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Para ter acesso ao GPRS é
necessário ter um terminal que suporte este serviço.
A conexão de um terminal a uma rede GPRS é
feita através dos seguintes passos:
- Um terminal GPRS, ao ser energizado,
será reconhecido pela rede de forma semelhante
ao que ocorre com um terminal GSM para Voz. É
então criado um enlace lógico entre
o terminal e o SGSN. O Terminal é dito "attach"
, o que significa que ele está registrado e
autenticado na rede.
- O próximo passo é
conseguir um endereço IP estabelecendo uma
conexão em GPRS, através da ativação
do contexto do Packet Data Protocol. Este endereço
IP é normalmente dinâmico sendo fornecido
pelo operadora móvel ou outro operador dependendo
de como está configurada a rede.
- O Terminal GPRS está então
pronto para enviar e receber pacotes. Ele pode então
assumir os seguintes estados de forma a economizar
energia: Idle (ocioso), Ready (pronto) em que ele
pode enviar e receber pacotes instantaneamente ou
stand-by.
Apresenta-se a seguir as características
principais dos terminais GPRS.
Classes de Terminais
As especificações definem
três classes de terminais:
| Classe A |
Terminais que podem tratar voz e dados
ao mesmo tempo. |
| Classe B |
Terminais que podem tratar voz e dados, mas não
ao mesmo tempo. |
| Classe C |
Terminais que podem tratar apenas dados, como
cartões GPRS PCM/CIA para computadores portáteis. |
Devido ao alto custo dos terminais
Classe A a maior parte dos terminais lançados
comercialmente é de classe B.
Interface R
O terminal GPRS pode ser utilizado
diretamente para acesso de dados ou internet utilizando
o WAP ou pode ser conectado a um outro equipamento,
como por exemplo um microcomputador. Um exemplo de conexão
que pode ser utilizada neste caso é o Bluetooth.
As especificações do
GSM definiram uma interface de referência (R)
entre o terminal móvel e o equipamento terminal,
quando estes estão fisicamente separados. Foram
definidos comandos de atenção (AT), de
acordo com a recomendação ITU V.25ter
( Serial asynchronous dialing and control). A especificação
GSM 07.07 descreve o conjunto de comandos AT para terminais
GSM. Para informações sobre como acessar
os comandos de terminais individuais, consulte os Software
Development Kits (SDKs) que o fabricante dos terminais
disponibiliza em seus web sites.
APN
A conexão entre o operador
e uma rede IP externa é feita através
de um APN (access point name). O operador estabelece
APNs para as várias redes, sendo um tipicamente
definido para a rede pública WAP. O número
de APNs suportado por um terminal varia com o modelo
e fabricante.
Classe de Multislot dos terminais
As especificações do
GSM definem 29 classes para os terminais conforme o
número de slots utilizados na Recepção
ou transmissão. Assim um terminal classe 8 ou
4 + 1 é aquele que pode receber dados em 4 slots
e enviar em 1. A classe varia com o modelo do terminal
sendo os mais comuns os que suportam até as 12
primeiras classes apresentadas na tabela a seguir.
| Classe de Multislot |
Número máximo
de slots |
| Rx |
Tx |
Soma |
| 1 |
1 |
1 |
2 |
| 2 |
2 |
1 |
3 |
| 3 |
2 |
2 |
3 |
| 4 |
3 |
1 |
4 |
| 5 |
2 |
2 |
4 |
| 6 |
3 |
2 |
4 |
| 7 |
3 |
3 |
4 |
| 8 |
4 |
1 |
5 |
| 9 |
3 |
2 |
5 |
| 10 |
4 |
2 |
5 |
| 11 |
4 |
3 |
5 |
| 12 |
4 |
4 |
5 |
Rx: Número máximo de
time slots que o terminal móvel pode receber
em um frame.
Tx: Número máximo de
time slots que o terminal móvel pode transmitir
em um frame.
Soma: O total máximo de slots
utilizados em Rx e Tx. Por exemplo um terminal classe
6 pode utilizar 3+1 ou 2+2.
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