Seção: Tutoriais Telefonia Fixa
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O conceito de sinalização por canal comum passou por considerável extensão a partir do final da década de 1970, com a introdução de centrais plenamente digitais e a proliferação de meios de transmissão digital no panorama de telecomunicações.
Efetivamente, estas modificações realçaram ainda mais a inadequabilidade das técnicas de sinalização convencionais para a rede digital emergente de telecomunicações.
A sinalização por canal comum utiliza uma tecnologia de comunicação de dados. Seu maior custo de introdução em centrais controladas por programa armazenado refere-se à sua adaptação para transmissão através da rede telefônica.
Desta forma, na medida em que a sinalização por canal comum encontra um ambiente digital, isto é, centrais completamente digitais interligadas por meios de transmissão digital, dispensando a utilização de modems e equipamentos de interface, sua introdução passa a ser amplamente favorecida em custo e confiabilidade.
Em contraposição, a utilização de sinalização multifrequencial é desfavorecida não só pela limitação de serviços que impõe, mas também pelo custo elevado dos equipamentos de sinalização (enviadores e receptores multifrequenciais) realizando tarefas redundantes em relação ao serviço de transferência da informação (dupla conversão da forma binária para multifrequencial).
Observe-se que, para a tecnologia de centrais cross-bar, a sinalização multifrequencial é mais adequada a propria formação dos códigos multifrequenciais do tipo 2/5 ou 2/6 é decorrente da lógica interna de tradução a relés destes equipamentos, o que evidentemente, leva a uma estrutura de custos do equipamento de sinalização mais otimizada).
Além disto, nas centrais digitais, o processamento de chamadas é penalizado em cada uma destas centrais, com tarefas adicionais (em relação a sinalização por canal comum) de alocação de enviadores/receptores de frequência, comutação destes equpamentos com juntores de saída/entrada e finalmente desfazendo a alocação e comutação realizadas para permitir a sinalização.
Em consequência, com a sinalização por canal comum em um ambiente digital, os parâmetros de desempenho da sinalização, como o retardo pós-discagem sentido pelos usuários até a recepção de uma resposta bem ou mal sucedida, apresentam uma sensível melhora (da ordem de 3 a 10vezes).
Estes foram os aspectos decisivos, para a Europa, inicialmente, e mais tarde para o Japão, Austrália e Canadá, e, finalmente em 1979 para os EUA, na adoção e especificação de um segundo sistema de sinalização por canal comum, baseado no suporte de transmissão fornecido por canais digitais a 64kbit/s.
Este suporte, por sua vez, está disponível de forma otimizada no intervalo de tempo de canal 16 (Time Slot 16 ou TS 16 ) de um enlace PCM a 2048 kbit/s adotado principalmente na Europa. A nível internacional este sistema de sinalização passou a denominar-se Sistema de Sinalização Nº7 do CCITT (CCITT- SS Nº7 ou SS Nº7, simplesmente). Um Sistema de Sinalização Evolucionário
Outros fatores tiveram influência na especificação deste segundo sistema de sinalização por canal comum. Alguns destes, como a disponibilidade do Modelo de Referência para a Interconexão de Sistemas Abertos (ou O pen S ystems I nterconnection Model, ou Modelo OSI) da International Standardization Organization (ISO) e técnicas correlatas de especificação de protocolos, tiveram, influência sobre a grande maioria dos protocolos desenvolvidos para a comunicação de sistemas informáticos.
O SS Nº7, como os demais, foi influenciado, ao longo de seus estudos, em seus aspectos mais críticos pelo Modelo OSI, e movimentou um significativo esforço industrial, por sua parte.
O SS Nº7 foi especificado, desde o início, de acordo com uma arquitetura aberta e seus blocos funcionais foram projetados a medida que o Modelo OSI se desenvolvia e fornecia as ferramentas adequadas.
Este, sem dúvida, foi um dos fatores que influíram na opção generalizada do SS Nº7 pela comunidade internacional, em detrimento do SS Nº6 que apresentaria uma dificuldade maior, senão impossibilidade de adaptação aos novos serviços.
A utilização do Modelo OSI garantiu a modularidade e flexibilidade necessária para que o SS Nº7 acompanhasse a evolução dos serviços de telecomunicações para a Rede Digital Integrada (RDI), para a Rede Digital de Serviços Integrados (RDSI), para a Rede Inteligente (RI) e para a Rede Pública Terrestre de Comunicações Móveis.
Mesmo as novas gerações de equipamentos com tecnologia de comutação de pacotes em altas taxas e tecnologia IP (Internet Protocol) e Controle de Chamadas Independente do Serviço de Suporte estão sendo desenhadas com base na estrutura do SS Nº7.
Em conclusão, todo este desenvolvimento tem capacitado o SS Nº7 com um potencial de aplicações jamais pensado para qualquer outro sistema de sinalização de rede.
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