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Seção: Tutoriais Operação

 

 
Histórico: Anos de 1920 e 1930: Início da Radiodifusão

 

Os anos de 1920 e 1930 foram marcados pelo início da radiodifusão no Brasil. Roquete Pinto, do Rio de Janeiro, é o pioneiro dessa fase. Nessa época, são ministrados os primeiros cursos de Eletrônica, matéria que passou a fascinar os jovens estudantes, atrair os professores de Engenharia Elétrica e a se constituir como uma atividade tecnicamente viável e lucrativa.

 

Os cursos versavam sobre o funcionamento das válvulas eletrônicas, sobre sua associação em circuitos que incluíam resistores, capacitores, indutores, antenas, enfim, todas as técnicas que têm a ver com transmissão e a recepção das ondas de rádio. A matéria, na década de 1930, era oferecida dentro de cursos de Engenharia Elétrica.

 

Ao mesmo tempo, instalou-se uma indústria de equipamentos e componentes de interesse da radiodifusão, principalmente a indústria de receptores de rádio. Os receptores passaram a ser vendidos em grande número e se transformaram rapidamente num eletrodoméstico presente nos lares brasileiros e em objeto de desejo de todas as famílias.

 

Programas musicais, de notícias, novelas e propaganda eram veiculados com sucesso pelo rádio. Além da indústria de montagem dos receptores, inicialmente componentes importados e aos poucos com componentes nacionais, também se estabeleceram linhas de montagem de transmissores projetados, desenvolvidos e construídos no próprio país.

 

A indústria de transmissores era particularmente adequada à produção local, já que era quase artesanal. Eram poucos os transmissores de potência elevada, e quase sempre eram projetados e construídos por encomenda. Alguns componentes sofisticados, como válvulas de potência, chegaram também a ser fabricados ou recondicionados no Brasil.

 

Depois de esgotadas, as válvulas de potência eram abertas, os cátodos reconstituídos, feito novamente o vácuo e, finalmente, seladas. Isso envolvia uma tecnologia não trivial. Outro componente sofisticado também fabricado no Brasil eram os cristais de quartzo, usados até hoje para estabilização da freqüência de transmissão. Os cristais eram orientados, cortados segundo eixos adequados para a função e montados. Um exemplo de fabricante de cristais de quartzo foi a Sociedade Técnica Paulista (STP).

 

 

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