Seção: Tutoriais Operação

 

 
Portabilidade: Alternativas de Soluções Técnicas e Aspectos Comerciais

 

A implementação da portabilidade numérica implica em mudanças significativas nas redes, como por exemplo, na administração dos números, na sinalização dos elementos de rede, no roteamento e processamento das chamadas, na cobrança (“billing”), etc.

 

Soluções Técnicas

 

Existem quatro alternativas de encaminhamento para um número que mudou de operadora:

 

a) All Call Query (ACQ)
A operadora que origina da chamada consulta em todos os casos uma base de dados centralizada (que pode ser própria ou de uma entidade independente) e obtém o roteamento para encaminhamento da chamada.

 

b) Query on Release (QoR)
A operadora que origina a chamada consulta primeiramente a operadora que designou o número pela primeira vez, chamada de doadora. Esta libera a chamada e informa que aquele número não pertence mais àquela central. A operadora de origem consulta então a base de dados e procede como no caso anterior.

 

c) Call Dropback (ou Return to Pivot – RtR)
A operadora que origina a chamada consulta primeiramente a operadora doadora. Esta consulta uma base de dados própria e fornece o novo roteamento. A operadora de origem usa este roteamento para encaminhar a chamada. Não há uma consulta a uma base de dados centralizada.

 

d) Onward Routing (OR)
A operadora que origina a chamada consulta a operadora doadora. Esta consulta sua base de dados própria e obtém o novo roteamento. A operadora que designou o número encaminha, ela própria, a chamada para a nova operadora. Este modelo é chamado de encaminhamento indireto.

 

Apenas o ACQ evita a consulta à operadora que designou o número pela primeira vez. Existem duas alternativas para o ACQ. A primeira consulta a base de dados centralizada em todos os casos. Na segunda, as operadoras mantém uma lista dos blocos de números que foram (ou poderiam ter sido) objeto de mudança e somente consultam a base de dados central, caso o número esteja em alguns dos blocos. Por exemplo, no Brasil, de acordo com a proposta em discussão na Anatel, somente para localidades com população acima de um determinado número de habitantes será obrigatória a portabilidade numérica. Esta seria a lista de blocos.

 

Pelos casos descritos acima, fica claro que um aspecto importante da portabilidade numérica é a decisão, que é mais relativa ao negócio do que à questão técnica, se deverá existir uma base de dados independente – caso das alternativas ACQ e CoR –, ou as bases de dados serão das operadoras que poderão ser as operadoras doadoras ou todas. Os dois modelos são chamados de Modelo Centralizado que exige uma padronização dos protocolos de sinalização e Modelo “Pier-to-Pier” ou Bi-lateral, que implica em acordos as operadoras, sem padronização dos protocolos de sinalização. Existe atualmente no mundo uma clara tendência para o modelo centralizado.

 

Modelos de Pagamento

 

Existem algumas alternativas de pagamento pela facilidade da portabilidade numérica. Quanto ao usuário, o pagamento poderá ser feito:

 

a) Pelo assinante que utilizou a portabilidade:

  • Uma única vez na obtenção da facilidade
  • Valor mensal
  • Em cada chamada


b) Pelo assinante que originou a chamada:

  • Em cada chamada


c) Pelos assinantes do serviço:

  • Valor mensal

 

Na Europa, o valor pago uma única vez pelos usuários varia de zero a 30 Euros, dependendo do país e da operadora.

 

Com relação aos pagamentos entre operadoras ou entre operadoras e a empresa independente no caso do modelo centralizado, existem as seguintes alternativas:

 

Modelo Bi-lateral a empresa que recebe o número paga à empresa cedente um valor a cada transação.
Modelo Centralizado modelo igual ao anterior, modelo de custo fixo mensal (ou anual) ou um misto das duas alternativas.

 

 

 

 

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