Seção: Tutoriais Infraestrutura
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Tal como foi apresentado, a estrutura de uma rede de telefone está normalizada, de modo que Angola não foge a regra. A Rede de transmissão cursa tráfego do Operador incumbente e tráfego proveniente de operadores complementares móveis e de Rede Fixa.
As interfaces fazem-se ao nível de Comutadores de Trânsito e Comutadores Locais, respectivamente. Uma Rede Multi-operador, segundo a ITU-T, decompõe-se numa Rede Terminal e numa Rede de Trânsito.
Esta definição poderá ser diferente em Angola pelo que os comutadores provinciais têm funções de comutação local e de trânsito e poderão ver a sua rede fixa ampliada por operadores de Rede Fixa. Eles comunicam-se com o comutador de trânsito principal por via satélite.
Uma Rede de Transmissão é constituída por grupos de rede, formados por conjuntos de equipamentos de determinada funcionalidade, formando cadeias de transmissão. O recurso a um centro de trânsito em Luanda, a CTNI (Central telefónica Nacional e Internacional) sito na principal central do pais, para todas as comunicações nacionais, propaga a todas as comunicações provinciais os tempos de propagação existentes nas comunicações inter-provínciais (exceptuando Luanda). A CTNI também se encarrega de estabelecer a ligação para o exterior e para o móvel.
A interligação das centrais principais de Luanda são feitas por meio da ligação de um duplo anel de fibra óptica, tendo assim uma certa tolerância às falhas. Uma central telefónica funciona com apenas 48-52volt, não mais (aceita-se uma margem de 5%).
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Nível de Luanda podemos encontrar como centrais principais as seguintes:
E as centrais remotas:
As centrais remotas são por nós chamadas de URA e dependem da central principal, visto que, embora a comutação seja feita localmente, a sua tarifação é feita pela principal. Uma URA não pode exceder os 2000 assinantes. A central principal comunica-se com a URA por meio de fibra óptica ou via rádio satélite.
O protocolo utilizado é o ISUP, sinalização E7. Para a nossa central telefónica utiliza-se a linguagem de alto nível CHILL.
Ainda na telefonia fixa, podemos dizer que em Luanda já se faz uso do telefone sem fio. Quando a uma central, temos ligado um repartidor para a distribuição das linhas telefónicas para os assinantes, para os telefones sem fio, devido muita das vezes ao relevo geográfico, a central irá conectar-se a um rádio repartidor que funciona com infravermelhos (FM - Frequency Medium) de transmissão direccionados para o receptor (Tecnologia TransHorizonte).
Exceptuando Luanda, a estrutura da rede de telecomunicações das províncias permanece analógica, e apenas as províncias de Luanda, Cabinda, Benguela, Cunene, Namibe e Huambo é que possuem centrais digitais.
O telefone celular funciona de forma semelhante a um telefone convencional.
Teoricamente cada célula cobre de 1 - 30 km (Potencia do raio). A Movicel utiliza uma BTS que designam como Metro Cell que é dividida em duas partes:
Digital Rack, tendo como principais cartas:
As únicas províncias com central independentes e centrais digitais são Luanda e Cabinda. Benguela, Huambo, Huila, Soyo e Namibe têm centrais remotas, e a comutação das suas ligações não é feita localmente mais sim na central principal em Luanda.
Para as províncias, a telefonia móvel é toda ligada por meio de satélite. Esta deixa então de usar a tecnologia AMPS e passa para a tecnologia CDMA, e o protocolo V52.
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