Seção: Tutoriais Telefonia Fixa

 

 
Sistemas de Sinalização: Evolução

 

Os Sistemas de Sinalização tem evoluído em conseqüência da própria evolução dos Sistemas de Comutação. Grosso modo, a cada geração de equipamentos de comutação tem correspondido uma técnica de sinalização.

 

Sinalização por Canal Associado

 

Nos Sistemas Manuais, a técnica de sinalização de decádica ainda era incipiente, e poucos eram os sinais, bastando ao assinante chamador sinalizar (ou ocupar o circuito). Posteriormente, com os Sistemas Automáticos de Comando Direto, utilizou-se a mesma técnica, mas ampliando-se o repertório de sinais para incluir os números discados.

 

Quando o circuito está em repouso, uma resistência elevada impede a circulação de corrente no circuito (ou mantém uma corrente muito baixa) e a ocupação se faz pela inserção manual de uma resistência baixa, permitindo a circulação de uma corrente sensivelmente maior.

 

Figura 2: Sinalização em Corrente Contínua.

 

A sinalização em corrente contínua sofre limitações, não só quanto ao repertório de sinais, mas também quanto à aplicação interurbana.

 

Os circuitos interurbanos (devido às longas distancias em jogo) utilizavam rádio (tipicamente UHF ou microondas) com canalização independente em cada direção, o que fez a tecnologia da época pensar na sinalização como pulsos de freqüência ou de combinação de freqüências.

 

A própria tecnologia dos seletores (lógica a relés) empregados nos primeiros Sistemas de Comando Indireto forneceu o material para sua realização, os osciladores indutivos e circuitos de ressonância.

 

Os Sistemas de Comando Indireto passaram então a utilizar Enviadores e Receptores que geravam ou decodificavam as freqüências recebidas. Muitas gerações de Sistemas de Sinalização utilizavam esta técnica, diferindo quanto às características elétricas, procedimentos ou repertório de sinais.

 

O ITU-T (CCITT, na época) padronizou os Sistemas Regionais R1 e R2 e os Sistemas Internacionais Nº3, Nº4 e Nº5.

 

Figura 3: Sinalização Multifrequencial.

 

 

Sinalização por Canal Comum

 

Com a introdução de Sistemas de Comutação controlados por processadores, os Stored Program Controlled ou Centrais de Programa Armazenado, como se denominaram, pensou-se o óbvio, por que não interligar diretamente os processadores destas centrais por uma linha de dados? Esta solução foi denominada Sinalização por Canal Comum

 

Figura 4: Sinalização por Canal Comum

 

 

 

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