Seção: Tutoriais Banda Larga

 

 
IPv6: O que é

 

IPv6 é a forma abreviada para representar o Internet Protocol version 6, ou seja, a versão 6 do Protocolo IP. O IPv6 é o protocolo de próxima geração desenvolvido pelo Internet Engineering Task Force - IETF para substituir o protocolo IP da atual versão 4 (IPv4).


A maioria dos computadores e redes interligados a Internet de hoje usa o IPv4, que já tem mais de 20 anos de uso. O IPv4 é um protocolo robusto, apesar de sua idade, mas está ultrapassado. O problema mais relevante dessa versão refere-se a crescente falta de endereços IPv4, que são usados por todas as máquinas novas conectadas à Internet.


O IPv6 resolve vários problemas do IPv4, entre eles o número limitado de endereços disponíveis. Apresenta também muitas melhorias com relação ao IPv4 em áreas tais como a auto configuração de roteamento e de rede.

 

A expectativaé que o IPv6 substitua gradualmente IPv4, de tal forma que as duas versões possam coexistir durante o período de transição.

 

Histórico

 

Em 1991 o Internet Architecture Board começou a estudar o problema do crescimento da Internet, e o número de endereços IP que seriam necessários, quando ainda era conhecido como Internet Activities Board. Em parte esse crescimento havia sido previsto, pois já se sabia que haveria mais e mais computadores conectados a Internet. O que era menos óbvio então era que a rede se estenderia além dos computadores no sentido convencional, e que haveria logo a necessidade de atribuir endereços IP a dispositivos tão diversos como telefones celulares, outros dispositivos de uma comunicação e até mesmo a motores de carros. Já existe até um carro no mercado com um modem interno para o diagnósticos, e sem dúvida novas aplicações surgirão.

 

Baseado nesses estudos foi criada uma equipe de engenheiros e cientistas, trabalhando sob a coordenação do Internet Engineering Steering Group, cujo objetivo era definir a nova geração do Protocolo IP. Este grupo coordenou os esforços de um número de outras equipes que estudaram as limitações do tamanho do endereço IP, o aperfeiçoamento do protocolo de transporte (Transport Control Protocol - TCP) e os problemas de compatibilidade com outros protocolos - principalmente o IPX.

 

Após as devidas deliberações, as primeiras propostas foram documentadas de acordo com o procedimento usual para aperfeiçoamento da Internet: um Request For Comments - RFC 1752, intitulado The Recommendation for the IP Next Generation Protocol, foi publicado em 1994. Após um ano de trabalho, as propostas foram finalizadas em Julho de 1995.

 

Em Janeiro de 1996 foram publicadas as propostas detalhadas, compostas por cinco RFC's, que são apresentadas na lista de referências no final deste tutorial. Depois de uma breve pausa, talvez o RFC o mais importante foi publicado em abril de 1996. O RFC 1933 cobriu o mecanismo da Transição, definindo um procedimento sobre como mudar de um sistema para o outro sem que a Internet inteira desmorone.

 

Fatores Chave

 

Há diversos fatores chaves que deveriam ser consideradas ao revisar o projeto do IPv4 para a nova versão. Alguns são muito claros. Por exemplo, a nova versão deve suportar grandes redes globais. Outros são menos óbvios. Deve haver uma maneira clara para fazer a transição da grande base instalada atual de sistemas IPv4. Não importa quão bom seja o novo protocolo se não houver uma maneira prática de realizar a transição dos sistemas operacionais atuais que incluem o IPv4 para a nova versão.

 

Crescimento é um dos fatores chaves básicos que gerou a necessidade para desenvolver uma nova versão para o protocolo IP. Se algum requisito deve ser obtido da experiência com o IPv4, este deve ser a necessidade de ter capacidade de endereçamento e roteamento compatíveis com cenários razoáveis do crescimento futuro. É importante compreender o crescimento ocorrido no passado e buscar entender de onde o crescimento futuro virá.

 

O IPv4 atualmente atende apenas o mercado de computadores, que tem sido o responsável pelo crescimento da Internet, e de tantas outras redes IP que não estão interligadas com a Internet. O crescimento desse mercado tem sido exponencial. dobrando aproximadamente a cada 12 meses.

 

Entretanto, a nova onda de crescimento não terá como causa apenas o mercado de computadores. A tão falada Convergência deve ser a próxima causa de crescimentos da Internet e de outras redes IP. Virtualmente, quaisquer dispositivos de comunicação de Voz, Dados e Imagens de todas as indústrias do mercado estarão interligados a Internet no futuro. Esses dispositivos, de portes variados, necessitarão de um protocolo mais flexível, que tenha capacidade de endereçamento e roteamento aumentada, e que possa ser utilizado nos mais diversos meios de transmissão (cabos elétricos, ópticos e meios eletromagnéticos).

 

Transição é outro fator chave básico. O desafio do IPv6 é que sua transição esteja completa antes que a capacidade de endereçamento e roteamento do IPv4 atinja o seu limite máximo. A transição será muito mais fácil se os endereços IPv4 ainda forem globalmente únicos. As duas exigências da transição mais importantes são: flexibilidade de implantação e a capacidade dos hosts IPv4 se comunicarem com os hosts IPv6.

 

A estratégia da implantação do IPv6 deve ser tão flexível quanto possível. A Internet é demasiadamente grande para qualquer tipo transição controlada seja bem sucedida. A importância da flexibilidade da nova versão e da necessidade de interoperabilidade como o IPv4 foram requisitos básicos extremamente importantes e que foram extensivamente perseguidos .

 

O desafio que o IETF enfrentou no desenvolvimento do IPv6 foi definir um protocolo que atendesse as exigências então existentes e se adequasse também às exigências dos futuros mercados emergentes. Esses mercados surgirão com ou sem o IPv6. Se a nova versão for uma boa opção para esses novos mercados é provável que seja usada em larga escala. Se não for, estes mercados desenvolverão suas próprias soluções.

 

 

 

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