Seção: Geral

 21/09/07


Revenue Assurance & Fraud Management Latin America – 2008

 

O Seminário

 

A Edição de 2008 do seminário Revenue Assurance & Fraud Management Latin América foi organizado pelo IBC Brasil (www.ibcbrasil.com.br) e Informa Telecoms & Media. Seu objetivo foi mostrar para o mercado latino americano as tendências nas áreas de Fraude e Garantia de Receita, focando nos seus pontos críticos, tais como a identificação, combate e prevenção de fraudes nas redes de próxima geração, incluindo redes 3G e IP, as ameaças das fraudes nos serviços de banda larga móvel e gestão de fraudes, além da evolução das estratégias e aplicação de práticas de Revenue Assurance.

 

O evento foi realizado nos dias 25 a 27 de agosto de 2008, no Hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro, e contou com a participação de profissionais das áreas de Fraude e Garantia de Receitas de diversos países da América Latina, Europa e EUA, tanto de operadoras de telefonia fixa, móvel e de Longa Distância, como de VoIP, além de provedores de soluções e consultores em busca de negócios na América Latina fornecedores de sistemas e serviços.

 

Temas Principais

 

Os principais temas debatidos no seminário foram:

  • Desenvolvimento das Redes 3G para Minimizar Perdas de Receita;
  • Evolução das Estratégias e Aplicação de Práticas de Revenue Assurance;
  • Novas Ameaças de Fraudes e Estabelecendo Ações Preventivas;
  • Implementação de KPIs em Revenue Assurance;
  • Gerenciamento das Fraudes em Redes Convergentes;
  • Detecção e Gestão de Frudes em Redes 3Play;
  • Gerenciamento das Fraudes nos Serviços IP;
  • Fraudes de Bypass e Roaming.

Palestras

 

25 de Agosto 

 

Workshop I: Assegurando o Menor Custo na Implementação de Soluções de Renenue Assurance

 

Tomás Corrales L. (Connectiva Systems)

Workshop II: Gerenciamento das Fraudes sob o Ponto de Vista da Belgacom: Principais Ocorrências de Fraudes que Impactam nos Negócios das Operadoras Móveis e Fixas

 

Carlos Lowie (Belgacom e Member of FIINA)

 

 

26 de Agosto

 

Abertura do 1° dia da Conferência pelo Presidente de Mesa

 

Charles Freire (WeDo Technologies)

Sessão Revenue Assurance

Definindo e Implementando uma Estratégia Global de Revenue Assurance

 

Gabriela Gil (Telefonica Internacional S/A)

Benefícios de um Enfoque Integrado de Revenue Assurance & Gerenciamento de Fraudes

 

Tomás Corrales L. (Connectiva Systems)

Implemetação de KPI's em Revenue Assurance

 

John Brooks (SUBEX INC.)

Painel de Debates: Evolução das Estratégias e Aplicação de Práticas de Revenue Assurance

 

Wilfredo Figueroa Chacin (CanTV, Venezuela)

Dr. Gadi Solotoresky (Telemenagement Forum)

John Brooks (SUBEX INC.)

Visão Holística da Proteção de Receita

 

Alfredo Gabriel Larrañaga (Ectel)

International Revenue Share Fraud

 

Carlos Lowie (Belgacom e Member of FIINA)

Painel de Debates: Entendendo as Novas Ameaças de Fraudes e Estabelecendo Ações Preventivas

 

Joe Simmonds (Digitel Group & GSM Association Fraud Forum Member)

Carlos Lowie (Belgacom e Member of FIINA)

Sessão Gerenciamento das Fraudes em 3G

Gerenciamento das Fraudes em Serviços de Próxima Geração

 

Estevan Palermo Santiago (Claro Brasil)

Examinado como o "Near Real-Time Roaming Data Exchange" (NRTRDE) pode Proteger as Operadoras das Fraudes em Roaming

 

Joe Simmonds (Digitel Group & GSM Association Fraud Forum Member)

 

 

27 de Agosto 

 

Abertura do 2° dia da Conferência pelo Presidente de Mesa

 

Charles Freire (WeDo Technologies)

Sessão Gerenciamento das Fraudes & Redes Convergentes
Prevenção à Fraude de Subscrição durante o Processo de Pré Venda

 

Otávio Galvão (OI Telemar)

Utilizando Técnicas de Data Mining nas Atividades de Revenue Assurance

 

Dr. Gadi Solotoresky (Telemenagement Forum)

Sessão Fraudes em IP
Avaliando os Efeitos da Fraude em Bypass em VoIP e Aplicando Técnicas de Detecção

 

Francisco Rivera (Neural Technologies)

Métodos Preventivos Anti-Fraude nas Chamadas LD e de Subscrição no Processo de Venda

 

Bruno Moraes (Intelig Telecom)

Test Call Generator Solutions: A Implementação de Testes de Geração de Chamadas com Acompanhamento CDR a CDR ao Longo da Cadeia de Receita

 

Sérgio Rosa (WeDo Consulting)

CFCA – Promovendo um Fórum de Educação e Assistência aos Profissionais Envolvidos com o Controle Mundial das Fraudes , Revenue Assurance e Segurança

 

John Frost (CFCA)

 

 

Comentário

 

O setor de telecomunicações vem apresentando crescimento contínuo e apesar do avanço tecnológico no sentido de trazer maiores facilidades às pessoas, este ainda é um dos negócios mais vulneráveis quando o assunto é fraude.

 

A competição também é outra característica marcante do setor e para conseguir destaque frente aos clientes, acionistas e a própria concorrência, é fundamental que as empresas se tornem cada vez mais eficientes em seus processos, garantindo que não ocorram perdas nem aumento de custos dentro da cadeia de receita.

 

Neste evento, especialistas das áreas de Garantia de Receita e Gerenciamento de Fraudes apresentaram seus conhecimentos, experiências e quais as suas perspectivas para o setor no futuro.

 

Foram destacados fatores considerados fundamentais para que se obtenha sucesso na realização de atividades de monitoramento da cadeia de receita das organizações, como:

  • Uma boa estratégia de ETL, ou seja, obter dados de diferentes sistemas que sejam confiáveis, com uma interface amigável e que estejam disponíveis no tempo certo,
  • Ter um gerenciamento otimizado do hardware e software necessário,
  • Focar nos principais pontos de controle, reduzir o esforço em extração e preparação dos dados, destinando os maiores esforços para análise e correção dos problemas,
  • Definir quais atividades são rotineiras e quais são eventuais,
  • Conseguir com que as informações de Garantia de Receita sejam utilizadas por outros sistemas, (como um Front Management, por exemplo),
  • Evitar a redundância de atividades e fazer com que a informação seja bem disseminada na organização.

Estratégias de implementação de ferramentas de Garantia de Receita foram apresentadas por diferentes operadoras e vendors, que comentaram sobre a importância em se criar KPIs padrões para as soluções com o objetivo de se definir diretrizes e reduzir custos de implementação, porém, também foi destacado que nenhuma organização é igual a outra, e a padronização pode não atender as diversidades.

 

Os KPIs padrões devem ser utilizados como auxiliadores para atingir as metas, porém devem ser respeitadas as características locais.

 

Empresas com operação em diferentes países devem buscar as melhores práticas, adaptá-las as suas necessidades e retroalimentar os fornecedores para que estes possam atender as expectativas.

 

Do ponto de vista de fraude, podemos destacar os seguintes pontos:

  • Foram apresentadas técnicas de Prevenção à Fraude no processo de Pré Venda como a integração do sistema de detecção de fraude (HPFMS) que, além de monitorar os alarmes de alto uso, possui interface com os sistemas de Billing e Análise de Crédito e, através de cruzamentos de informações parametrizáveis, aumentam o índice de assertividade no processo de detecção, e mantendo o histórico de todos os CPF’s recusados por motivo diagnosticado.
  • As fraudes de Bypass têm representado perdas significativas para algumas operadoras e, apesar de algumas estratégias adotadas para a detecção desse cenário, muito ainda precisa ser feito para combater esse tipo de fraude, devido inclusive às técnicas utilizadas nesse tipo de fraude. Foram apresentados casos reais de vários tipos de fraude, como de Bypass, de interconexão, de roaming e de internet, entre outras.
  • Devido evolução dos serviços de dados, a tendência é de um aumento considerável no volume de fraudes relacionadas a este serviço seguido de uma queda nas fraudes de serviços de voz.

Foi um consenso de que é melhor as empresas trabalharem juntas, trocando experiências e registrando uma pequena perda em função das várias modalidades de fraude, do que contabilizarem perdas expressivas em decorrência da individualidade de seu trabalho.

 

Houve também um consenso de que as áreas de Crédito, Anti-Fraude e RA, devem estar muito alinhadas quando da definição de regras para avaliação de crédito e riscos, quando da admissão de novos clientes na base, mesmo que sejam áreas de diretorias diferentes.

 

 

 

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