Seção: MVNO

25/04/2010

MVNO no Brasil

 

Nesta página: Apresenta a situação e regulamentação dos MVNOs ou Operadores móveis virtuais no Brasil.


 

A regulamentação sobre MVNO no Brasil está sendo elaborada pela Anatel. Uma proposta foi colocada em consulta pública nos meses de janeiro e fevereiro de 2010.

 

Consulta pública da Anatel

 

Consulta pública Anatel nº 50: Regulamento sobre Exploração de SMP por meio de Rede Virtual

 

 

Apresentação feita pela Anatel nas audiências públicas:

 

Exploração do SMP por meio de Rede Virtual (PDF, 1823.0Kb)

 

 

 

A proposta de Regulamento cria duas opções:

  • Credenciado de Rede Virtual
  • Autorizado de Rede Virtual

Proposta da Anatel: Credenciado de Rede Virtual

 

O Credenciado é um representante da operadora de celular (SMP):

  • Esta representação não constitui Serviço de Telecomunicações.
    • Estariam livres de pagar ICMS e outros tributos aplicáveis à prestação de serviços de telecomunicações.
  • O credenciado deve se cadastrar na Anatel (taxa de R$ 400,00) e firmar contra com uma operadora
  • O contrato entre Credenciado e Operadora deverá ser homologados pela Anatel.
  • O credenciado utilizará a rede, numeração e interconexão da operadora
  • Valem para o credenciado a portabilidade e contratos de roaming da operadora
  • O Credenciado pode deter Contrato com apenas uma Operadora em uma área local (DDD)

A operadora:

  • Homologará junto a Anatel os planos de serviço dos MVNOs.
  • Será responsável pelo controle da numeração e do cadastro dos usuários.
  • Terá seu nome incluído no contrato com os clientes.
  • Não poderá controlar um MVNO nas áreas locais que atende.

 

 

Credenciado terá baixa autonomia

A principal crítica ao modelo proposto é a baixa autonomia do credenciado, o que pode desestimular o aparcimento de MVNOs.

 

Um MVNO investe e seu grande ativo é a base de clientes, mas no caso do credenciado:

  • a operadora tem completo acesso a esta base de clientes
  • o credenciado não pode trocar de operadora e levar os clientes.

Além disto uma operadora de celular não pode comprar um MVNO.

 

Apesar da Anatel afirmar que a representação não constitui Serviço de Telecomunicações estando livre de pagar o ICMS, existe o risco de uma interpretação diferente pelo Confaz e pelo judiciário.

 

 

 

 

Proposta da Anatel: Autorizado de rede Virtual

 

O autorizado de rede virtual:

  • Terá uma autorização de SMP e as mesmas obrigações que as demais operadoras
  • Terá um contrato de Compartilhamento de Uso de RF com uma operadora tradicional
  • Poderá contratar recursos integrantes da rede dda operadora, para constituição de sua rede de serviço, fica caracterizada situação de exploração industrial.
  • Prestará o serviço (SMP) em áreas onde a operadora não possua infraestrutura, utilizando-se de alternativas tecnológicas de sua iniciativa.

 

 

 

 

Não seria um MVNO se tiver a sua própria rede

A autorizada de rede virtual não seria de fato uma operadoras virtual pois irá possuir a sua própria rede. ´

 

 

Em um cenário de utilização intensa do spectro para aplicações de banda larga móvel, a questão é saber que operadora irá compartilhar suas frequências com autorizadas de rede virtual. Este compartilhamento pode ser víavel apenas em localidades remostas e de pouco interesse para a operadora.

 

 

A autorizada de rede virtual poderia ser uma opção para a instalação de MVNO se a rede for inteiramente contratada da operadora. Neste caso o MVNO passaria a ter mais autonomia em relação à operadora (ao contrário do credenciado) mas teria de arcar com todas as obrigações de uma operadora de SMP, o que implica em um custo operacional mais alto e que poderia inviabilizar o modelo de negócio.

 

 

 

 

 

 

 

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Silvia Melchior, Advogada

 

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