Seção: Tutoriais Infraestrutura

 

 
Telecom em Angola: Abordagem geral das infraestruturas telefónica

 

Uma rede telefónica é constituída por aparelhos telefónicos, centrais de comutação, concentradores remotos e os meios físicos de transmissão. As centrais de comutação que são as partes mais importantes da rede podem ser do tipo local ou de trânsito.

 

Uma das principais funções das centrais de comutação local (abreviadamente centrais locais) que são colocadas em pontos estratégicos de uma cidade é concentrar os aparelhos telefónicos. Outras funções são interligar, para chamadas direccionadas para a própria central, os aparelhos telefónicos conectados na central e encaminhar as chamadas para outras centrais convenientes.

 

Figura 2: Elementos de uma rede telefónica local.

 

Os meios de transmissão que interligam centrais locais e que estão em pontilhados na figura acima, nem sempre estão disponíveis. As suas existências dependem muito do tráfego existente entre as duas centrais.

 

Entretanto, existe pelo menos uma rota através da central de comutação de trânsito (abreviadamente central de trânsito) que possibilita uma central comunicar com qualquer outra central. Os meios de transmissão que interligam duas centrais são também chamados de troncos.

 

Portanto, a função principal da central de trânsito é concentrar as centrais locais. Tem a função também, de encaminhar chamadas para outras centrais de trânsito.

 

Em certas localidades, pode haver um conjunto de telefones que estão razoavelmente afastados da central local, e são localidades que têm poucas potencialidades de crescimento futuro. Nestas localidades são utilizados os concentradores remotos (CR).

 

O concentrador remoto ou central remota, em geral, não tem a função de comutação; concentra os aparelhos telefónicos, e utilizando um meio de transmissão de alta velocidade comunica com a central local em que fica conectado e a comutação é feita nessa central. Assim, pode-se dizer que um concentrador é uma parte da central local ligada através de um cordão umbilical.

 

O conjunto formado por central local, aparelhos telefónicos e linhas de assinantes, é denominado de rede local de assinantes.

 

Na rede telefónica móvel, os aparelhos telefónicos não possuem linhas físicas de assinantes. Toda comunicação entre o aparelho e a central telefónica é feita via rádio. A figura abaixo mostra os elementos de uma rede telefónica móvel.

 

Uma região, normalmente uma cidade, é dividida em subáreas (células) com formatos hexagonais e cada uma dessas subáreas hexagonais possui uma antena que capta os sinais de rádio enviados por um aparelho telefónico móvel.

 

Figura 3: Esquema da telefonia móvel

 

Cada antena é conectada a uma central de comutação de telefonia móvel - MTSO (Mobile Telephone Switching Office) através de cabos. A MTSO faz todo o gerenciamento das comunicações, fazendo a comutação entre os assinantes de aparelhos móveis, ou no caso em que é um aparelho fixo, envia ou recebe a chamada para a rede telefónica fixa.

 

Quando o aparelho móvel se movimenta de uma subárea para outra, o sinal que era recebido de uma antena será recebido da antena da subárea onde o aparelho se locomoveu, em um processo denominado "handoff".

 

Existem outros tipos de comunicação como comunicação por satélite. Mas, a comunicação por satélite, pode-se considerar como uma parte do sistema de transmissão. A comunicação por satélite tradicional pode ser considerada como um sistema de rádio microondas com apenas um repetidor. A figura abaixo mostra um esquema de comunicação por satélite. As estações terrenas se comunicam transmitindo sinais ao satélite e o satélite retransmite para as estações.

 

Figura 4: Comunicação por satélite.

 

 

 

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