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Seção: Geral 26/11//07 |
Cidades Digitais 2007 - A Tecnologia a Serviço do Cidadão
O seminário Cidades Digitais 2007 foi organizado pela Network Eventos e contou com o apoio do Teleco na sua divulgação. Seu objetivo foi apresentar o estado da arte das Cidades Digitais no Brasil, e cases de sucesso que têm sido implantados em cidades dos mais variados portes.
O evento foi realizado no dia 21 de novembro em Campinas, SP, (auditório do The Royal Palm Plaza Hotel Resort) e contou com a participação de profissionais e fornecedores de sistemas de telecomunicações e TI, além de profissionais de municipalidades interessadas no tema.
Temas Principais
Os principais temas debatidos no seminário foram:
- Objetivos para a implantação de Cidades Digitais;
- Tecnologias de redes de acesso e backbones;
- Sistemas de TI para aplicações corporativas e de e-Gov;
- Cases de implantação de Cidades Digitais.
Palestras
Cerimônia de Abertura
Bruno Vianna – Presidente – Informática de Municípios Associados S/A – IMA (CAMPINAS, SP). Hélio de Oliveira Santos – Prefeito Municipal de Campinas (SP) Marcos Monti – Presidente – Associação Paulista de Municípios Aurélio Cláudio – Presidente – Câmara de Vereadores de Campinas |
Painel: Tecnologias Disponíveis
Moderador: Newton Scartezini – Consultor
Palestrantes: Joeval O. Martins – Gerente de Canais – Motorola Betty Sowada – Diretora Comercial – Urmet DARUMA |
Radiação Eletromagnética e Saúde – Informações para Desfazer Mitos
Ricardo Mascarenhas Diniz – Assessor de Meio Ambiente – ACEL |
Cidades Digitais – Viabilidade Econômica e Sustentabilidade
Carlos Pingarilho – Diretor de Negócios – Promon |
GED – Tendências de Mercado e Experiências Nacionais
Marco Antonio Ferreira – Diretor – DPI3 e CENADEM |
Cases de Sucesso
Campinas Digital: Bruno Vianna – Presidente – Informática de Municípios Associados S.A. Piraí Digital: Franklin Coelho – Coordenador – Projetos Piraí Digital, Desenvolvimento Local e Municípios Locais (RJ) Macaé Digital: Joeval O. Martins – Gerente de Canais – Motorola |
Cenário Regulatório do Brasil
Eduardo Ramires – Sócio e Advogado – Manesco, Ramires, Peres, Azevedo Marques |
Geo Processamento em Campinas
Mario Massato Harada – Gerente – CPqD |
Comentário
Dois aspectos importantes para os cidadãos no Brasil têm sido tema de grandes discussões na esfera municipal das administrações públicas: a inclusão digital (e social) e a modernização da administração pública com base em modelos de e-Gov.
Apesar de existirem várias iniciativas de implantação de Cidades Digitais bem sucedidas em várias partes do mundo, existem também várias iniciativas brasileiras que, mesmo com o orçamentos bem mais modestos, têm produzido resultados positivos.
Pelas palestras apresentadas foi possível verificar que não bastam apenas boas intenções. É necessário que a administração municipal decida conduzir um projeto dessa natureza e que tenha um plano bem estruturado com objetivos muito claros, seja para integrar e melhorar os seus processos administrativos para, no limite, oferecer facilidades de e-Gov aos cidadãos, seja para oferecer facilidades de inclusão digital, como o acesso a internet de banda larga facilitado.
Também foi possível perceber que não basta apenas implementar redes de telecomunicações que permitam fornecer facilidades de e-Gov ou de acesso a internet banda larga. É necessário que a administração municipal esteja preparada para atuar de uma nova forma, e que crie os mecanismos necessários para perpetuar a manutenção e a operação dessa nova infra-estrutura de forma sustentável.
As tecnologias existem, e oferecem possibilidades de implementação de backbones de alta capacidade, por exemplo, com o uso de redes de fibra óptica, e de redes de acesso que permitem maior agilidade e facilidade de implantação através de tecnologias wireless, tais como o Wi-Fi, o Wimesh e o Wimax.
As questões regulatórias também foram flexibilizadas, já que a Anatel definiu procedimentos que permitem a obtenção de licenças de SCM (Serviço de Comunicação Multimídia) pelas administração municipal dentro de parâmetros bem claros e viáveis.
Verificou-se também que existe um novo conjunto de aplicações que surgem a partir da implantação das cidades digitais e que podem inclusive ser desenvolvidas pela comunidade local de forma inteligente e bem estruturada, permitindo ampliar a divulgação da história e cultura regional, além de disseminar conhecimento e educação para todos os cidadãos.
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