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Seção: Telefonia Celular
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Congresso Expo Celular 2004
Sob a coordenação de Valerijonas Seivalos Junior, VP e diretor-geral da Qualcomm, a discussão do terceiro painel do Congresso da Expo Celular, que aconteceu nesta quarta-feira, abordou as novas tecnologias da telefonia móvel com destaque para o IMS, solução para uma arquitetura da plataforma de banco de dados e serviços das operadoras.
Ralph Robert Heinrich, diretor de redes de telecom do CPqD mostrou a curva de crescimento de densidade dos aparelhos móveis. "São super computadores embarcados nos nossos terminais. É preciso transformá-los em parte da infra-estrutura de rede. Com a nova tecnologia de radio, o acesso permitirá o uso do modelo de espectro". As mudanças acarretariam em concorrência de serviços e não de redes, serviços independentes de tecnologia e rede, racionalização do uso da infra-estrutura do espectro, provimento de pacotes de serviços agregados. "A tecnologia por si não trará grandes efeitos", afirma Heinrich.
A voz é importante mas, as empresas vão ter que criar serviços diferenciados, afirma Valerijonas, da Qualcomm. "A multimídia vai ser o instrumento da grande mudança. Teremos uma alteração de comportamento dos usuários, que vão se readaptar aos novos serviços". Segundo ele, os avanços tecnológicos dos serviços não param. "O som que hoje conhecemos como MP3, logo se tornará o AAC e em seguida, AAC Plus, que trará muito mais definição ao som. Câmeras fotográficas digitais, que hoje tem de 1 a 4 mega-pixels, logo vão oferecer 6 mega pixels de qualidade. Os vídeos serão VGAs, ou seja, com qualidade de filmadoras semi-profissionais".
A Vivo possui um market share de 43,3% e sua tecnologia é CDMA, as outras operadoras, Oi, TIM e Claro, todas GSM, possuem, respectivamente, um market share de 9,4%, 19,2% e 20,5%. Isso sugere que há espaço para as diferentes tecnologias no país e a tendência, segundo Valerijonas, é de que "vão surgir terminais CDMA2000 + GSM/GPRS. São aparelhos que vão aceitar ambas as tecnologias, como aconteceu na China e na Índia, que tinham a tecnologia GSM e adotaram também a tecnologia CDMA". Isso vai acarretar em maior comodidade tanto para o usuário quanto para a operadora, sem grandes custos. Haverá uma maior taxa de transmissão de dados e voz numa menor freqüência de rede.
Paulo Berdocki, diretor de produtos da Ericsson falou sobre os serviços além da voz, o que trará maior receita às operadoras com o aumento de acesso (informação e entretenimento, aplicações como fotos, poder ver emails, agenda, por exemplo) e comunicação (voz, torpedos, imagens com sons) mais avançados.
"O desafio é prover serviços de telefonia móvel no fixo com qualidade e transparência", disse ele, abordando a tendência de convergência entre telefonia móvel e fixa.
Samuel Lauretti, gerente de engenharia da Lucent, disse que é preciso uma rede flexível para facilitar suporte multimídia, mobilidade sem restrições, simplificar a base de dados. "O IMS (IP Multimedia Subsystem Network Ideal) é a solução para uma arquitetura da plataforma de banco de dados e serviços da operadora. A arquitetura independerá da rede de acesso, tornando a rede mais inteligente".
Nas redes do futuro, o caminho de dados e voz será o mesmo (VoIP - voz sobre IP), tornando mais fácil operar as informações e o IMS será o impulsionador desse processo.
"Com a busca da melhoria da percepção dos usuários através de avanços tecnológicos, o EDGE (Enhanced Data rates for the GSM Evolution), disponibilizará, junto com o IMS, aplicações de 3G, sem que haja a necessidade de mudanças de redes. O IMS evita a complexidade e os custos crescentes de integrações sucessivas das redes", afirmou Yuri Silveira Sanches, diretor de redes móveis da Siemens.


