Seção: Tutoriais Banda Larga

 

Frame Relay: Considerações Finais

 

A tecnologia Frame Relay é aplicável em inúmeros casos principalmente para compor as redes WAN (inter-offices) dos usuários finais, através dos recursos das redes multisserviços implantadas pelos prestadores de serviços existentes no mercado.

 

Entretanto, a migração de redes convencionais, baseadas em circuitos dedicados, para redes Frame Relay torna-se um desafio, visto que os requisitos de confiabilidade, desempenho e performance do usuário final devem ser atendidos na nova tecnologia, e os prestadores de serviço buscam maximizar os ganhos obtidos com a implantação dessas redes estatísticas.

 

O usuário final deve fazer um planejamento detalhado para compor a nova rede WAN de forma a continuar atendendo os seus próprios requisitos, e fazer um plano de migração que indique passo a passo as atividades a serem executadas, os recursos necessários e os resultados esperados.

 

A nova rede deve ser planejada levando em consideração:

  • Os requisitos de sua rede atual relativos a banda máxima necessária, latência (delay máximo) aceitável e disponibilidade, e os requisitos adicionais para a nova rede;
  • O impacto da nova tecnologia nos procedimentos de gerenciamento e manutenção da rede, definindo claramente os limites entre o usuário e o prestador de serviços e as ferramentas a serem utilizadas para configuração de serviços e detecção de falhas;
  • O comprometimento do SLA atual com a implantação da nova tecnologia, em termos de latência, disponibilidade da rede, tempo de recuperação, entre outros requisitos;
  • O planejamento da nova rede deve atender a necessidades atuais e futuras de banda para a implantação de novas aplicações, aumento de usuários, etc.

O usuário deve ainda analisar o perfil de suas aplicações para verificar o quanto elas podem se beneficiar do uso da nova tecnologia. Alguns critérios são apresentados a seguir:

  • Número de escritórios a serem interligado: quanto maior, maior a otimização pelo uso do Frame Relay;
  • Velocidade: se a rede atual usa circuitos dedicados de baixa capacidade e está chegando ao limite da banda, a nova rede pode usufruir de velocidades mais altas com custos aceitáveis;
  • Rede atual com equipamentos de vários fornecedores e vários protocolos: a nova rede é compatível com fornecedores e protocolos diversos nativamente;
  • Se a rede atual foi implementada com muitos circuitos dedicados para interligar todos os escritórios, a nova rede pode usar uma única porta em cada escritório com múltiplos circuitos virtuais, reduzindo os seus custos;
  • Tráfego do tipo interativo e rajada: se este é o perfil do tráfego atual, a nova rede tem plena capacidade para transporta-lo com eficiência;
  • Grandes distâncias: se os escritórios têm distâncias geográficas muito grandes, as redes Frame Relay normalmente são cobradas por banda e portas e não por distância, o que pode reduzir o seu custo.

Referências

 

ANSI

American National Standards Institute, órgão americano responsável pelo desenvolvimento de padronização para telecomunicações.

 

ITU

The International Telecommunication Union, órgão europeu responsável pelo desenvolvimento de padronização para telecomunicações.

 

FR Fórum

Frame Relay Fórum, órgão responsável pelo treinamento, promoção e implementação do Frame Relay, de acordo com os padrões e recomendações internacionais.

 

 

 

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