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Seção: Geral 27/06/08 |
Mobile Broadband e Internet - Latin America
Foi realizado pelo IBC entre os dias 24 e 26 de junho em São Paulo o evento sobre Mobile Broadband e Internet. O evento foi dividido em um dia de Workshop e 2 dias de seminários com palestras e debate. A abertura foi realizada por Antonio Carlos Bordeaux, diretor de gestão da inovação do CPqD.
Novamente o evento contou com empresas de atuação nas áreas ligadas ao tema, estiveram presentes desde fornecedores de infra-estrutura e soluções como Ericsson, Prysmian e Hispamar passando pelas operadores como Vivo, Net, Brasil Telecom, GVT, VTR e fechando com provedores de conteúdo como ESPN e IG, além da consultoria Pyramid.
Foram apresentados os diversos serviços para prover banda larga desde os cabeados, passando pelo satélite e chegando aos temas mais quentes como WiMax e 3G. Para se entender um pouco do universo de internet no Brasil foram mostrados alguns números. Embora a penetração da banda larga ainda seja baixa o uso da internet é muito forte, o Brasil é o 7º pais em uso e o maior pais em tempo médio de uso da internet com 300min/sem.
Isso mostra que embora os recursos ainda não cheguem a uma parcela maior da população as pessoas que tem acesso o fazem com muita frequência, e até mesmo as que não tem a condição procuram formas alternativas como lan houses, casa de amigos, entre outras, para estarem conectados, não à toa o Brasil é um dos maiores paises de registro em comunidades sociais.
A questão é como inserir as classes D e E neste novo contexto tecnológico, em países da Europa a inclusão foi feita pelo celular e atualmente em alguns países a banda larga móvel já ultrapassou a banda larga fixa. No Brasil há ainda o problema do preço dos terminais 3G, que poderiam levar a experiência de banda larga às pessoas de mais baixa renda e principalmente em cidades mais difíceis de oferecer cobertura de outras formas.
Segundo analistas no Brasil é muito provável que muitas pessoas tenha a primeira experiência de navegação na internet por um aparelho móvel como o celular devido a sua penetração e aceitação. Para que a internet móvel no celular se torne realmente uma experiência satisfatória ainda são necessários alguns ajustes no que diz respeito à apresentação de conteúdo, publicidade, sistema de busca e resultados. Na prática o cliente deve poder acessar o mesmo conteúdo que acessa de um micro convencional, mas com mais objetividade, principalmente nos links e buscas.
A infra-estrutura e os aparelhos já estão prontos para proporcionar uma experiência completa e satisfatória para navegação em banda larga móvel, o principal entrave ainda é o modelo de negócio a ser adotado, principalmente no que diz respeito aos preços para que a maior parte da população possa ter acesso. Como levar banda larga móvel para uma população composta por mais de 80% de clientes pré-pagos?
A conclusão é que finalmente as empresas integrantes do processo parecem estar falando a mesma língua, fornecedores, operadoras e provedores de conteúdo estão tentando desenvolver o modelo de negócios mais adequado para o mercado brasileiro e suas peculiaridades.
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