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Fabricantes de Conversores
no Brasil
Os fabricantes de conversores externos
(Set Top Box) e de conversores embutidos
em TVs, fazem parte da Eletros (Associação
Nacional dos Fabricante de Produtos Eletrônicos).
No quadro abaixo estão relacionadas as empresas
que já estão fabricando seus modelos:
Preço do Set-Top-Box
As empresas avaliam que o set-top-box
terá um preço médio
de R$ 700,00 a R$ 800,00 para o consumidor final. Para
alcançar
o valor de R$ 200,00, expectativa do governo brasileiro,
as empresas precisam de apoio fiscal diminuindo os impostos
pelo produto.
Em 09/10/07,
foi publicado no Diário Oficial da União o Decreto nº 6227 reduzindo para zero as alíquotas do IPI dos equipamentos da TV digital.
Como ficam os receptores de TV atuais com a TV Digital?
Inicialmente, enquanto os televisores preparados para a recepção de TV Digital ainda não estiverem em todos os domicílios, será necessário utilizar os seguintes equipamentos, conforme mostra a figura abaixo:
- Antena:
será necessário ter uma antena para a faixa
de UHF (canais 14 e acima), a mesma que é usada para
TV analógica.
Não será possível usar uma antena na faixa de VHF (canais
2 a 13).
- Conversor para TV Digital: fará a recepção do sinal de TV digital, seleção dos canais e conversão do sinal para uso em televisores convencionais, compatíveis com a TV analógica atual.
- Receptor de TV convencional: para apresentação dos programas do canal selecionado. Poderão ser usados tanto os televisores convencionais analógicos, mais comuns e mais baratos, como os televisores convencionais digitais. Continuará sendo possível conectar o recetor de TV à equipamentos de DVD ou conversores de TV a cabo ou satélite como já ocorre hoje.
No futuro deverão ser produzidos receptores de TV que já incorporam o conversor de TV Digital.
Conversor para TV Digital
O conversor, também conhecido como set-top-box ou terminal de acesso, será responsável pela recepção do sinal dos canais de TV digital. Nos modelos iniciais mais simples, ele será composto pelo sintonizador de canais, e pelo processador de vídeo e áudio.
Devido aos vários tipos de televisores existentes, ele deverá ter pelo menos 3 tipos de saídas:
- RF, canal 3: sinal de saída compatível com a TV analógica convencional, que poderá ser conectado na entrada da antena da TV convencional e que será recebido no canal 3.
- Vídeo: sinal de saída de vídeo, que poderá ser conectado em TV convencionais que tenha esse tipo de entrada disponível.
- Áudio: sinal de saída de áudio, que poderá ser conectado em TV convencionais que tenha esse tipo de entrada disponível, ou em aparelhos de som e sistemas de home theater.
Outras funcionalidades de interatividade poderão ser incorporadas em versões posteriores, que permitirão interação local com os usuários ou até interação remota com programas ou facilidades de internet, através de conexões por modem ou acessos de banda larga.
Especidicações do Padrão Brasileiro de TV Digital
O Sistema de TV Digital Terrestre Brasileiro está sendo definido, com base no padrão ISDB-T japonês e terá como base as seguintes características:
| Transmissão |
Padrão japonês ISDB-T |
| Áudio |
Dolby 5.1, equivalente aos melhores filmes em DVD |
Resolução
de Vídeo |
HDTV: 1080i (linhas entrelaçadas) e 720p (linhas progressivas) para qualidade de alta definição.
SDTV: 480p (linhas progressivas) para qualidade padrão, equivalentes aos DVD's atuais, |
Compressão
Vídeo |
O padrão japonês adotou o MPEG-2, mas o padrão brasileiro pretende adotar o MPEG 4, que permite transmitir no mesmo canal um programa com qualidade de alta definição (HDTV), informações de interatividade e programas adicionais com qualidade de definição padrão (SDTV). |
Dentre as características apresentadas, vale observar que as resoluções de vídeo definidas já levam em consideração as características de apresentação de imagens detalhadas a seguir.
Técnicas de apresentação de imagens
- Linha entrelaçadas (do inglês: interlaced): técnica de apresentação de imagens mais antiga, onde são apresentados 2 campos (quadros parciais) sucessivos, o primeiro com as linhas pares e o segundo com as linha limpares, para compor 1 quadro do sinal de vídeo recebido. Como o sinal de TV convencional apresenta 30 quadros por segundo, são necessários 60 campos por segundo para compor as imagens finais. Esta técnica apresenta alguns problemas de qualidade de imagem que se refletem principalmente em imagens de movimento ou com objetos muito pequenos.
- Linhas
progressivas (do inglês: progressive
scan): técnica de apresentação
de imagens mais moderna, que faz uso de circuitos
mais complexos que melhoram a qualidade das
imagens, tanto nas cenas em movimento, como
em cenas com objetos muito pequenos, e que
tem sido adotada nos equipamentos de apresentação
de imagens, tais como televisores ou aparelhos
de DVD, e também nos equipamentos de
captação de imagens, tais como
câmeras amadoras e profissionais.
Devido ao uso da técnica de apresentação de imagens por linhas progressivas, mesmo equipamentos com resolução menor podem ter qualidade igual a equipamentos com melhor resolução que adotam a técnica de linhas entrelaçadas. |
Tipos de Receptores de TV
Os tipos principais de TVs existentes atualmente são:
Tubo de Raios Catódicos (CRT)
Usado tanto em computadores como em televisores, são os dispositivos mais antigos, embora tenham evoluído bastante. Sua resolução é medida em número de linhas, e apresentam 480 linhas por quadro, para compatibilidade com os sinal de TV analógica atual.
Possuem resolução compatível com a definição padrão (SDTV), têm brilho, contraste e tempo de apresentação de boa qualidade, mas podem apresentar, no máximo, 480p linhas, se o televisor tiver um circuito progressive scan incorporado.
Apresentam consumo médio de energia e tamanho grande principalmente em telas maiores, fazendo com que os seus gabinetes ocupem bastante espaço devido a profundidade do CRT.
LCD (Liquid Cristal Display)
Adotado inicialmente para computadores, seu uso tem sido difundido para televisores digitais, que normalmente já possuem incorporados também os circuitos progressive scan.
Esses dispositivos podem ter as seguintes resoluções: [480x240] para definição padrão 480i, [640x480, 800x600, 1024x768, 1024x1024] para definição padrão melhorada 480p, [1280x720, 1280x768, 1280x1024, 1366x768, 1440x900] para alta definição 720p, e [1920x1080] para alta definição melhorada 1080p.
Possuem bom brilho, contraste de menor qualidade que os dispositivos de plasma (embora ainda tenham muito espaço para aperfeiçoamentos), e tempo de apresentação de imagens mais lento, compensado por circuitos específicos para esse fim para adequarem-se as imagens de movimento.
Seu consumo de energia é bem inferior aos dispositivos de plasma e o tamanho bem inferior ao dos gabinetes com CRT's, principalmente na sua profundidade. Atualmente existem dispositivos LCD de 15 a 40 polegadas.
Plasma
Seu uso aplica-se principalmente aos televisores digitais de maior porte, que normalmente já possuem incorporados também os circuitos progressive scan.
Esses dispositivos podem ter as seguintes resoluções: [640x480, 852x480, 1024x720, 1024x768, 1024x1024] para definição padrão melhorada 480p, e [1280x768, 1366x768] para alta definição 720p. Possuem bom brilho, contraste e tempo de apresentação de imagens, embora apresentem burn-in (marcas permanentes na tela) elevado, dependendo do uso.
Seu consumo de energia é superior aos dispositivos de LCD e o tamanho, como no caso dos LCD's, é bem inferior ao dos gabinetes com CRT's. Atualmente existem dispositivos de plasma a partir de 42 polegadas, podendo chegar até 70 polegadas.
Retroprojeção
Sua aplicação inicial deu-se em TV's analógicas de grande porte, e hoje existem também dispositivos de retroprojeção digitais. A técnica consiste em ter um "display" interno de pequeno porte que projeta a imagem na tela frontal do televisor.
Estes televisores normalmente possuem incorporados também os circuitos progressive scan. Podem ser encontrados dispositivos com as seguintes resoluções: [1280x720, 1366x768, 1388x788] para alta definição 720p e [1920x1080] para alta definição melhorada 1080p. Possuem bom brilho, contraste e tempo de apresentação de imagens.
Seu consumo de energia é compatível com os dispositivos de LCD e o tamanho é bem superior ao dos gabinetes com LCD's e Plasma. Atualmente existem dispositivos de retroprojeção partir de 40 polegadas, e sua aplicação principal está voltada para TV's de grande porte.
E como fica a TV Aberta via
Satélite?
A TV aberta via satélite tem
uma configuração parecida com a apresentada
anteriormente, ou seja, para ter acesso ao sinal de TV é necessário
ter um conversor de acesso por satélite. Esse conversor
recebe o sinal do satélite, sintonizando o canal
desejado, e depois converte para o sinal de TV analógica
compatível como os televisores convencionais.
A TV por satélite era usada inicialmente
para as emissoras transmitirem a programação
para as repetidoras ou para as suas afiliadas, sem
contudo ter por objetivo enviar sinal para os telespectadores
propriamente ditos.
Entretanto, alguns fabricantes desenvolveram
sistemas de recepção do sinal de satélite
para vender aos telespectadores que habitavam em regiões
onde o sinal da TV aberta não chegava e, como o
preço desses sistemas caiu muito, atualmente existem
cerca de 15 milhões de usuários desses sistemas.
Hoje as emissoras de TV têm um
problema sério, pois devem começar a transmissão
de TV digital, e o uso do satélite pode não
ser feito da mesma forma, já que em alguns casos
os sinais poderão ser transmitidos por outros tipos
de redes.
Desta forma, não existe nenhuma
decisão ainda sobre o que acontecerá com
as transmissões via satélite. Por enquanto,
será transmitido o sinal no padrão atual,
que é o da TV analógica.
Ao se aproximar o fim da transmissão
de TV analógica, a grande probabilidade é que
o sinal digital seja transmitido e que o conversor usado
nesse tipo de recepção seja alterado para
o novo padrão.
Levando-se em consideração
que o processo atual já faz uso de um conversor
para receber o sinal de TV analógica, para o
caso da recepção de sinal de satélite
de TV digital o sistema usará os equipamentos
apresentados na figura a seguir:

- Antena
Parabólica: deve ser o
mesmo tipo de antena usada para recepção
de TV analógica convencional;
- Conversor
para TV Digital:
assim como no caso da TV digital terrestre, o conversor
de TV digital via satélite fará a
recepção
do sinal de TV digital, a seleção
dos canais e conversão do sinal para uso
em televisores convencionais, compatíveis
com a TV analógica
atual. Os conversores avançados devem ter,
além
da saída RF - canal 3, as saídas
de Vídeo
e Áudio digital para os televisores digitais
mais avançados, usando padrões compatíveis
com a TV digital aberta, ou seja, áudio no formato
Dolby 5.1 e vídeo no formato MPEG 4.
- TV
convencional: deve ser usado para
a apresentação
dos programas do canal selecionado. Poderão
ser usados tanto os televisores convencionais analógicos,
mais comuns e mais baratos, como os televisores
convencionais digitais.
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