atender-nos Marcos, São Bernardo do Campo

Resposta: Alguns países, em particular na Europa, já planejam a introdução de UMTS/HSPA na faixa de 900 MHz, originalmente ocupada por sistemas GSM. Tal planejamento de reutilização da faixa através de substituição tecnológica é usualmente denominado refarming. Trata-se de uma faixa nobre, na qual as condições de propagação são superiores. Em decorrência, a utilização de 900 MHz propicia cobrir uma mesma área geográfica com um número menor de estações transceptoras (Node Bs), bem como servir ambientes internos (indoor) com melhor qualidade.

 

No Brasil, pequenos blocos na faixa de 900 MHz foram reservados para o SMP. Sugiro consultar a regulamentação de uso de freqüências para o SMP (Resolução 454/2006, Anexo). Alguns destes blocos foram incorporados às bandas D e E do SMP, enquanto outros foram identificados como faixas de extensão. Sugiro a verificação da real utilização destes blocos junto às prestadoras do SMP.

 
Implementação de 3G || Comentar

De: Marcelo Alves

Pergunta: Ola Paulo. Eu gostaria que voce explicasse quais sao os primeiros passos que uma operadora movel daria apos a compra das frequencias de 2100mhz. Será necessaria a instalação de novas ERB's,enfim, todo o procedimento para a implementação do UMTS-HSPA. Obrigado.

Resposta: Sob a perspectiva técnica apenas, o próximo passo após a aquisição de freqüências na faixa de 2100 MHz seria a implementação da rede 3G. Em alguns casos, dependendo dos objetivos de cobertura e do número de estações (ERBs) existentes, pode ser requerida a instalação de novos transceptores (novas ERBs), uma vez que as condições de propagação da faixa de 2100 MHz são distintas daquelas observadas em outras faixas.

 

O projeto da rede de acesso rádio é bastante complexo e abrangente, e inclui, dentre outras, atividades como identificação dos objetivos de cobertura e qualidade, quantificação da demanda de tráfego (voz e dados), otimização dos modelos de propagação, desenvolvimento de um projeto nominal, identificação de search rings, drive test, site survey, escolha dos melhores sites, elaboração do projeto final, implantação e otimização inicial. Atualizações de software, adição de hardware e revisões da arquitetura do core network podem ser necessárias, dependendo do estágio tecnológico em que se encontra a rede de cada operadora.

 
3G no Brasil || Comentar

De: Greiciane Arruda da Silva

Pergunta: Quais as dificuldades para implantação e popularização da tecnologia 3G no Brasil?

Resposta: A execução dos leilões de licenças e freqüências na faixa de 1900/2100 MHz constitui hoje o maior obstáculo a ser superado para implantação de 3G no Brasil. Embora algumas operadoras possam iniciar operações 3G nas faixas de que dispõem em 850 MHz, somente a oferta em leilão das freqüências em 1900/2100 MHz garantirá a todas as operadoras o acesso ao espectro que demandam para implantação de redes 3G, assegurando condições de competição eqüânime entre as prestadoras.

 

Há inúmeras razões para esperar grande popularização de 3G no País. Contamos hoje com soluções de rede robustas e de alto desempenho, ampla conjunto de aparelhos, incluindo modelos de baixo custo, e inúmeros exemplos de experiências de sucesso na exploração de aplicações e serviços diferenciados. Desde o início de 2006, por exemplo, já observamos na Europa a predominância de aparelhos 3G na ativação de novos usuários, bem como a crescente substituição de dispositivos 2G por modelos 3G. Analistas prevêem que entre 2008 e 2009 o market share de UMTS ultrapasse o de GSM naquele continente, chegando a 67% em 2010. Também indicam que, em 2009, as vendas mundiais de celulares 3G devem superar as de celulares 2G.

Comentário: Sei que a 3G melhorará também a qualidede de voz. Sou cliente duma operadora GSM de SP. Em São Bernardo, quando entro numa loja, geralmente o sinal diminui ou cai. Essa deficiência de sinal em ambientes internos é própria do GSM ou minha operadora deixa a desejar na cobertura. Creio que se trata da segunda alternativa, mas aguardo sua resposta. Agradeço

Resposta: Redes 3G deverão certamente propiciar a oferta de serviços de voz com maior qualidade, além de viabilizar serviços de dados de alta velocidade e desempenho. Sugiro consultar o comentário sob o título "Cobertura 3G", no qual são feitas considerações a respeito da qualidade da cobertura de redes 3G e 2G.

 
3G e WiMAX || Comentar

De: fabio

Pergunta: Podemos considerar que a 3G poderá ser concorrente do Wimax num futuro próximo? Podemos fazer atualmente um comparativo destas tecnologias?

Resposta: Não dispomos atualmente de informações objetivas e abrangentes sobre WiMAX móvel (tais como resultados de testes em ambientes reais de implementação, notas sobre operações comerciais em larga escala, relação de soluções de rede e dispositivos comerciais oferecidos ao mercado, etc.) que nos permitem traçar um paralelo com tecnologias 3G (robustas, maduras e amplamente difundidas), nem tampouco concluir que 3G e WiMAX sejam concorrentes para aplicações que demandem mobilidade plena. Vale lembrar que não existe hoje no mundo operação WiMAX móvel comercial. Como comentado nesta seção, segundo o próprio WiMAX Forum, suporte pleno a mobilidade deverá ser contemplado apenas na versão 802.16g do padrão, com expectativa de materialização após 2010 apenas.

 
Cobertura 3G || Comentar

De: Marcos de Souza

Pergunta: Em respostas dadas por você a perguntas de outros internautas alcancei as respostas de muitas minhas. Mas sempre resta alguma. Se alguém portar um aparelho UMTS numa região onde só haja cobertura CDMA 2000, essa pessoa tem cobertura? Minha pergunta se deve às vezes que viajei para Minas Gerais e fiquei sem sinal por não haver naquele estado a tecnologia CDMA IS-95 dum antigo aparelho meu. O problema se resolveu após a aquisição dum GSM. Ia me esquecendo de perguntar pela hipótese contrária: Se um assinante com um aparelho CDMA 2000 estiver numa região onde só haja cobertura UMTS, poderá contar com cobertura ou terá dores de cabeça como as que tive no passado em Minas?

Resposta: Aparelhos 3G UMTS/HSPA operam também em modo GSM, excluindo-se a maioria dos modelos oferecidos no Japão (UMTS/HSPA apenas). Assim, um usuário que disponha de um aparelho UMTS/HSPA contará com serviço em áreas atendidas com UMTS/HSPA (operando em modo UMTS/HSPA) e também naquelas cobertas somente com GSM (operando em modo GSM). Não funcionará em áreas servidas somente com CDMA2000. Por outro lado, um usuário que disponha de um aparelho CDMA2000 contará com serviço em áreas atendidas com CDMA2000, cdmaOne (IS-95) e AMPS, enquanto esta última possibilidade for mantida (as redes AMPS brasileiras devem ser desligadas até junho de 2008 por imposição da regulamentação). Alguns aparelhos oferecidos pela Vivo, denominados dispositivos WorldMode, operam em redes CDMA2000 e também em redes GSM.

 
Arquitetura de Rede - Backhaul || Comentar

De: Marcos F. Moura

Pergunta: Prezado Paulo, novamente recorrendo aos seus avançados conhecimentos relativos a 3G, pergunto: " A tendência mundial de aplicação de tecnologia IP no "backhaul" para permitir a implementação de voz, dados e vídeo no UMTS/HSPA, é soberana, ou, ainda há espaço para o ATM ? Além do aspecto de falta de padronização internacional para IP, a relação custo-benefício compensa a não utilização de ATM, tecnologia já consagrada mundialmente? Atenciosamente, Marcos F. Moura

Resposta: Sim, a tendência é forte e parece ser irreversível. Entretanto, vale lembrar que a maioria das redes UMTS/WCDMA existentes, quando implementadas, eram compatíveis com a versão original do padrão (Release 99) e operavam utilizando ATM sobre E1/T1 ou STM-1 na interface Iub (conexão Node B - RNC). A utilização de IP como protocolo de transporte para a interface Iub passou a ser possível quando estas redes foram atualizadas para o Release 5 (HSDPA). Embora ainda não predominem, soluções IP para o backhaul de redes UMTS foram já são oferecidas comercialmente.

 
Serviços Simultâneos || Comentar

De: André

Pergunta: Caro Paulo, Como conhecemos a tecnologia GSM é voz, porém possui uma tecnologia de dados a parte no caso GPRS ou EDGE, no cdma e a mesma coisa CDMA voz e 1X e EVDO dados, o WCDMA vai ser voz e dados ao mesmo tempo? é isso? uma tecnologia tanto para voz e dados...e WCDMA vai ser no caso a evolução de GSM? porque o nome WCDMA...sua origem? Obrigado André

Resposta:  

Sim, com WCDMA é possível prover serviços de voz e dados utilizando o mesmo canal de freqüência. Vale aqui um esclarecimento sobre as diferenças entre os mecanismos utilizados para transmissão de voz e dados em outras tecnologias. Nos casos de GPRS e EDGE, time slots de um mesmo canal de freqüência podem ser alocados a usuários de voz e/ou dados (um ou mais). No caso de CDMA2000 1X não existe o conceito de divisão no tempo típico de redes GSM, e sim a atribuição de códigos ortogonais distintos a usuários de voz e/ou dados que compartilham um mesmo canal de freqüência. Redes CDMA2000 1xEV-DO foram originalmente desenhadas para transmissão de dados apenas, mas com o advento de VoIP passaram a servir, a partir da Revisão A do padrão, usuários de voz e/ou dados com qualidade de serviço (QoS), que compartilham a mesma portadora.

 

Redes UMTS/WCDMA correspondem à alternativa de terceira geração (3G) para operadoras que dispõem de redes 2G GSM/GPRS/EDGE. A família de padrões desenvolvidos pelo 3GPP contempla o que denominamos "compatibilidade reversa" com redes GSM/GPRS/EDGE. O termo WCDMA significa Wideband Code Division Multiple Access. As tecnologias 3G dominantes são todas baseadas em acesso múltiplo por divisão de código (CDMA), daí a origem da terminologia.

 
Handovers entre Tecnologias (Inter-RAT) || Comentar

De: Fábio Cunha Oliveira

Pergunta: Caro Paulo, tenho uma dúvida em relação a implementação do UMTS na banda de 850 Mhz. Neste caso, mesmo que seja praticamente possivel um handover entre sistemas GSM/UMTS, a operação exigiria aparelhos dual mode (GSM900/1800 e UMTS850), correto? Existe disponibilidade de aparelhos com esse suporte? A limitação dos aparelhos adaptados para esta frequencia não representaria um problema para o mercado celular? Obrigado pela atenção.

Resposta: Handovers entre UMTS/HSPA (3G) e GSM/GPRS/EDGE (2G) são previstos nos padrões desenvolvidos pelo 3GPP. Sua afirmação é correta: terminais dual mode são requeridos para esta operação. Vale lembrar que, à exceção do Japão, onde encontramos terminais UMTS/HSPA sem suporte a GSM/GPRS/EDGE (uma vez que estas tecnologias 2G não são utilizadas naquele país), em todas as demais regiões os terminais UMTS/HSPA operam também em modo GSM, GPRS e, em alguns casos, EDGE.

 

Existem combinações de freqüências regionais muito particulares. No Brasil e na Austrália, por exemplo, encontramos a combinação de faixas UMTS tipicamente utilizadas nas Américas (850 MHz) e faixas GSM tipicamente utilizadas na Europa, Ásia e África (900, 1800 MHz). A oferta de aparelhos com suporte a estas combinações de faixas já é muito extensa. A título de ilustração, segundo a GSA (The Global Mobile Suppliers Association, www.gsacom.com), 88 dispositivos operando na faixa de 850 MHz eram oferecidos ao mercado em abril de 2007. O universo de modelos disponíveis já é significativo e não deve representar problema para operadoras que implementem redes nestas freqüências.

 
UMTS/WCDMA/HSPA e CDMA2000 || Comentar

De: Gustavo guillen

Pergunta: Olá Paulo, Gostaria de saber quais são as principais diferenças entre as tecnologias 3G UMTS/WCDMA/HSPA e CDMA2000 1xEV-DO? Atenciosamente

Resposta: As tecnologias 3G predominantes - UMTS/WCDMA/HSPA e CDMA2000 - são baseadas em técnicas de acesso múltiplo por divisão de código (CDMA). Portanto, guardam entre si mais semelhanças que diferenças. Estas residem essencialmente na forma com que se utiliza o espectro (larguras das portadoras de freqüência) e nos patamares de desempenho que se obtém em cada estágio evolutivo (capacidade e velocidade).

 

Sugiro consultar o site www.tecnologia3g.com.br, onde algumas das semelhanças e diferenças entre as tecnologias citadas são exploradas. Um paralelo detalhado entre as tecnologias foi traçado em white paper da QUALCOMM (Commonalities between CDMA2000 and WCDMA Technologies), disponível no endereço www.qualcomm.com/about/pdf/Commonalities_CDMA2000_WCDMA.pdf.

Comentário: Pelo menos para voz, há compatibilidade entre essas tecnologias?

Resposta: Não existe compatibilidade entre UMTS/HSPA e CDMA2000, mesmo para voz. Em outras palavras, um aparelho UMTS/HSPA não funciona sob cobertura CDMA2000, e vice-versa. Algumas operadoras planejam a introdução de dispositivos duais, capazes de operar nas duas tecnologias.

 
Novas Aplicações e Serviços || Comentar

De: Sandra

Pergunta: Gostaria de confirmar se o serviço de mobile marketing pode ser visto com um meio de justificar os investimentos em 3G?

Resposta: As perspectivas de utilização de redes 3G para oferta de serviços de mobile marketing são muito promissoras, especialmente se considerarmos o imenso universo de usuários potenciais (superior a 2.4 bilhões de usuários), a grande popularidade de alguns dos instrumentos utilizados (SMS, em particular) e o enriquecimento do serviço que se obtém somente com redes e tecnologias avançadas (cito como exemplo a agregação de serviços de localização, já abordada em comentário anterior).

 

A aplicação é tão promissora que os agentes deste ecossistema encontram-se organizados em torno de uma associação específica, a Mobile Marketing Association. Sugiro acessar http://mmaglobal.com para maiores informações. Recomendo a leitura do material colocado à disposição na seção Information & Resources.

 

Certamente serviços de mobile marketing podem, junto a outros serviços, justificar investimentos em 3G. Caberá às operadoras e aos demais participantes desenvolver um modelo de negócios apropriado que viabilize sua oferta com ganhos para todos os elementos da cadeia de valor e atratividade para o usuário final.

 
Cenário Competitivo no Brasil || Comentar

De: josemar emerson duarte

Pergunta: boa tarde Paulo,a Vivo tera a preferencia pela tecnologia 3G,sendo assim,o que a Claro (em especial) teria (terá) que fazer para não perder espaço e/ou clientes? obrigado,josemar

Resposta: Sob a perspectiva regulatória, nenhuma operadora tem preferência sobre as demais para implementação de tecnologias 3G. Não existem limitações regulatórias para que as operadoras implementem 3G nas faixas de freqüência de que já dispõem. As diferenças entre as prestadoras residem na disponibilidade de espectro não utlizado nas faixas por elas já ocupadas, bem como de infra-estrutura e aparelhos 3G nestas faixas.

 

A possibilidade de lançar 3G nas bandas existentes sem depender de novos leilões de freqüências constitui uma vantagem competitiva interessante para quem se encontra nesta situação. No Brasil, os detentores de freqüências em 850 MHz (bandas A e B), incluindo a Claro, contam com esta vantagem, uma vez que a oferta de infra-estrutura e terminais para esta faixa já é muito ampla. Largar na frente com 3G pode garantir a diferenciação requerida para posicionamento mais agressivo e crescimento do market share.

 
Evolução In-Band || Comentar

De: Marcelo Alves

Pergunta: Ola Paulo. Eu gostaria de saber se as tecnologias que virao depois do UMTS, tais como HSDPA, HSUPA, HSPA+ e LTE necessitarao da compra de novas frequencias, tais como 2200mhz ou 2300mhz (como acontece hoje em relaçao a frequencia de 2100mhz e o umts), ou sera necessario so o aumento da largura de banda para acomodar essas novas tecnologias. Obrigado pelo espaço.

Resposta: 

Excelente pergunta. Uma das grandes vantagens competitivas que caracterizam a linha de evolução do UMTS/WCDMA é a possibilidade de implementação de HSDPA, HSUPA e HSPA+ nas mesmas faixas de freqüência utilizadas originalmente (p.ex. 2100 MHz ou 850 MHz), sem que seja necessária a aquisição de novas freqüências. A contínua operação em canais (portadoras) de 5 MHz propicia tal estratégia de evolução, denominada no jargão técnico "evolução in-band". Assim, uma operadora que tenha implementado UMTS/WCDMA poderá evoluir sua rede até HSPA+ sem a necessidade de adquirir novas freqüências em outras porções do espectro. A LTE (Long Term Evolution), tecnologia baseada em novas técnicas de modulação (OFDMA e SC-FDMA), deve contemplar portadoras de largura flexível (desde 1.25 MHz até 20 MHz). Neste caso, novas faixas de freqüência deverão ser identificadas.

 
3G no Brasil || Comentar

De: junior

Pergunta: Qual a sua expectativa para a chegada do 3G no nordeste do Brasil?

Resposta: O mercado de comunicações móveis no Nordeste tem apresentado crescimento percentual acima da média nacional desde o terceiro trimestre de 2003. O incremento da base foi particularmente acentuado no final de 2005 (crescimento de 28.3% apenas no terceiro trimestre!) e ao longo de 2006 (crescimento anual consolidado de 30.6%).

 

As expectativas são as melhores, em função da relevância deste mercado no contexto nacional. É muito provável que já se observem as primeiras implementações comerciais de 3G no segundo semestre de 2007.

 
Investimentos em EDGE || Comentar

De: Renato Martinelli Carretero

Pergunta: Qual é o futuro da tecnolgoia EDGE no Brasil? Existe perspectiva de investimentos das operadoras na Expansão da rede EDGE?

Resposta: 

Os investimentos em EDGE tendem a ser minimizados ou totalmente

substituídos por investimentos em 3G nos próximos anos. Investir em uma tecnologia que já chegou ao seu limiar de desenvolvimento não faz sentido, sob as perspectivas econômica e estratégica. Esta é a razão pela qual as operadoras no mundo têm primariamente optado por 3G como solução para seus planos de crescimento (capacidade) e oferta de novos serviços.

Comentário: Um ponto importante a salientar a respeito da solução EDGE é sua evolução como padrão no chamado EDGE Evoluted. Há previsao de aumento de taxa significativo para EDGE o que poderia lhe dar mais algum tempo de sobrevida.

Resposta: A solução denominada Evolved EDGE corresponde a uma evolução do padrão na qual se prevê essencialmente um aumento de velocidade, com taxas de pico que podem atingir até 1 Mbps. Tal incremento decorre da introdução de técnicas e mecanismos específicos, como modulação 16 QAM, sintonia de dois canais de freqüência (acesso a 16 time slots), redução dos intervalos de tempo de transmissão (TTI) e diversidade de recepção (receptores com duas antenas). Duas novas categorias de aparelhos (denominadas Tipos 1 e 2) foram inseridas no padrão visando acomodar os novos esquemas de modulação e codificação. Embora constitua uma possível alternativa para oferta de velocidades superiores em redes EDGE, alguns aspectos relevantes deverão ser considerados pelas operadoras em sua análise, como por exemplo: (a) disponibilidade comercial e custos de implementação de rede (supostamente incrementais, segundo fornecedores), e sua comparação com investimentos em infra-estrutura 3G; (b) impacto sobre a capacidade sistêmica final em função da alocação de recursos entre usuários de voz e dados com Evolved EDGE; (c) disponibilidade, variedade e custos dos aparelhos de novas categorias.

 
3G e WiMAX || Comentar

De: Filipe Andrei

Pergunta: após as licitações das frequencias, as operadoras GSM poderiam migrar direto para o wimax? Como seria essa convergencia, teria handoff entre as tecnologias? Qual a principalvantagem do wimax em relação ao UMTS?

Resposta:  

A implementação de WiMAX por operadoras de comunicações móveis não lhes propicia nenhum benefício. Ao contrário, em função das razões já expostas nesta seção, a implementação de 3G (em alguns casos nas faxas de freqüência já ocupadas por determinadas operadoras) permite que sejam oferecidas soluções de banda larga com alta velocidade e mobilidade plena.

 

O suporte a handovers (handoffs) entre redes 3G UMTS/WCDMA/HSPA e 2G GSM/GPRS/EDGE é pleno nos padrões e nas soluções comerciais disponíveis, graças ao conceito que denominamos "compatibilidade reversa", característico de tecnologias 3G. Assegura-se assim operação transparente em ambas as redes, sob a perspectiva do usuário. Não existe handover entre WiMAX e 2G/3G!

 
3G e WiMAX || Comentar

De: Sanderson Silva

Pergunta: Será possivel a integração do WiMAX 802.16(e) com as tecnologias celulares, hoje utilizadas?

Resposta:  

Os organismos responsáveis pela padronização de tecnologias não consideram em suas atividades e planos futuros a possibilidade de integração de 3G e WiMAX.

 

Como comentado nesta seção, redes 3G constituem hoje uma alternativa efetiva para a oferta de banda larga sem fio com suporte pleno à mobilidade, servindo mais de 150 milhões de usuários.

 

A padronização do WiMAX móvel ainda se encontra em estágio preliminar. Segundo informações do próprio WiMAX Forum, espera-se que a mobilidade plena só deva ser contemplada na versão 802.16g do padrão, cuja publicação é prevista para 2008/2009 (produtos comerciais somente após 2010!). Questões críticas ainda devem ser encaminhadas pelos desenvolvedores do WiMAX móvel, em particular aquelas citadas no comentário original, como robustez dos padrões, maturidade das soluções, desempenho (capacidade, velocidade, cobertura), disponibilidade de freqüências, economias de escala, custos de infra-estrutura e aparelhos / dispositivos e certificação.

 
Investimentos em Infra-Estrutura || Comentar

De: Robson Carsil

Pergunta: Como será ou como está sendo feita as aplicações do 3G celular no Brasil e as implicações que o 3G causará na infra-estrutura atual? Grato Robson.

Resposta:  

A Vivo é hoje a única a explorar 3G no Brasil, utilizando a tecnologia CDMA2000 1xEV-DO. Serve tanto usuários de aparelhos celulares (handsets), aos quais são oferecidas aplicações multimídia avançadas, quanto usuários de cartões de dados, que contam com uma alternativa de acesso de banda larga de alta velocidade e mobilidade. Ao longo de 2007, as demais operadoras devem iniciar suas operações 3G após a implementação de suas redes UMTS/WCDMA/HSPA.

 

O impacto sobre a infra-estrutura é mínimo. Como citado abaixo, os investimentos em 3G são incrementais e concentrados na implementação de uma nova rede de acesso, com grande aproveitamento dos elementos do core network existentes.

 
UMTS em 1800 MHz || Comentar

De: Roberto

Pergunta: Com a demora da licitação de freqüências 2.1GHz para 3G, e para competir com operadoras que planejam lançar UMTS em 850MHz, faria sentido para demais operadoras (como Oi e BrT) lançarem UMTS em 1800MHz?

Resposta:  

Não existem hoje operações comerciais UMTS/HSPA na faixa de 1800 MHz (utilizada no Brasil e em inúmeros países por operações GSM). Em função de sua extensa ocupação com 2G, tal faixa não tem sido considerada como alternativa de curto e médio prazo para implementação de 3G. Ao contrário, muitos países (particularmente algumas nações européias) estudam a implementação de UMTS/HSPA em 900 MHz, faixa na qual os benefícios associados à propagação de radiofreqüência são maiores. Adicionalmente, a oferta atual de infra-estrutura e dispositivos capazes de operar em 1800 MHz limita-se aos utilizados em testes apenas - não existe hoje produção regular de infra-estrutura e aparelhos UMTS/HSPA que operem em 1800 MHz. O suporte à faixa não é considerado no roadmap de grande parte dos fornecedores.

 

Assim, implementações nesta faixa enfrentariam limitadas economias de escala, nas quais os custos dos aparelhos celulares seriam superiores à média global e sua variedade menor. Seriam operações que certamente não usufruiriam os benefícios do main stream (operações nas faixas de 1900/2100 e 850 MHz), onde se concentram hoje os investimentos da indústria.

 
Migração para 3G || Comentar

De: karine

Pergunta: Quais serão os problemas que os usuários e operadoras enfrentarão na migração GSM/CDMA para a tecnologia 3G?

Resposta:  

Não vejo problemas, apenas desafios e grandes vantagens para ambos.

 

Às operadoras caberá a montagem de redes 3G, que coexistirão com suas redes 2G existentes. Para algumas será necessária a aquisição de novas freqüências. Neste caso, o papel do governo é crucial. Cabe a ele garantir a competitividade equânime entre as operadoras licitando rapidamente o espectro reservado há sete anos para sistemas 3G (faixas de 1900/2100 MHz).

 

Sob a perspectiva do usuário, identificam-se benefícios apenas, uma vez que redes 3G viabilizam a transposição do universo da banda larga para o celular. Caberá ao usuário apenas trocar seu aparelho para usufruir as funcionalidades das novas redes.

 
O Futuro do GSM || Comentar

De: Patrick

Pergunta: E a rede GSM como fica nessa historia, Ela nao ira desenvolver? Ou ela ja deu oque tinha que dar?

Resposta:  

Tecnologias baseadas em mecanismos de acesso múltiplo por divisão no tempo (como o GSM e o TDMA) chegaram ao limite de seu desenvolvimento. Em função de suas características intrínsecas, a introdução de novos mecanismos e funcionalidades não propicia ganhos de capacidade e velocidade expressivos. Em resumo, evoluir com 3G é mais eficiente e barato.

 

Como citado abaixo, as redes GSM/GPRS/EDGE deverão existir por alguns anos. Só no Brasil mais de 67 milhões de usuários são atendidos por redes GSM (ANATEL, março de 2007). Entretanto, já se observam na Europa redução do market share de GSM e a predominância de 3G sobre 2G nas ativações de novos usuários. O mesmo deve ocorrer no Brasil após a introdução de UMTS/HSPA.

 
Coexistência entre 3G e 2G || Comentar

De: CLODOALDO S. ANDRADE

Pergunta: Paulo Breviglieri, qual a diferença principal entre as Tecnologias GSM e o WCDMA? Há a necessidade de troca de aparelhos? Em quem possui um cel com a faixa de frequencia de 850 pode utilizar este modelo na rede Wdcma ou não?

Resposta:  

Tecnologias 3G caracterizam-se por alto desempenho, maior capacidade e velocidade, utilização mais racional e eficiente do espectro de freqüências (um bem público e escasso), funcionalidades adicionais (particularmente aquelas associadas a serviços avançados) e maior segurança.

 

Alguns números ilustram as diferenças entre soluções 3G e 2G. Redes UMTS/WCDMA podem acomodar até 8 vezes mais usuários de voz e prover velocidades (download) até 36 vezes superiores às de redes GSM. Como mencionado, o custo de transmissão de uma determinada quantidade de informação chega a ser mais de 40 vezes inferior ao de redes GSM.

 

As redes WCDMA e GSM operarão simultaneamente, superpostas. Um usuário que disponha de um aparelho GSM continuará a utilizar a rede GSM legada mantida por sua operadora. Já os usuários que adquirirem um aparelho UMTS/WCDMA/HSPA poderão utilizar as redes 3G UMTS/WCDMA/HSPA, onde forem implantadas, e também as redes 2G legadas, onde não houver cobertura 3G, uma vez que estes dispositivos são duais (operam em 3G e 2G). As freqüências de operação podem variar entre operadoras. No Brasil, duas faixas deverão ser utilizadas para 3G: 850 MHz e 2100 MHz.

 
Investimentos em 3G || Comentar

De: fernanda

Pergunta: sei que 3g seria uma banda larga mais o que eu quero saber é se vai custar muito para as operadoras instalarem, qual vai ser o custo disso e se vai acabar de vez com gprs/edge..qual é o pré e contra da rede 3g??? obrigada

Resposta: Você está correta, a 3G efetivamente traz a banda larga ao mundo do celular. Os investimentos na montagem de uma rede 3G são incrementais, e se concentram na implementação de uma nova rede de acesso. Em muitos casos aproveitam-se os elementos existente do core network, sendo necessárias apenas algumas atualizações.

 

O grande benefício econômico para a operadora reside no custo normalizado de transmissão, que corresponde ao custo associado à transmissão de uma determinada quantidade de informação (um megabyte, por exemplo). Tal custo, em redes 3G, é significativamente menor, em função de sua alta velocidade. Estudos apontam que o custo normalizado de transmissão em redes 3G chega a ser mais de 40 vezes inferior ao de redes 2G. Em outras palavras, gasta-se 40 vezes menos para transportar a mesma quantidade de informação.

 

As redes GSM/GPRS/EDGE deverão existir por alguns anos. Entretanto, já se observa na Europa uma redução do market share de GSM desde 2004, bem como a predominância de 3G sobre 2G nas ativações de novos usuários desde 2005. Naquele continente, segundo analistas, a base 3G deverá superar a base 2G no final de 2008. Alguns analistas estimam que em 2009 o volume de aparelhos celulares 3G comercializados no mundo ultrapasse o de aparelhos 2G.

 
Handovers entre Tecnologias (Inter-RAT) || Comentar

De: William

Pergunta: Paulo, considerando a possibilidade de utilização de WCDMA na faixa de 850 Mhz , é possivel a realização de handover para uma rede GSM 900 / 1800 Mhz ????

Resposta:  

Sim, handovers entre redes UMTS/WCDMA operando em 850 MHz (faixa utilizada tipicamente nas Américas e na Oceania) e redes GSM/GPRS/EDGE operando em 900/1800 MHz (faixas tipicamente utilizadas na Europa) são possíveis, apesar de incomuns. Na Austrália, por exemplo, a operadora Telstra trabalha com esta combinação de faixas de freqüência. A pergunta é propícia porque tal combinação pode ser implementada por algumas operadoras brasileiras que disponham de espectro em 850 MHz. Sugere-se a confirmação desta implementação junto aos fornecedores de aparelhos e também aos de semicondutores (chipsets).

 
Certificação de Equipamentos || Comentar

De: Endrigo

Pergunta: Prezado Paulo. Em resposta ao meu questionamento sobre Licenças e frequências, entendi perfeitamente o seu ponto de vista. Apenas uuma observação. Se eu tenho por exemplo a Banda para operar em 850Mhz, a Anatel terá que autorizar (homologar) equipamentos 3G para que eu possa operar? Ou seja , não basta apenas eu querer, depende também de uma homologação da Anatel. Aguardo resposta

Resposta: Sim, você está correto. Embora não exista a necessidade de aquisição de uma nova licença de operação, no exemplo abordado, será sempre necessária a certificação de equipamentos (infra-estrutura e aparelhos celulares), segundo a regulamentação vigente de uso de freqüências para prestação do SMP, que continua a ser conduzida pela ANATEL.

Comentário: Prezado Paulo, essa necessidade da Anatel ter que homologar é complexa pois hoje não existe escopo para que as OCD´s realizem esse trabalho. Se uma empresa quiser homologar aparelhos para operação com 3G, ela conseguirá?

Resposta: O escopo para certificação de equipamentos 3G (infra-estrutura e aparelhos celulares) já consta das normas nacionais aplicáveis. Sugiro consultar as seguintes páginas do site da ANATEL para maiores informações: http://www.anatel.gov.br/Tools/frame.asp?link=/certificacao/requisitoscategoriai.pdf e http://www.anatel.gov.br/Tools/frame.asp?link=/certificacao/requisitoscategoriaii.pdf

 
Quem Pode Implementar UMTS/HSPA? || Comentar

De: Ricardo

Pergunta: Recentemente fui a uma palestra da Vivo, e o palestrante disse que a única operadora que tinha condições para migrar para o Wcdma era a Vivo isso é verdade? Grato Ricardo

Resposta: Desconheço o contexto no qual tal afirmação foi feita, mas é imprecisa na forma em que foi colocada em sua pergunta.

 

Sob a perspectiva de disponibilidade de freqüências, vale citar que, dentre as faixas hoje reservadas para o SMP no Brasil, a tecnologia UMTS/WCDMA poderia, teoricamente, ser implementada em 850 MHz (já utilizada por inúmeras operações) e 2100 MHz (objeto dos leilões aguardados para os próximos meses). Embora não existam ainda operações comerciais UMTS na faixa de 900 MHz, alguns testes foram executados recentemente, com resultados muito promissores. A disponibilidade de UMTS na faixa de 1800 MHz deve ocorrer apenas no futuro. Assim, qualquer operadora brasileira que disponha de ao menos 5+5 MHz na faixa de 850 MHz poderia iniciar a implantação de WCDMA. Cito como exemplo a Telemig Celular, que já anunciou a implementação de redes UMTS/HSPA em Minas Gerais.

 

As demais perspectivas (estágio de atualização das redes, disponibilidade de recursos para investimentos etc.) são de domínio das operadoras apenas, não sendo possível comentá-las nesta seção.

 
Segurança em Redes 3G || Comentar

De: Marcos F. Moura

Pergunta: Prezado Paulo, sob o aspecto de segurança de rede, quais sãos os diferenciais pró tecnologia 3G; realmente as redes 3G são absolutamente mais seguras ? Atenciosamente, Marcos

Resposta: 

Sim, redes 3G incorporam funcionalidades avançadas que as tornam mais seguras que redes 2G. Tomemos o exemplo da tecnologia UMTS/HSPA. Além de preservar conceitos básicos de segurança já disponíveis em redes GSM, novos mecanismos de segurança foram incorporados, e são descritos na série de especificações n° 33, desenvolvida pela 3GPP (são públicas, e podem ser encontradas no endereço www.3gpp.org/ftp/Specs/html-info/33-series.htm).

 

Tais funcionalidades são agrupadas em cinco conjuntos: (a) Segurança no acesso à rede (proteção contra interceptações na interface aérea); (b) Segurança no domínio de rede (proteção contra interceptações na rede terrestre); (c) Segurança no domínio do usuário (proteção contra ataques ao aparelho do usuário); (d) Segurança no domínio da aplicação (propicia troca de informação segura entre aplicações no domínio do aparelho do usuário e do provedor); (e) Visibilidade e configurabilidade (auto-diagnóstico executado pelo usuário que lhe permite conhecer mecanismos de segurança ativos e sua relevância). Sugiro consultar as especificações para maiores detalhes.

 
3G na América do Sul || Comentar

De: Marcos F. Moura

Pergunta: Prezado Paulo, poderia informar-me qual o "time" da tecnologia 3G na América do Sul, principalmente na Argentina Chile? qual é a tendência tecnológica para o continente ? UMTS/WCDMA/HSPA ou CDMA2000 1xEV-DO Atenciosamente, Marcos

Resposta: 

 

Já contamos com 3G na América do Sul há algum tempo. Merecem destaque as implementações CDMA2000 1xEV-DO das operadoras móveis Vivo (Brasil), Movilnet (Venezuela), Movistar (Venezuela) e Alegro PCS (Equador), além da operação DO da Embratel (ex-Vésper), cujo foco é acesso fixo sem fio de banda larga.

 

Algumas operadoras já iniciaram a implementação de redes UMTS/WCDMA. São os casos da Personal (Argentina) e Entel PCS (Chile). Esta última anunciou em abril de 2007 que já serve 18 mil usuários de banda larga móvel com ARPU de US$ 38 a US$ 40, e planeja chegar a 700 mil usuários (40% do total nacional) até 2010. No Brasil, Telemig Celular e Ericsson anunciaram planos de implementar UMTS/HSPA em Minas Gerais na faixa de 850 MHz.

 
Opção entre CDMA2000 e UMTS/WCDMA || Comentar

De: Andre

Pergunta: Relendo suas respostas a tantas perguntas, me surgiu uma duvida?será mais rentavel para uma operadora como a Vivo manter uma rede EV-DO, que já funciona em 3G, ou será melhor implantar uma rede UMTS desde já, pensando daqui a uns 5 anos, pois vemos que a tecnologia EV-DO está restrita a paises como EUA e Coreia, mas o UMTS espalhado por todos os continentes?Atecnologia CDMA como a conhecemos no Brasil terá fim?Pois as fabricantes hoje não produzem aparelhos CDMA.

Resposta: 

Julgo importante começar lembrando que a tecnologia CDMA2000 continua em pleno crescimento. Além de Coréia e Estados Unidos, merecem destaque outras operações. No Japão, por exemplo, a KDDI tem obtido grandes resultados e competido com sucesso utilizando CDMA2000 1xEV-DO. Na Europa Oriental e na Ásia, inúmeras implementações de CDMA2000 na faixa de 450 MHz merecem destaque. Algumas delas são exclusivamente voltadas a serviços de dados, como a da Eurotel (agora propriedade da Telefônica) na República Checa, enquanto outras são voltadas a projetos de inclusão social (caso da China, onde já contamos mais de 10 milhões de usuários).

 

Segundo dados do CDG (CDMA Development Group), em março de 2007 contávamos 189 operações CDMA2000, sendo 57 delas operações EV-DO Release 0 (DOr0) e 5 operações EV-DO Revisão A (DOrA). A produção de aparelhos CDMA continua em franco crescimento. Ainda segundo o CDG, a oferta de aparelhos em março de 2007 compreendia 431 modelos EV-DO, sendo 414 DOr0 e 17 DOrA.

 

O roadmap de evolução da tecnologia CDMA2000 é muito robusto. Inúmeras operadoras (Verizon Wireless, Sprint Nextel, KDDI, SKT, por exemplo) estão conduzindo implementações comerciais de DOrA e planejam testes e implementações futuras utilizando o próximo estágio evolutivo, o EV-DO Revisão B (DOrB).

 

Tal ecossistema sustenta estratégias de migração tecnológica economicamente muito atrativas, sem dúvida. No caso específico da Vivo, a decisão de permanecer na linha de evolução do CDMA2000 e/ou investir na linha de evolução do UMTS/WCDMA é de domínio exclusivo da operadora, pois somente ela possui os elementos para análises estratégica, econômica e operacional precisas.

 
Novos Modelos de Negócio || Comentar

De: Renato Pires

Pergunta: No Brasil houve a liberação em 2001 para mais operador usar o STFC(FIXA). No entando, não vemos nenhum operadora fixa entrar na região da outra. Vc não que LGT esta diferente dessa liberação? Proibe que Telemar e Brasil Telecom façam uma fusào. Na 3G as operadoras poderiam começar a olhar a estruturas das operadoras de cartão de crédito ja têm um modelo de uso da mesma infra.Por causa da política o Brasil está atrasado 5 anos.

Resposta: Atenção especial tem sido dada recentemente à questão da universalização dos serviços de comunicações, em particular do acesso de banda larga.

 

Tecnologias 3G são de particular interesse para projetos de inclusão social e extensão do acesso de banda larga a municípios distantes, muitos dos quais não contam ainda hoje com cobertura celular.

 

Inúmeras propostas têm sido apresentadas e publicamente discutidas. Visam essencialmente a otimização de investimentos e custos operacionais que permita às operadoras levar o acesso de banda larga a localidades remotas. Algumas delas baseiam-se no compartilhamento de infra-estrutura de rede (como sugerido em sua questão), enquanto outras propõem novos modelos de negócio. Merece destaque a proposta de flexibilização das regras do leilão de freqüências para 3G, aguardado para os próximos meses. Segundo esta proposição, reduções dos preços cobrados pelas licenças poderiam ser concedidas em troca de compromissos de abrangência mais agressivos das prestadoras.

 

Todas as alternativas são bem-vindas. Caberá ao Governo (em múltiplas instâncias) e às prestadoras encontrar fórmulas que atendam aos interesses de todos os agentes envolvidos e, obviamente, do usuário final.

 
Disponibilidade de Terminais (Aparelhos) || Comentar

De: Giovanni

Pergunta: Paulo, quais são os atuais aparelhos (CPE´s) para WiMAX no mercado? De que fabricantes e para que frequências? Muito se fala de 2.5 e 3.5 mas gotaria de conhecer um Modem, Telefone Fixo, Móvel, etc para WiMAX. Abraços,

Resposta: A disponibilidade, variedade e custo de aparelhos são fatores críticos de sucesso para qualquer operação comercial. Somente economias de escala expressivas garantem a disponibilidade de uma ampla gama de dispositivos, oferecidos ao mercado a custos competitivos e compatíveis com o poder aquisitivo do usuário.

 

Segundo apuração feita em março de 2007, contávamos mais de 1300 modelos de dispositivos 3G (UMTS/WCDMA/HSPA e CDMA2000 1xEV-DO), desenvolvidos por 129 fabricantes, com os quais se atende hoje um universo de mais de 155 milhões de usuários em âmbito global. Projeções de analistas apontam que 3G servirá mais de um bilhão de assinantes no início da próxima década, enquanto tecnologias alternativas deverão atender apenas algumas dezenas de milhões.

 

Assim como a oferta atual de aparelhos nestas tecnologias alternativas (particularmente WiMAX) é limitada, as perspectivas futuras baseadas em tais projeções nos levam a crer que dificilmente se atingirão com estas tecnologias os patamares de competitividade (em disponibilidade, variedade e custo) da 3G.

 
3G e 4G || Comentar

De: Andre

Pergunta: Depois de tanta questionamento sobre 3G, o que vem depois? Qual será 4G?

Resposta: As tecnologias 3G foram desenvolvidas no âmbito de um projeto específico, denominado IMT-2000 (hoje conhecido simplesmente como IMT), conduzido pela UIT (União Internacional de Telecomunicações). Duas das tecnologias acolhidas pela UIT como compatíveis com os requisitos estipulados para sistemas IMT-2000 emergiram como as dominantes no cenário internacional: UMTS/WCDMA e CDMA2000.

 

Não existe definição formal nem consenso em torno do que seja a 4G. Entretanto, alguns dos pressupostos para redes de próxima geração são reconhecidos, tais como adoção de arquiteturas de rede baseadas em IP, novas técnicas de modulação, patamares superiores de desempenho etc.

 
LTE || Comentar

De: iradilson costa

Pergunta: li algo sobre LTE(3.9g), também chamada de super3g, é verdade que a taxa de bits será de 100Mbps para downlink e de 50Mbps para uplink?

Resposta: A LTE (Long Term Evolution) corresponde a um estágio evolutivo de uma das tecnologias 3G, o UMTS/WCDMA. Embora sua padronização não tenha sido concluída, espera-se que incorpore novas técnicas de modulação (OFDMA - Orthogonal Frequency Division Multiple Access - no downlink e SC-FDMA - Single Carrier Frequency Division Multiple Access - no uplink) e outras inovações, como arranjos MIMO (múltiplas antenas) de ordem superior, operações em canais de freqüência com largura flexível, etc.. Tais elementos propiciarão um aumento de velocidade com taxas máximas de dados de até 278 Mbps no downlink e 57 Mbps no uplink.

 
Licenças e Freqüências || Comentar

De: Endrigo

Pergunta: Paulo, gostaria de saber se a operadora que possui licencas nas bandas A e B (850Mhz) precisam de alguma autorização para prestar os serviços em 3 G, ou seja, se a operadora possui licença nesta banda citada e presta serviços Amps/TDMA ela precisa de ter alguma autorização(licença) para a tecnologia ou é apenas iniciar a operação partindo da suposta "limpeza" do espectro? Agradeço a sua resposta

Resposta: A regulamentação vigente no Brasil não prevê a existência de "serviços 3G". Em outras palavras, as operadoras que já dispõem de licenças para prestação de determinados serviços (em particular o SMP e o STFC) utilizando soluções wireless de primeira e segunda geração não precisam adquirir novas licenças para introduzir tecnologias 3G nas faixas em que já operam.

 

Assim, voltando ao seu exemplo, operadoras que operam na faixa de 850 MHz com redes legadas (casos das redes AMPS e TDMA) podem introduzir tecnologias 3G nesta banda sem que seja necessária a aquisição de uma nova licença. Basta, como mencionado, promover uma reorganização do espectro para inserção de portadoras 3G. A Vivo já seguiu este caminho quando implementou CDMA2000 1xEV-DO (tecnologia 3G) na faixa de 850 MHz.

 

Vale lembrar que novas licenças e faixas de freqüência a elas associadas serão leiloadas em breve. Merece destaque o leilão dos blocos F, G, H, I e J, na faixa de 1900/2100 MHz, aguardado para o primeiro semestre de 2007.

 
Novas Aplicações e Serviços || Comentar

De: Doroti Costa

Pergunta: Paulo, agências de publicidade do mundo inteiro já utilizam recursos para campanhas online, e atingir o consumidor a qualquer momento e em qualquer lugar é um desafio. Quando teremos o 3G como facilitador na comunicação entre anunciantes e consumidores por meio do celular? Que outros recursos além da voz, poderão ser utilizados/ acessados?

Resposta: A utilização de redes de comunicações sem fio de alta velocidade abre espaço para uma maior aproximação entre anunciantes e usuários, sem dúvida. Embora serviços desta natureza já existam hoje, sua oferta é limitada, e muitas vezes compreende apenas o tráfego de informações em formato texto, enviadas via SMS.

 

Em função do incremento de velocidade, redes 3G contribuem no sentido de propiciar o envio de conteúdo mais elaborado (como imagens e vídeos) em poucos segundos. Novas funcionalidades, como serviços de localização de alta precisão, também viabilizarão a entrega de anúncios a usuários específicos baseando-se na sua localização momentânea. Assim, por exemplo, será possível anunciar ofertas de um estabelecimento comercial aos usuários que se encontram em seus arredores.

 
Voz e Dados em Redes 3G || Comentar

De: Ricardo Souza

Pergunta: Olá Paulo, gostaria de saber se as redes 3G (UMTS/WCDMA), no caso das operadoras da banda A e B implantarem suas redes a 850MHZ, acresentariam alguma melhoria ao canal de voz, ou a propagação do sinal do canal de voz a distâncias maiores do que as obtidas no GSM, ou não tem nada haver, o ganho seria somente em relação a dados e serviços ?

Resposta: Excelente lembrança. As redes 3G introduzem não apenas novas perspectivas e patamares de desempenho para a oferta de serviços de dados, mas também melhorias significativas para o serviço de voz.

 

Incrementos de qualidade decorrem da introdução de novas tecnologias (por exemplo novas gerações de vocoders, como AMR-WB) e funcionalidades (como o soft handover, através da qual um usuário estabelece comunicação simultânea com múltiplas células durante a transição entre elas, em cenário de mobilidade).

 

Também vale a menção ao tráfego de voz sobre IP (VoIP), já comentado nesta seção. Tal aplicação propicia benefícios tanto para o usuário, que conta com mecanismos de qualidade de serviço (QoS) que garantem alta confiabilidade à conversação, quanto para a operadora, que passa a contar com uma alternativa de maior eficiência para tráfego de voz em sua rede.

 
Tecnologias 3G || Comentar

De: valdeir do nascimento silva

Pergunta: Gostaria de saber o que e a tecnologia 3G, e o que que ela vem acrescentar. E quando e que as outras operadoras vão começar a instalação?

Resposta: Utilizamos o termo "tecnologia 3G" (ou simplesmente "3G") para denominar um conjunto de tecnologias para redes de comunicações móveis de alta capacidade e velocidade, que sucedem as redes digitais de segunda geração (2G).

 

O site Tecnologia 3G (www.tecnologia3g.com.br) detalha inúmeros aspectos relacionados a tecnologias de terceira geração, incluindo informações sobre evolução, operações 3G no mundo, comparativos de desempenho, alocação de freqüências, semicondutores, aparelhos, aplicações e serviços.

 

A Vivo iniciou a operação de sua rede 3G (CDMA2000 1xEV-DO) em 2004. Espera-se que outras operadoras brasileiras iniciem a implementação de suas redes 3G (UMTS/HSPA) ao longo de 2007.

 
Freqüências para 3G || Comentar

De: marcelo alves

Pergunta: Olá Paulo. Eu gostaria que você esclarecesse porque são utilizadas somente as faixas de frequência de 850 e 2100mhz para o 3G. Quais são as vantagens e as desvantagens de cada uma? Porque as outras não servem?

Resposta: Dentre as faixas de freqüência identificadas pela UIT para implementação de sistemas 3G (vide comentário anterior nesta seção), as faixas citadas são aquelas que se encontravam disponíveis e foram primariamente utilizadas pelos países pioneiros na introdução da terceira geração (2100 MHz nos casos de Ásia e Europa, 850 e 1900 MHz nos Estados Unidos).

 

Economias de escala significativas foram obtidas nestas faixas, fato que contribuiu para se atingisse redução substancial do custo dos aparelhos e grande variedade de modelos. Enquanto as características de propagação na faixa de 850 MHz são ótimas, os volumes globais obtidos na faixa de 2100 MHz são ainda superiores.

 

Outras faixas de freqüência poderão ser utilizadas em breve para implementação de sistemas 3G. Merece destaque a faixa de 900 MHz, hoje ocupada por redes GSM em inúmeros países. Administrações já estudam seu "refarming", ou seja, o desligamento das redes legadas seguido de reocupação por redes 3G.

Comentário: Paulo bom dia, gostaria de saber qual é a melhor frequencia? e se a frequencia escolhida pela Vivo foi a correta?

Resposta: Em linhas gerais, como comentado acima, as características de propagação na faixa de 850 MHz, dentre aquelas destinadas ao SMP no Brasil, são as melhores. Entretanto, os volumes globais de aparelhos que operam na faixa de 2100 MHz são ainda superiores, levando a economias de escala significativas e custos ainda ligeiramente inferiores.

Comentário: O PCS americano é considerado 3G? Pois já utiliza a faixa de 1900MHz e 850MHz. No GSM, por exemplo, 1800MHz são utilizadas para áreas pequenas e densamente povoadas e 900MHz para grandes áreas com poucos assinantes. No 3G, há alguma preferência nesse sentido? Além disso, um dos incrementos do 3G em relação aos anteriores, é a possibilidade de serviços simultâneos. Isso já acontece no PCS ?

Resposta: A ocupação de faixas de freqüência por distintas gerações de tecnologias para comunicações móveis variou ao longo do tempo, em função da disponibilidade de espectro em distintas regiões / países, interesses das operadoras e da indústria. Determinadas faixas de freqüência foram originalmente utilizadas para sistemas de primeira e segunda geração, e hoje têm sido exploradas também para implementação de sistemas 3G. Exemplo típico é a faixa de 850 MHz nas Américas, ocupada inicialmente por sistemas de primeira geração (AMPS), posteriormente por sistemas de segunda geração (CDMA, TDMA e/ou GSM) e hoje já acomodam sistemas 3G (CDMA2000 1xEV-DO e UMTS/WCDMA/HSPA). A faixa citada (PCS americano, ou 1900 MHz) foi originalmente ocupada nos EUA por tecnologias 2G (CDMA, TDMA e GSM) e, a exemplo da faixa de 850 MHz, já é utilizada hoje por sistemas 3G. Outras faixas de freqüência, como a que usualmente denominamos “core band” (1900/2100 MHz, ou simplesmente 2100 MHz), foram identificadas e alocadas para implementações 3G (sistemas IMT) em âmbito global, com algumas variações regionais. Não encontramos nestas faixas implementações de primeira e segunda geração. Outras faixas, como a de 900 MHz, utilizada por sistemas GSM (muito nobre, em função das condições de propagação favoráveis), têm sido consideradas para implementações 3G (GSM seria substituído gradativamente por UMTS). Comentamos serviços simultâneos nesta seção. Tal possibilidade (oferta simultânea de voz e dados utilizando-se um mesmo canal de freqüência) foi efetivamente viabilizada em sistemas 3G.

 
Voz e Dados em Redes 3G || Comentar

De: Cristiano Rodrigues Silva

Pergunta: Paulo, boa noite. Você acredita que a geração de dados tendo em vista a geração 3G irá superar logo, logo o canal de voz ?? É uma tendência de mercado atual ?? Ou vc acha muito cedo para comentar o assunto. Obrigado

Resposta: Em função de sua relevância, a aplicação "voz" continuará sendo dominante no âmbito das comunicações móveis pessoais, existe certo consenso no mercado em torno desta premissa. Entretanto, novas aplicações de dados, providas em adição aos serviços de voz, respondem por um percentual cada vez maior do tráfego total e das receitas auferidas pelas operadoras.

 

A grande inovação introduzida pela 3G reside na possibilidade de prover voz sobre IP (VoIP). Tais soluções são caracterizadas pela utilização mais eficiente de recursos de rede (em decorrência da adoção de arquiteturas baseadas em comutação de pacotes) e incorporação de mecanismos de qualidade de serviço (QoS) que garantem sua oferta com máxima confiabilidade e flexibilidade. É possível que em breve serviços de voz sejam providos exclusivamente através de soluções desta natureza.

 
IMS || Comentar

De: Vinicius Fernandes

Pergunta: Bom dia Gostaria de saber qual a sua perspectiva em relacao ao IMS(IP multimedia subsysten)? Voce acha que vai dar certo no mercado brasileiro?

Resposta: IMS (IP Multimedia Subsystem) corresponde a uma proposta para arquitetura de redes de comunicação móvel que utilizam IP como protocolo de transporte, voltadas à entrega de conteúdo multimídia a seus usuários. O conceito foi originalmente desenvolvido por um forum denominado 3G.IP, incorporado posteriormente pelo 3GPP (Third Generation Partnership Project) em suas especificações para soluções UMTS e replicado nas especificações desenvolvidas pelo 3GPP2 (Third Generation Partnership Project 2) para soluções CDMA2000.

 

As perspectivas para IMS no Brasil são muito positivas. Muitas operadoras já contam com arquiteturas de rede compatíveis com IMS (parcial ou totalmente).

Comentário: Bom dia! Gostaria de saber o quanto o IMS pode colaborar para a implementaçõa do 3G.

Resposta: Sob a perspectiva de rede, a oferta de serviços multimídia com qualidade e confiabilidade é sustentada por dois elementos básicos, dentre outros: (a) alta velocidade na interface aérea, só obtida com redes 3G; (b) um core network cuja arquitetura seja otimizada para a oferta de serviços multimídia. A arquitetura de rede IMS foi concebida segundo esta última premissa. Baseada em comutação de pacotes e na utilização de protocolo IP, arquiteturas IMS propiciam a substituição de arquiteturas de rede hierarquizadas por estruturas estratificadas, nas quais as funções dos elementos de rede são significativamente simplificadas. Em muitos casos, tais funções são reduzidas às de controle apenas, ou seja, não há fluxo de tráfego através de determinados elementos de rede em arquiteturas IMS.

 
UMTS/WCDMA/HSPA e CDMA2000 || Comentar

De: Alessandro F Cunha

Pergunta: Paulo, bom dia. Ouvi, em uma palestra de um dos grandes fabricantes de equipamentos WCDMA, que as redes CDMA da VIVO (IS-95, 1xRTT e EV-DO) não podem migrar para WCDMA. Dai a necessidade da VIVO de adotar uma rede GSM para poder migrar para 3G. Essa informação procede? Achei muito estranho, pois o E-DO já te velocidade de dados equivalente ao 3G, não é mesmo? Isso foi só propaganda do fabricante de equipamentos ou a informação procede? Obrigado

Resposta: 

As linhas de evolução do CDMA2000 (linha apontada por você, que compreende 1X, EV-DO Rel. 0, EV-DO Rev. A/B e UMB) e do WCDMA (que compreende o WCDMA Rel. 99, HSPA, HSPA+ e LTE) são efetivamente distintas, e não guardam entre si o que denominamos "compatibilidade reversa" (a habilidade de servir usuários dotados de aparelhos de gerações tecnológicas anteriores).

 

A Vivo foi a primeira a implementar 3G em 2004, com a introdução de EV-DO Rel. 0. A implementação de GSM abre espaço para que a Vivo possa também implementar uma segunda tecnologia 3G, o UMTS/WCDMA/HSPA, bem como seus estágios evolutivos futuros (HSPA+ e LTE - Long Term Evolution).

Comentário: Paulo, pela sua resposta, tudo leva a entender que para evoluir para o UMTs a Vivo necessáriamente deveria migrar para o GSM. Neste caso como fica o espectro para alocar o UMTS se a Vivo já tem o CDMA e o GSM em 850 ?

Resposta: Não necessariamente. É possível implementar apenas UMTS, sem a existência de uma rede GSM associada. Cito como exemplo a operadora "3", do grupo Hutchison (www.three.co.uk), que implementou apenas UMTS em suas propriedades na Europa. A disponibilidade de uma rede GSM paralela viabiliza uma implantação gradual de UMTS, uma vez que os aparelhos operam nas duas tecnologias. Caso decida implementar UMTS em 850 MHz, a Vivo deverá desobstruir 10 MHz (5+5 MHz) para introdução de uma portadora UMTS. A viabilidade técnica desta operação é de domínio exclusivo da Vivo.

 
Videotelefonia || Comentar

De: Barbosa

Pergunta: Paulo, após a chegada do Wcdma aqui no Brasil, a videotelefonia entrará em funcionamento imediato? (já que no wcdma, pode-se utilizar voz e dados ao mesmo tempo)

Resposta: As redes 3G a serem implantadas no Brasil certamente propiciarão a introdução do serviço de videotelefonia, dentre outros. A alta velocidade e os mecanismos de QoS das redes 3G permitirão sua oferta com grande qualidade e confiabilidade. Caberá às operadoras decidir como e quando explorar esta aplicação, introduzindo aparelhos dotados desta função.

 
3G no Brasil || Comentar

De: Renato Pires

Pergunta: Porque no brasil nào começa a se discutir a criação de uma empresa com a VEX mas para implantação, gerenciamento e infra de uma rede 3G? No Brasil praticamente so temos uma operador que oferece 3G mas em pequena area de cobertura. Os planos e dados e voz no brasil ainda tem preços bem superiores ao praticado nos estados unidos e europa.Qual seria a maneira de reduzir os preços?

Resposta: 

De fato, a oferta de 3G ainda é reduzida no Brasil (é efetivamente oferecida por uma única operadora) pois as freqüências demandadas pelas prestadoras para implementação de redes 3G não foram colocadas à disposição pelo Governo. O mercado espera que o leilão de espectro para 3G ocorra no primeiro semestre de 2007.

 

Tecnologias 3G permitirão às operadoras oferecer serviços de voz e dados de alto valor a custos operacionais otimizados, benefício que pode ser repassado ao usuário final. Adicionalmente, a introdução de redes 3G e serviços avançados, por elas alavancados, estimulará a competição entre prestadoras, contribuindo muito para redução de preços e popularização destas aplicações.

 
Arquitetura de Rede || Comentar

De: Paulo

Pergunta: Paulo, Como funcionará a conexão entre as BTS e RNC no 3G? É possivel utilizar IP para a interligação?

Resposta: A utilização de IP como protocolo alternativo de transporte para o "core network" e para a rede de acesso rádio (UTRAN) em sistemas UMTS foi introduzida, respectivamente, nos releases 4 e 5 da família de padrões desenvolvidos pelo 3GPP. Assim, a conexão Node B (BTS) - RNC (denominada interface Iub) em redes já atualizadas para o Rel 5 (HSDPA) pode certamente ser implementada com IP. Soluções IP para o backhaul de redes UMTS já são oferecidas comercialmente. Vale citar que muitas das redes originalmente implementadas ainda operam utilizando ATM sobre E1/T1 ou STM-1 na interface Iub.

 
3G e WiMAX || Comentar

De: Paulo R.

Pergunta: O Wimax e o 3G serão concorrentes ou aliados no fornecimento de banda larga e VOIP para assinantes utilizando celulares ou PDA's?

Resposta: As redes 3G (UMTS/HSPA e CDMA2000 1xEV-DO) constituem hoje uma alternativa efetiva para a oferta de banda larga móvel. Contam com significativas economias de escala e já servem mais de 150 milhões de usuários em todos os continentes.

Embora o WiMAX fixo (802.16d) já corresponda a uma realidade e esteja sendo utilizado para aplicações complementares às providas com 3G, o WiMAX móvel (802.16e) ainda se encontra em estágio preliminar, no qual nem mesmo os processos de certificação foram concluídos. Não representa hoje uma alternativa para comunicações móveis.

A competitividade ou complementaridade do WiMAX móvel em relação à 3G dependerá fortemente do encaminhamento de questões críticas, como robustez dos padrões, maturidade das soluções, desempenho (capacidade, velocidade, cobertura), disponibilidade de freqüências, economias de escala e custo de infra-estrutura e aparelhos / dispositivos.

 
Freqüências para 3G || Comentar

De: Robson Bentes

Pergunta: Paulo, Bom Dia. Tecnicamente, qual é a melhor faixa de frequencia para a operação do 3G ? Porque a disputa tão acirrada pela Faixa de 850Mz ?

Resposta: As perdas de propagação de sinais de radiofreqüência utilizados para comunicações sem fio são menores em freqüências de operação mais baixas. Em redes de comunicações móveis, este benefício se traduz na forma de maior raio de cobertura por célula (maior alcance), e conseqüente redução do número de células requeridas para cobertura de uma determinada área geográfica. A qualidade da cobertura em ambientes internos (indoor) também é melhor quando se opera em freqüências mais baixas.

 

As freqüências para 3G (ou, mais especificamente, para sistemas IMT-2000) identificadas pela UIT - União Internacional de Telecomunicações (Rec. ITU-R M.1036-3) são as seguintes:

 

- 806-960 MHz
- 1710-1885 MHz
- 1885-1980 MHz
- 2110-2170 MHz
- 2500-2690 MHz

 

Dentre estas, a faixa de 850 MHz (824-849 / 869-894 MHz), que corresponde a um subconjunto da primeira faixa citada acima, e que compreende as bandas A e B do SMP, é aquela na qual os benefícios citados são mais evidentes, razão pela qual sua consideração para implementação de 3G tem sido de grande interesse.

 
3G no Brasil || Comentar

De: Andre

Pergunta: Vemos hoje muitas pessoas falando sobre 3G, mas será que o Brasil está preparado para esta tecnologia; pois o que vemos são serviços de dados hoje no pais , com preços proibitivos, e uma grande margem de pré pago no mercado. Qual seria a solução? Obrigado.

Resposta: A experiência internacional evidencia que a introdução de tecnologias 3G impulsionou significativamente a utilização de serviços de dados, em particular aqueles não relacionados a mensagens (SMS, MMS). São inúmeros os exemplos de operadoras que se beneficiaram de 3G para ampliação da sua oferta de serviços e incremento de suas receitas de dados (Vodafone, Orange, 3, DoCoMo, dentre outras). Guardadas certas proporções, o cenário brasileiro não deve ser diferente.

 

Em função de sua alta eficiência, tecnologias 3G propiciam às operadoras oferecer serviços de alto valor a seus usuários com custos operacionais otimizados. Nesta análise costumamos nos referir a custos normalizados, como o "custo por megabyte de informação transmitido", que no caso de 3G (UMTS/HSPA) chega a ser cerca de 80 vezes menor que no caso de 2G (GPRS). Este benefício pode ser repassado ao usuário final, o que estimularia muito a massificação de serviços de dados em todos os segmentos.

 
UIM || Comentar

De: Plinio Marcos Silva Neves

Pergunta: Por que os aparelhos CDMA, CDMA 1X e CDMA 1xEV-DO não utilizam o mesmo sistema de sim-card (chip) como nas redes GSM, já que alguns aparelhos CDMA tem esse slot? Onde está o chip CDMA?

Resposta: O tema não tem vínculo imediato com 3G, mas é relevante e demanda importantes esclarecimentos.

 

O conceito de chips para aparelhos CDMA foi incorporado aos padrões há muitos anos. Utilizamos o acrônimo UIM (Universal Identity Module) para denominá-los. Os cartões UIM são física e funcionalmente equivalentes aos cartões SIM utilizados em aparelhos GSM. São empregados em larga escala por algumas operadoras, com destaque para China Unicom (China) e TATA Teleservices (Índia). Sua adoção demanda apenas decisão estratégica de implementação por parte da operadora e a introdução de aparelhos com suporte a UIM.

 
Videotelefonia || Comentar

De: Barbosa

Pergunta: Olá, Na europa várias empresas estão oferecendo o serviço de vídeo telefonia através do wcdma. Esse só é funcional no Wcdma ou no EVDO tb? Para termos esse serviço aqui no Brasil precisaremos de que? Grato

Resposta: É possível oferecer serviços de videotelefonia tanto em redes UMTS/WCDMA quanto em redes CDMA2000 1xEV-DO, graças à incorporação de funcionalidades de qualidade de serviço (QoS) que garantem sua prestação com alta confiabilidade. A sua disponibilidade no Brasil demanda apenas decisão estratégica das operadoras, implementação de plataformas de videotelefonia e introdução de aparelhos com suporte a esta função.

 
Serviços Simultâneos || Comentar

De: Beatriz

Pergunta: Bom dia, Paulo. O que acontece de diferente do GSM para que o 3G suporte conexões simultâneas?? Por exemplo: uma chamada de voz e navegar no browser ao mesmo tempo?? Para isso deve-se utilizar dois IPs?? Um para cada conexão? A nivel de protocolo, em qual camada isso acontece?

Resposta: O suporte à provisão de serviços simultâneos é garantido pela estrutura da pilha de protocolos de sinalização (protocol stack) especificada no padrão, que propicia a codificação simultânea dos canais lógicos utilizados para múltiplas aplicações.

 

Em resumo, a pilha de protocolos é subdividida em dois estratos: as camadas inferiores compõem o "estrato de acesso" (Access Stratum), enquanto as superiores compõem o que denominamos "estrato não acesso" (Non-Access Stratum). Existem no "estrato não acesso" conjuntos distintos de protocolos específicos utilizados para serviços baseados em comutação por circuito (circuit switched, ou CS), como voz, e os baseados em comutação por pacote (packet switched, ou PS). O "estrato de acesso" (que compreende os protocolos RRC, RLC, MAC e PHY) é compartilhado por todos os protocolos do "estrato não acesso". Tal configuração propicia a acomodação simultânea na camada física de canais CS e PS e a oferta de serviços concorrentes.

 
3G no Brasil || Comentar

De: Laudice

Pergunta: Olá, As regiões que não tem cobertura EVDO, terá prazo para 3G?

Resposta: Tudo dependerá do andamento do processo de licitação de freqüências para 3G e da subseqüente estratégia de implementação de cada operadora, em cada região. O mercado espera que o leilão de licenças e freqüências para 3G ocorra no primeiro semestre de 2007.

 
3G no Brasil || Comentar

De: Marcelo Campos

Pergunta: Paulo, quando enfim poderemos estar vivendo a terceira geracão aqui no Brasil? É verdade que a Claro vem estrategicamente montando sua rede 3G em segredo antes das demais operadoras ?

Resposta: Certamente estamos muito atrasados. O mercado trabalha com a expectativa de que as licenças e freqüências para 3G sejam ofertadas ainda no primeiro semestre de 2007. Tal iniciativa propiciaria a implementação e ativação comercial das primeiras redes ao longo deste ano. Cabe ao Governo a decisão política de dar rápido andamento ao processo licitatório.

 

Sob a perspectiva técnica, operadoras que dispõem de espectro não utilizado em certas faixas de freqüência (como por exemplo 850 MHz) em suas áreas de prestação podem antecipar a implantação de suas redes 3G.

 
Perspectivas de Mercado || Comentar

De: Leonardo

Pergunta: Vc acha q o WCDMA vai dar certo do mercado brasileiro? Oq as operadoras teriam que fazer para atrair consumidores para esses novos serviços em termos de custo, diversidade, entretenimento...

Resposta: Sem dúvida! Tecnologias 3G servem atualmente mais de 150 milhões de usuários em inúmeros países. A 3G tem permitido às operadoras diferenciar seus serviços e incrementar suas receitas, particularmente aquelas associadas a serviços de valor agregado, providos com maior velocidade, qualidade e confiabilidade. Adicionalmente, as tecnologias 3G contribuem para otimização dos investimentos e redução dos custos operacionais de rede, benefícios que certamente poderão ser transferidos ao usuário final no término da cadeia de valor.

 

Por trazerem o universo da banda larga ao celular, tecnologias 3G constituem também uma alternativa relevante para programas de inclusão digital e social, particularmente em economias emergentes.

 
Tecnologias 3G || Comentar

De: ze

Pergunta: Boa noite Paulo voce poderia por favor explicar e dar um fim na duvida qual a diferenca e semelhancas dos padroes 3g cdma evdo e wcdma(umts) e por que geralmente divulgam que o wcdma(umts)é a evolucao do gsm?E por que adotaram 2 nomes wcdma e umts?Obrigado desde ja.

Resposta: UMTS e CDMA2000 são tecnologias de terceira geração (3G) acolhidas como tal pela UIT (União Internacional de Telecomunicações) por atenderem aos requerimentos mínimos estipulados no programa IMT-2000. Padronizadas pelas entidades 3GPP e 3GPP2, constituem alternativas 3G naturais para operadoras que implementaram redes GSM/GPRS/EDGE e cdmaOne, respectivamente.

 

UMTS e CDMA2000 propiciam, dentre outros benefícios, a oferta de voz e dados em alta velocidade com qualidade de serviço, incrementos de capacidade sistêmica (decorrente de maior eficiência espectral), roaming global e compatibilidade reversa com tecnologias de segunda geração (2G). Para tanto, utilizam conceitos e funcionalidades semelhantes (ambas são baseadas em CDMA). As diferenças residem essencialmente na largura das portadoras utilizadas (5 MHz e 1,25 MHz, respectivamente), taxas de codificação etc.

 

O termo "UMTS" (Universal Mobile Telecommunication System) é utilizado para descrever uma solução de rede completa, na qual a tecnologia de interface aérea utilizada é o WCDMA (Wideband CDMA). A despeito da diferença, os dois termos têm sido aplicados pelo mercado de forma intercambiável, como sinônimos efetivos.

 
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De: Especialista

Pergunta:

Resposta:  

 

Prezado leitor do Teleco,

 

Pretendemos neste espaço esclarecer suas dúvidas a respeito de tecnologias de terceira geração (3G), explorando suas características, benefícios e aplicações, bem como sua adoção no mundo e sua chegada ao Brasil. Esperamos que este forum lhe seja útil e propicie um entendimento abrangente do tema.

 

Saudações,

 

Paulo Breviglieri

Comentário: caro PAULO vocÊ falou tantas frequencias que me deixou com dor de cabeça, pergunta= recetemente comprei um celular que operar nas frequencia de 850,900,1800.1900,2100, qual sera exatamente a frequencia que ANATEL ira licitar pelo AMOR DE DEUS nao fala quem eu comprei telefone atoa!?

Resposta: As freqüências a serem licitadas pela ANATEL em dezembro compreendem a faixa usualmente denominada 2100 MHz.

 

 

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