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O Mobile World Congress, principal evento de celular do mundo, aconteceu
mais uma vez em Barcelona entre 14 e 17/02 promovido pelaGSM Association.
O Teleco, como media partner do evento, esteve presente acompanhando a
feira e o congresso.
Existem muitas formas de ver um evento como este que contou com a
presença de 60 mil pessoas (o ano passado foram 40 mil).
Muitos brasileiros que estiveram na feira ficaram em seus stands, ou em
reuniões e não participaram do evento. Outros preferiram participar das
sessões de mobile Health, mobile advertising ou social networks. Não é
possível estar em todo os lugares;
Este comentário e o registro das páginas seguintes apresentam a minha
visão pessoal do evento (Eduardo Tude) com comentários das sessões em
que estive presente e das sessões que participei.
O primeiro ponto a ser ressaltado, em relação ao MWC 2010, é o clima de
otimismo do evento. O setor parece ter reencontrado a sua razão de ser,
deixado a crise para trás, e estar preocupado em enfrentar os desafios
que se colocam a sua frente.
Masayoshi Son, CEO da Softbank Japão definiu bem a situação como
“depressing reality” que se abate sobre os operadores. Com a maturidade
do mercado de celular (densidades próximas de 100) a taxa de crescimento
cai e o ARPU de voz continua saindo. A saída é investir em banda larga
móvel (3G), mas o consumoacelerado de dados pelos usuários passa a
exigir cada vez mais investimentos para aumentar a capacidade e
velocidade de redes. O desafio é oferecer uma infraestrutura de
conectividade que atenda os usuários.
Neste cenário uma palavra chave do congresso passou a ser “offloading”
principalmente para redesWiFi, mas também para Femtocells. A AT&T e
outra operadoras estão construindo redes de WiFi para seus clientes em
pontos de alta concentração de tráfego como “Times Square” em Nova YorK
para que seus usuários não sobrecarreguem sua rede 3G.
O LTE vem neste cenário, assim como alternativas de micro sites que
tornam as redes cada vez mais distribuídas.
A impressão geral é que a Europa está ficando atrás dos Estados Unidos e
do Japão nesta corrida por conectividade.
Existe também a sensação das operadoras que estão investindo nesta
infraestrutura e não estão tendo o devido retorno. Apple e Google
(Android) estariam tendo mais vantagens. A Nokia com sua associação com
a Microsoft e a RIM (Blackberry) procuram se posicionar ao lado das
operadoras nesta briga. Uma das inciativas das operadoras, neste
cenário, foi a Wholesale Apps Comunity (WAC). Os aplicativos continuarão
dividindo a cena no mundo móvel com o acesso via browser.
Este ano o evento diminuiu o foco dos aplicativos de entretenimento com
conteúdos glamorosos, como filmes no celular, e se aprofundou em
segmentos como mobile Money, mobile health e aplicações embedded.
Finalmente, os Smartphones com suas telas touch screen já se tornaram
lugar comum, as vedetes do ano foram os tablets.
Nas páginas a seguir você encontra meus cometários online feitos durante
o evento e que podem dar uma ideia melhor (ainda que parcial) do que
aconteceu.
Eduardo Tude
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