Seção: Tutoriais Rádio e TV
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O estudo de caso proporciona uma visão crítica e detalhada dos problemas encontrados no atual sistema de edição da empresa, para este fim uma pesquisa qualitativa determinará as necessidades do projeto. Após a pesquisa qualitativa, comparam-se as duas soluções propostas para os sistemas de edição não linear, para decidir a solução que melhor se adéqüe à resolução dos problemas do atual sistema de edição.
Pesquisa Qualitativa
Esta etapa do estudo de caso objetiva coletar dados para convertê-los em informações, para isto realiza-se uma pesquisa qualitativa através de uma entrevista formulada por meio de questionário. O público alvo abrange os profissionais que atuam na área de telejornalismo, produção e edição, diretamente com o sistema de edição da empresa. A partir daí, pode-se interpretar e comparar estes dados através de uma análise qualitativa, em que serão construídos gráficos a fim de visualizar as respostas mais freqüentes e observar a solução que atende às condições da empresa. A solução que melhor se aproximar responde o problema.
As matérias editadas são em maioria de cunho jornalístico “hardnews”, na qual existe uma linha editorial especializada em notícias e coberturas intensas de fatos. Deste modo, serão analisadas as opiniões dos funcionários comparando as vantagens e desvantagens entre os métodos de edição encontrados: linear e não-linear. E os fatores preponderantes para a migração de sistemas, visto que o método de edição não linear apresenta elevada superioridade em relação ao linear em várias características técnicas.
Para os sistemas de edição serão analisadas as preferências de cada profissional de edição e o que cada um acha como principais vantagens e desvantagens em relação ao outro método, os fatores preponderantes sobre os métodos de edição estão descritos e enumerados a seguir:
1) Experiência: Em que nível, a experiência determina a escolha do método de edição.
2) Facilidade: Interface amigável entre o usuário e o equipamento permite uma visão melhor de como o método funciona. Está relacionada com a agilidade.
3) Agilidade: Sistema mais fácil de operar e instalar, reduzindo o tempo de edição e instalação. Este fator determina o tempo operacional.
4) Tempo: Fator considerável em edição de matérias rápidas. Este fator pesa bastante.
5) Qualidade: Formatos utilizados que proporcionam matérias mais bem feitas.
6) Software: A utilização de software facilita a edição, em vez de equipamentos de edição (Por exemplo, controle de edição RM-45).
7) Equipamentos: Condições dos equipamentos e instalações beneficiam a edição.
8) Tecnologia: Se o método de edição é considerado tecnologicamente avançado.
9) Efeitos: Quantidade de técnicas de modificação, inserção e reprodução de imagens.
10) Arquivamento: Processo de armazenamento do método.
11) Gravação/reprodução: Importação/Exportação para outros formatos.
12) Recursos: Quantidade de ferramentas e alternativas de edição.
13) Eficiência: Relação entre matérias produzidas e perdidas. Velocidade de processamento do sistema proporcionando qualidade e agilidade.
Também foram feitas perguntas sobre o ambiente de trabalho e o conhecimento acerca de sistemas de edição sem fitas (tapeless) e softwares de edição.
As entrevistas permitem obter uma visão detalhada do atual sistema da empresa, desde a instalação dos equipamentos até o nível técnico dos profissionais. Deste modo, a escolha da solução dos problemas fica mais ágil e eficaz, visto que procura atender as questões envolvidas no processo. O presente questionário encontra-se na seção de anexos.
Resultados
A seguir serão apresentados os resultados do questionário formulado aos funcionários da empresa, em seguida será realizada uma análise qualitativa destas informações. Assim como editores de imagens e videoteipe foram entrevistados alguns técnicos e operadores de efeitos gráficos porque estes profissionais também trabalham diretamente com os sistemas de edição e exibição realizando determinadas tarefas.
A primeira pergunta da entrevista questionava o método de edição de preferência dos funcionários. A pesquisa contou com dez funcionários e demonstrou que, dentre os entrevistados três preferem o sistema linear, enquanto que sete aderem o não linear. A tabela 1 se refere à opinião deles sobre as principais vantagens e desvantagens do sistema assinalado como preferido.
Tabela 1: Principais vantagens e desvantagens dos sistemas de edição
Para analisar o ambiente de trabalho os funcionários responderam a uma pergunta, na qual eles deviam considerar as principais deficiências no atual sistema de edição da empresa. A tabela 2 mostra os resultados mais freqüentes encontrados no questionário.
Tabela 2: Principais deficiências do atual sistema de edição
A fim de conhecer a visão e atualização tecnológica dos funcionários perguntou-se o conhecimento sobre os sistemas sem fitas, denominados Tapeless. O resultado foi interessante a quase totalidade conhece ou já trabalhou neste tipo de sistema. As principais vantagens e desvantagens, que foram consideradas estão mostradas na tabela 3.
Tabela 3: Vantagens e desvantagens do sistema sem fitas
A última pesquisa buscou analisar o conhecimento sobre os softwares de edição não linear. A maioria já trabalha na empresa com o sistema de software Adobe Premiere e o Avid, ambos na plataforma PC, o segundo que por falta de conhecimento e treinamento alguns não o utilizam. O FinalCut, plataforma MAC, também possui uma boa aceitação pelos editores.
As principais vantagens escolhidas para o Adobe Premiere devem-se a interface, a qualidade e eficiência na edição, enquanto que perde na eficiência de captura. O Avid ganha bastante com uma interface acessível, tempo de edição eficiente e repleto de recursos e efeitos. O FinalCut também tem as mesmas características, porém apresenta uma arquitetura fechada, este software aparece em algumas soluções por possuir uma alta confiabilidade, mas apresenta uma baixa manutenibilidade, ou seja, caso ocorra algum defeito a solução é bastante complexa. A figura 10 mostra estes resultados.
Figura 10: Disposição dos funcionários entre os softwares
Análise
Os resultados variaram entre as gerações de editores, através da primeira pergunta, sobre o método de edição preferido ou mais utilizado constatou-se que editores mais antigos operam muito bem sobre o sistema linear e fatores como a experiência, agilidade e tempo pesam para usar a edição linear. Apesar disto, alguns destes funcionários usam e preferem os softwares de edição, porém trabalham nas ilhas lineares porque são atribuídas estas ilhas como seu local de trabalho.
A maioria dos editores e principalmente os recentes de carreira preferem o sistema não-linear. Os softwares de edição proporcionam muitas vantagens em relação aos métodos mais antigos como os seguintes fatores qualidade, tecnologia, efeitos, recursos e eficiência. A principal desvantagem consiste no tempo de captura, atrasa o processo de edição como um todo, em comparação ganha enormemente em outros fatores técnicos quando o profissional apresenta experiência com o sistema e o software de edição.
A partir das entrevistas obtiveram-se as seguintes informações: cada editor gasta para terminar uma matéria no máximo trinta minutos, nas matérias de “hardnews”, enquanto que uma pós-produção não entra na análise, visto que é um trabalho bem mais elaborado e requer certo tempo de término, às vezes dias, semanas ou meses. Esta informação demonstrou que mesmo com a perda de tempo na captura do sistema não linear em relação ao linear, os softwares de edição ganham na questão do fator tempo em conjunto com outros aspectos como: a eficiência do sistema (Hardware e Software), recursos (ferramentas do software) e agilidade do editor. A partir da entrevista verificou-se que a totalidade dos entrevistados considera como elevada e de suma importância um sistema de edição totalmente digital para a empresa, desde a captação, passando pela edição, exibição até o arquivamento.
As deficiências do atual sistema de edição podem ser vistas através da questão levantada, em que os entrevistados marcaram as alternativas referentes aos problemas encontrados no ambiente de trabalho. Os seguintes fatores aparecem com maior freqüência nas respostas: equipamentos, fluxo operacional e CEDOC.
Os equipamentos sofrem bastante principalmente no sistema linear porque o contato do editor com eles é praticamente ininterrupto, que acarreta mau funcionamento e deterioração em controles de edição, cassetes de videoteipes, etc. O fluxo operacional está bastante saturado, visto que não existe uma segmentação da edição, ou seja, por exemplo, alguns editores editam toda a matéria, neste processo ocorre uma perda de desempenho do todo através de gasto de tempo. Esta deficiência no fluxo operacional está diretamente ligada à quantidade de funcionários, pois quanto maior a quantidade de funcionários maior a qualidade e divisão do trabalho, que favorece a produção de matérias em tempo menor. Porém, como pôde ser observado nas soluções este problema praticamente será solucionado, visto que o fluxo de trabalho aparece como a principal preocupação.
A central de documentação e arquivamento apresentou-se desorganizada e propicia a deterioração, visto que o armazenamento consiste na utilização de fitas magnéticas em formatos Betacam e Dvcam.
A infra-estrutura e instalações das ilhas de edição foram comentadas, elas apresentam problemas ergonômicos quanto ao mobiliário (posição e postura no posto de trabalho), às condições ambientais (iluminação, umidade, acústica) e à organização do trabalho (normas de produção, ritmo de trabalho, conteúdo de tarefas, exigência de tempo). A ergonomia estabelece parâmetros que permitem a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. A falta dessas características traz ao trabalhador sérios problemas de saúde como, por exemplo, dores lombares.
Houve uma pergunta bastante interessante no questionário e que demonstrou uma visão bastante positiva para a solução com a introdução dos sistemas sem fitas (tapeless). A maioria dos profissionais já ouviu falar ou trabalhou neste tipo de sistema, de maneira que facilita a adaptação da empresa ao novo sistema, porém dizem que treinamentos e testes piloto são importantes para adaptação. Observou-se que o jornalismo ainda utiliza esse tipo de edição por que é mais rápido. Porém, o novo sistema diversifica o modo de captação, de modo a contornar este problema com tempo de captura, por exemplo, o formato XDCAM da Sony, que se utiliza de câmeras com captação em cartões de memória. O material já fica disponível em arquivos já digitalizados e prontos para serem importados pelo software de edição não linear, diminuindo drasticamente o tempo de captura e diretamente o tempo de edição solucionando também problemas de recaptura de projetos. Portanto observa-se uma deficiência na agilidade do atual sistema, visto que existem as “ilhas de edição”, ou seja, uma integração entre estas estações possibilita um melhor compartilhamento de recursos, aumentando a eficiência e o tempo operacional fato que as soluções se preocupam bastante.
Os softwares de edição utilizados na empresa para edição não linear são o Adobe Premiere e o Avid, deste modo não há necessidade de mudança de sistema para FinalCut. Os softwares empregados na empresa apresentam boa aceitação inclusive pela equipe de manutenção, porém o principal entrave para as soluções com os aplicativos da arquitetura MAC consiste na dificuldade de manutenção por ser uma arquitetura bastante fechada, apesar de possuir alta confiabilidade e disponibilidade. Então, a solução deve contemplar a categoria da plataforma PC, a fim de obter um bom desempenho aliando um alto nível de disponibilidade e de qualidade de serviço, com eficácia e eficiência, a um custo otimizado.
Administração da Manutenção
As soluções da empresa Floripa Tecnologia e fabricante Sony apresentam uma boa relação custo benefício, a principal preocupação num projeto de engenharia, além de já serem fornecedores de equipamentos há vários anos para a empresa e ainda contemplarem alguns pré-requisitos que se adaptam ao fluxo organizacional do atual sistema. Outro fator bastante relevante numa escolha de projeto, consiste no grau de crescimento e mudança de equipamentos conforme a necessidade.
Este tópico visa rever alguns conceitos essenciais da manutenção, pois possibilitará comparar as soluções analisando as vantagens e desvantagens de cada sistema e entre o que as soluções oferecem com as principais necessidades da empresa, a partir daí, a melhor resolução será proposta para os problemas.
Confiabilidade
É definida como a probabilidade de um equipamento ou sistema, em perfeito estado de funcionamento no instante inicial de observação to, não falhar dentro de um intervalo de tempo ∆t. Entende-se por falha uma degradação que ocasiona uma paralisação no funcionamento do equipamento/sistema [10].
A partir do fluxo de trabalho mais segmentado pode-se visualizar uma arquitetura mais confiável, principalmente porque todos os sistemas procuram proporcionar um maior grau de confiabilidade. Como exemplo de confiabilidade pode-se citar o sistema de armazenamento e compartilhamento, com redundância para que não haja uma parada do processo. Além de equipamentos com tecnologias que oferecem robustez, segurança e a agilidade necessária para fornecimento de um alto grau de confiabilidade.
Mantenabilidade
É definida como a probabilidade de que um equipamento ou sistema, que se encontra em falha no instante inicial de observação to, ser reposto em perfeito estado de funcionamento dentro de um intervalo de tempo ∆t. Observa-se então que a mantenabilidade corresponde ao atendimento das manutenções corretivas ou aleatórias, estando associada à duração das falhas, sendo para o cliente/consumidor os gastos com apoio logístico, tecnológico, entre outros, e principalmente recursos humanos responsáveis pela execução desta atividade. Corresponde, portanto, ao trabalho envolvido para garantir a disponibilidade especificada do sistema, ou seja, a capacidade de atender à demanda de falhas [10].
Este conceito está intimamente relacionado à confiabilidade e a disponibilidade. Nestes sistemas os equipamentos devem possuir uma arquitetura aberta e de simples manutenção e reposição de peças, a fim de facilitar o trabalho técnico corretivo e diminuir a freqüência de falhas. Por exemplo, o conhecimento da equipe técnica sobre informática será bastante exigido, visto que o sistema consiste numa rede de dados que deve ser bem eficiente e com um sistema isolado da rede de dados da empresa e internet para evitar contaminação por agentes externos.
Disponibilidade
Um sistema de alta disponibilidade é um sistema resistente à falhas de software e hardware, cujo objetivo é manter os serviços disponibilizados o máximo de tempo possível. A disponibilidade é definida como a probabilidade de um equipamento ou sistema estar em condições de operar, dentro dos limites para o qual foi especificado, no instante em que for solicitado [10]. Por exemplo, a redundância de equipamentos e cabos que trafegam áudio e vídeo em alta velocidade, via rede Gigabit Ethernet ou fibra ótica. Esta última apesar dos parâmetros tecnológicos serem mais vantajosos que o par trançado, está descartada na empresa por causa do alto custo de instalação e manutenção.
Escalabilidade
Em telecomunicações e na engenharia de software, escalabilidade é uma característica desejável em todo o sistema, em uma rede ou em um processo, que indica sua habilidade de manipular uma porção crescente de trabalho de forma uniforme, ou estar preparado para crescer [10].
Este conceito pode se referir à capacidade de um sistema em suportar um aumento de carga total quando os recursos (normalmente do hardware) são requeridos. Um significado análogo está relacionado quando a palavra é usada em termos comerciais, onde a escalabilidade de uma empresa implica um modelo de negócio que oferece potencial de crescimento econômico dentro da empresa. Esta característica do sistema também se relaciona com o grau de aceitação de equipamentos de diferentes fabricantes permitindo uma arquitetura aberta [10].
Qualidade de Serviço
É definida como a conformidade entre o grau de funcionamento e a capacidade do equipamento e/ou sistema, associada à degradação, quando o equipamento encontra-se em operação e não é produzida uma mudança nas características de funcionamento além do limite desejável para o qual o equipamento/sistema foi especificado e projetado. Para exemplificar citam-se dois exemplos em telecomunicações [10]:
I) Qualidade de serviço funcional: Está associada à qualidade intrínseca para o qual o equipamento/sistema foi projetado. Em telecomunicações, chamada de qualidade de transmissão, está associada à inteligibilidade, onde através de uma conversação telefônica se identifica perfeitamente com quem e o que se está falando, além da garantia de uma comunicação sem ruídos, interferências ou distorções. No caso de comunicações digitais consiste em garantir uma taxa de erro mínima especificada para o canal. É definida então como o critério de aceitabilidade (Conformidade) da qualidade intrínseca [10].
II) Qualidade de serviço de capacidade: Está associada à capacidade máxima para o qual o equipamento/sistema foi projetado. Em telecomunicações, chamada de qualidade de tráfego, está associada com o estabelecimento de uma conexão entre dois pontos de comunicação. Está diretamente correlacionada com a receita [10].
Em sistemas integrados de edição não linear, existe tanto a preocupação com a qualidade de serviço funcional e de capacidade. A rede de dados exemplifica o cabo par trançado permite uma boa relação na questão da qualidade de serviço funcional x capacidade, desde que instalado corretamente longe de campos eletromagnéticos e não superior a 90m.
Eficácia x Eficiência
A eficácia é definida como a obtenção dos resultados, é fazer aquilo que deve ser feito, alcançando-se assim os objetivos desejados. É medida pela relação: resultados obtidos/resultados desejados [10].
A eficiência busca fazer da melhor maneira possível, é fazer certas as coisas, significa fazer bem feito. É fazer com a maior relação resultados/insumos [10].
Custo x Desempenho
O custo é função de pessoal, energia, reserva técnica, equipamentos de suporte e ferramental, apoio logístico e estrutura de gerenciamento e planejamento, bem como do investimento inicial do sistema, correspondendo assim ao LCC (do inglês, Life Cycle Cost), ou seja, o custo do ciclo de vida útil do equipamento/sistema. O desempenho significa obter um alto nível de disponibilidade e de qualidade de serviço, com eficácia e eficiência, a um custo otimizado [10].
Fluxo Operacional
O fluxo operacional do sistema abrange as etapas de ingestão, edição, exibição, até o arquivamento do material.
Com a ingestão existe a preocupação em alcançar uma boa aceitação de formatos e mídias para captação e armazenamento, desde que haja um padrão adotado, a fim de evitar desorganização e multi-formatos circulando pela empresa. Além disso, deve apresentar uma central que suporte fitas magnéticas, HD’s removíveis e cartões de memória, estes últimos favorecem a caso haja a implantação de camcorders tapeless, por exemplo, as camcorders XDCAM.
Juntando-se a isto novas profissões aparecem e estas pessoas deverão ser treinadas, para desempenhar as funções, como, por exemplo, o gerenciador de mídia e o digitalizador, ambos apresentam conhecimentos de vídeo digital, informática e arquivamento. Apesar de surgirem novas preocupações com o fluxo de trabalho, outras desaparecem, a fim de proporcionar um sistema mais ágil, seguro e confiável.
Qualquer mudança de fluxo causa um forte impacto na operação e deve ser pensada considerando estes recursos. Apesar disto, para o editor e o produtor os ganhos são imediatos. O fato de o editor já contar com o material digitalizado para o início da edição traz um ganho de tempo muito grande. O produtor pode consultar o material em baixa resolução sem depender de VT ou da própria ilha e pesquisar o conteúdo considerando metadados anexados aos arquivos. No caso de baixa de alguma ilha qualquer outra pode assumir a edição, quase que imediatamente, no caso do armazenamento local isto implicaria no realocamento dos discos para outro computador, implicando em perda de tempo e aumento de riscos de perda das matérias. Uma perda deste tipo pode ser drástica, pois o material foi captado sem fitas, portanto a única cópia pode ser a que está no HD. Por isso é muito importante uma política de Backup clara e eficiente.
Solução do Problema
Este tópico descreve as respostas às perguntas mencionadas como questões a serem respondidas e o principal objetivo deste trabalho que consiste na implantação de um fluxo de trabalho digital dentro da emissora de televisão.
Primeiramente, elaborou-se uma planta do local onde os equipamentos serão instalados, a fim de dispô-los adequadamente pela área da redação do jornalismo. A figura 11 mostra o projeto da reestruturação física da redação do jornalismo, onde as ilhas de edição não linear serão instaladas e que deverão atender aos parâmetros ergonômicos como o mobiliário, condições ambientais e organização do trabalho.
Atualmente, o sistema de edição na empresa apresenta certas dificuldades no que se refere ao modo de armazenamento destacando-se principalmente as fitas magnéticas, estas estão sujeitas às perdas de qualidade ao longo do tempo, problema que surge quando submetidas à alta umidade relativa do ar e deformações mecânicas do material magnético caso ocorra algum imprevisto no mau funcionamento dos equipamentos.
Como foi visto, o novo sistema eliminará o tráfego de fitas magnéticas do fluxo operacional, cujo uso poderá seguir na etapa de ingestão, deste modo a captação também suportará formatos sem fitas, como os cartões de memória, possibilitando a escalabilidade de futuras tecnologias em consonância com outras características. O projeto visa também organizar o ambiente de trabalho jornalístico e de produção, pois melhorará a instalação das ilhas de edição.
A solução da Sony apresenta os principais fatores preponderantes para a escolha, porque a empresa já conta com a quase totalidade da infra-estrutura dos equipamentos (videoteipes, camcorders, controles, mesas comutadoras, etc.). Usa o formato DVCAM com escalabilidade para outros e tráfego numa rede de baixo custo através de cabos par trançado e switches gigabit ethernet. Existe o completo gerenciamento e controle operacional do sistema via software, por exemplo, o arquivamento robotizado e informatizado que ajuda bastante a organização do CEDOC, a catalogação e busca de projetos, além da manutenção remota. O servidor DVserver em redundância possibilita a robustez e maior fluidez no processo, ou seja, este projeto favorece bastante e resolve todos os problemas encontrados no estudo de caso, apesar de surgirem outros, mas que não atrapalham a estrutura, o andamento do fluxo operacional e a engenharia de manutenção.
O sistema conta com cinco ilhas de edição não linear. Ainda mais, se encontram duas ilhas de pós-produção também integradas pela rede de dados. Em outra sala, serão dispostos os demais equipamentos como os servidores de automação, armazenamento e o de banco de dados das notas do teleprompter, conversores de mídia e formatos, switches, equipamentos de ingestão, cópias e geração e dois racks com equipamentos de monitoração.
Portanto, a solução da Sony é escolhida, porque apresenta uma arquitetura aberta que possibilita utilizar equipamentos de outros fabricantes como alternativas de sistemas híbridos. Sendo assim, o sistema será atualizado, na linguagem de informática realiza-se um upgrade, com uma nova infra-estrutura de hardware e software para televisão.
A tabela 4 mostra a legenda da figura 11, para designar o que se encontra em cada trecho destacado:
Tabela 4: Legenda da Planta de Reestruturação
Figura 11: Planta da reestruturação da área de redação do jornalismo
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