| Redes WDM: Características |
As Redes WDM possuem algumas características
importantes que devem ser levadas em consideração
quando da elaboração de seus projetos.
Abaixo são descritas as mais importantes.
Fibra Óptica
Atualmente existem vários
tipos de fibras ópticas, com características
diversas e que foram desenvolvidas conforme as necessidades
de sua aplicação. Para todas elas, as
duas características mais importantes a serem
analisadas são:
As fibras ópticas que vem
sendo utilizadas nas redes WDM são:
- Single
Mode (SM - G.652 ITU-T): é o
tipo de fibra mais comum encontrada no mercado. Possui
algumas limitações quando usada em
sistemas WDM com maior concentração
de comprimentos de ondas, pois possui elevado fator
dispersão cromática. Para compensar
essa limitação torna-se necessário
o uso de segmentos de fibras especiais para correção
da dispersão cromática (DCU). Entretanto,
como essa fibra possui um núcleo com área
maior do que os outros tipos de fibra óptica,
seu uso se adapta bem a sistemas WDM com grande capacidade
de comprimentos de onda.
- Dispersion
Shifted (DS - G.653
ITU-T): é o tipo de fibra cuja dispersão é zero.
Acreditava-se, em seu lançamento, que seria
a fibra ideal para ser usada com sistemas WDM e SDH
de alta capacidade. Porém, com a evolução
desses sistemas e o conseqüente aumento da quantidade
de comprimentos de onda (Lambdas), verificou-se que
esta fibra possui limitações no tocante à dispersão
cromática, o que diminuiu o seu uso.
- Non Zero
Dispersion (NZD - G.655
ITU-T): é tipo de fibra que foi concebida
para corrigir a limitação da fibra
tipo DS, e cuja dispersão para a janela de
1550 nm é muito baixa em relação à fibra
SM (18 ps.nm/km), porém não é zero
(8 ps.nm/km). Para obter esta redução
do fator de dispersão cromática, o
núcleo da fibra foi alterado para ter menor
diâmetro. Sempre se acreditou que estas fibras
seriam ideais para sistemas WDM com grande número
de comprimentos de onda, porém com o passar
do tempo e utilização em sistemas reais,
verificou-se que o fato de ter a área de seu
núcleo reduzida, impede sua utilização
em sistemas de grande quantidade de comprimentos
de onda (Lambdas).
- Low Water
Peak (LWP - G.652D
ITU-T): é tipo de fibra onde os processos
industriais de produção permitem a
diminuição ou eliminação
do efeito "pico d'água", permitindo que a
faixa de 1400 nm seja utilizada para tráfego
de sistemas ópticos. Isso otimiza o uso de
equipamentos CWDM (descritos adiante), que atuam
em toda a faixa, desde 1310nm até 1625nm,
compreendendo as bandas O, E, C e L do espectro de
luz.
Multiplexação Óptica
É a característica
mais importante a ser definida quando do planejamento
de um sistema WDM. De acordo com as necessidades da
aplicação, identifica-se o qual tipo
de sistema WDM a ser implantado definindo-se o espaçamento
entre os canais ópticos, limitando assim a sua
capacidade. Este espaçamento, que pode variar
de 200 GHz a 12,5 GHz, é padronizado pelas normas
G.694.1 (DWDM) e G.694.2 (CWDM) do ITU-T.
Os tipos de sistemas WDM mais comuns
são:
- CWDM (Coarse Wave Division Multiplex):
sistema cuja multiplexação óptica
possui espaçamento de 200 GHz e pode variar
a quantidade de canais de 4 a 16 dependendo da fibra óptica
adotada no projeto. Sua taxa de transmissão
pode variar de E3 (34 Mbit/s) a STM-16 (2,5 Gbit/s).
Possui um melhor desempenho com o uso da fibra óptica
tipo LWP.
- DWDM (Dense Wave Division Multiplex):
sistema cuja multiplexação óptica
possui espaçamento que varia de 100 GHz a
25 GHz, e pode variar a quantidade de canais de 16
a 128. Sua taxa de transmissão pode variar
de STM-1 (155 Mbits/s) a STM-64 (10 Gbits/s). Possui
um melhor desempenho com o uso a fibra óptica
tipo SM.
- UDWDM (Ultra Dense Wave Division
Multiplex): sistema cuja multiplexação óptica
possui espaçamento menor que 25 GHz e possui
uma quantidade de canais superior a 128. Este sistema
atualmente ainda encontra-se em desenvolvimento.
Potência Luminosa
A energia luminosa presente nos
diversos segmentos da rede WDM deve ser criteriosamente
projetada, para garantir tanto a qualidade de serviço
como a vida útil especificada para o sistema.
Desta forma, o cálculo do balanço de
potência representa um fator importante para
o projeto de redes WDM.
Para este cálculo torna-se
importante ressaltar 2 conceitos definidos
para a rede WDM:
- "Span", que representa um trecho
da rota física entre dois equipamentos WDM
adjacentes na rede;
- Enlace Óptico, que representa
uma rota completa da rede WDM.
O balanço de potência é calculado
levando-se em consideração os seguintes
dados de projeto da rede WDM:
- Capacidade de Transmissão
do Enlace Óptico;
- Número de comprimentos
de onda (Lambdas), calculado em função
da capacidade de transmissão;
- Tipo de Fibra Óptica
a ser utilizada, considerando suas características
de atenuação e dispersão cromática;
- Número de "span's" para
cada Enlace Óptico;
- Atenuação de cada "span".
Como normalmente a capacidade de
transmissão do Enlace Óptico, o tipo
de fibra óptica e o número de comprimentos
de onda (Lambdas) são prioritariamente definidos,
cabe ao projetista trabalhar com o número de "span's" e
a atenuação de cada "span" para garantir
que o balanço de potência, ou seja, a
potência óptica disponível no Enlace
permita que os diversos sinais transmitidos possam
ter a qualidade esperada.
Fatores como atenuação
e relação sinal /ruído do sinal óptico
determinam os tipos de equipamentos WDM a serem usados
para amplificar ou regenerar esse sinal.
Como as características
dos equipamentos são completamente dependentes
dos seus fornecedores, não existe uma padronização
de projeto para a rede WDM. Os fatores a serem considerados
são sempre os mesmos, mas o número de "span's" por
enlace pode variar significativamente, dependendo do
sistema adotado.
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