Seção: Tutoriais Operação
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Internet banda larga
Considerada uma importante ferramenta de acesso à informação, a internet difere de qualquer outra mídia de comunicação. Sua característica dinâmica e interativa trouxe maior flexibilidade para o usuário ultrapassando os limites dos principais meios de informação.
A evolução dos aplicativos e protocolos para internet moldou as redes convencionais em redes multisserviços, ou seja, através da própria internet é possível realizar/oferecer os serviços de telecomunicações que boa parcela da população necessita.
O surgimento de inúmeros serviços através da internet condicionou para que as redes evoluíssem a fim de suprir a crescente demanda de transmissão de dados e a maiores velocidades de acesso. Certos serviços disponíveis como e-mail, textos online etc., não exigem grandes velocidades, porém outros serviços como streaming e downloads de filmes e músicas necessitam de uma banda que garanta rapidez.
Um dos primeiros serviços de internet comercial no Brasil foi através do acesso discado (ou de banda estreita) oferecido pelas estatais juntamente com provedores de internet (princípio da participação de empresas privada). O serviço que ainda é ofertado (ver tabela 2) funciona através da linha telefônica do usuário com a velocidade limitada a 56 kbit/s.
Apesar da superioridade de adesões aos serviços banda larga (ver tabela 2), o número de usuários do serviço de internet discada possui considerável participação no mercado, e até adicionando novos usuários. Isto se deve a um fator importante: centenas de cidades ainda possuem somente o acesso discado como o principal meio de acesso a internet.
Tabela 2: Percentual de acesso por faixa de velocidade
Fonte: Adaptado TELEBRASIL (2009)
Conforme a figura 6, as velocidades que mais cresceram em ponto percentuais foram 512 a 2 Mbit/s e 2 a 34 Mbit/s, reflexo de usuários que migraram da velocidade 64 a 512 kbit/s e queda no preço de acesso (TELETIME, 2009). As velocidades acima de 34 Mpbs também seguem tendência positiva, mas sua disponibilidade para usuários finais ainda é baixa.
Figura 6: Acessos fixos em serviço por velocidade de transmissão Fonte: Adaptado Teleco (2009)
Apesar do forte crescimento do setor, a participação de mercado das empresas na oferta do serviço segue caminhos diferentes (ver figura 7). Atualmente o grande diferencial das empresas que prestam serviço de internet é a oferta de maiores velocidades de acesso aliadas a um preço competitivo. As limitações tecnológicas podem ser um problema para garantir uma boa participação de mercado.
Empresas que assumiram este diferencial são as maiores em adição líquida de usuários. A Net, sendo pioneira na oferta de serviços acima de 2 Mbit/s a partir de 2005, e posteriormente a GVT.
Figura 7: Participação no mercado de banda larga das principais empresas do país Nota: “Outras”, refere-se aos pequenos provedores de internet. Fonte: Adaptado Teleco (2009)
No geral, outro fator que condicionou o aumento dos usuários de internet como um todo foi a queda no preço dos computadores de mesa (desktop) e portáteis (notebooks). A isenção de impostos (Medida Provisória 252), entrada de novas empresas, valorização do real, estão entre os motivos que fomentaram a queda dos preços e alavancaram as vendas nos últimos anos (ver figura 8).
Figura 8: Venda de computadores de mesa e portáteis no Brasil Fonte: TELEBRASIL (2009)
Serviços Móveis
O serviço móvel teve início ainda nas empresas estatais com a proposta de complementar o serviço de telefonia, mas na verdade acabou superando a própria telefonia fixa se compararmos os números dos dois serviços. Parte desta força está relacionada com algumas singularidades do modelo, como a mobilidade e o serviço pré pago (figura 9). Ambos são um diferencial importante para o sucesso do produto, mobilidade garante maior eficiência para o produto, pois funciona geralmente em diferentes localidades, e o serviço pré pago, basicamente substitui um compromisso mensal do usuários com as operadoras (algumas operadoras passaram a exigir um credito mínimo para manter o serviço, e há uma discussão nas esferas jurídicas quanto à legalidade desta exigência).
Figura 9: Porcentagem de assinantes de serviço pré pago (SMP) Fonte: TELEBRASIL (2008)
As empresas do modelo estão introduzindo novos serviços, como por exemplo, a de comunicação de dados para rentabilizar sua base. Primeiramente o serviço esteve restrito a pequenas aplicações como de cartões de crédito e débito, e serviços corporativos (inicialmente a tecnologia não suportava grande tráfego de dados). As maiores empresas SMP em número de assinantes são: Vivo com aproximadamente 29%, Claro com 25%, Tim 23% e Oi/BrT com 20% (TELECO, 2009).
Com o amadurecimento tecnológico, as redes passaram a utilizar a comunicação em alta velocidade, e com o leilão (AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES, 2007) das faixas de freqüência realizado pela ANATEL em dezembro de 2007 adquiriram o direito de prestar o serviço 3G, que possibilita o acesso a internet através do celular ou por um computador. Analisando os dados da tabela 4, o crescimento maior acontece através do acesso por computadores.
Em algumas cidades o serviço 3G é oferecido pela Vivo e Telemig (atualmente controlada pela Vivo) desde 2004 e 2007 respectivamente, devido disponibilidade técnica de sua infra estrutura. O leilão serviu para disponibilizar o serviço nas demais regiões brasileiras com participação de novos entrantes.
Tabela 3: Número de acessos à banda larga móvel (milhões)
Fonte: Adaptado Teleco (2009)
O serviço segue a mesma tendência da banda larga no geral, mas com adesões muito superiores à banda larga fixa (ver figura 10), com aumento de 100% na base em apenas seis meses.
Figura 10: Relação do crescimento de usuários de banda larga móvel e fixa. Fonte: Adaptado Teleco (2009)
Esta superioridade está relacionada à possibilidade de mobilidade, a disponibilidade do serviço em locais onde não há rede fixa (seja pequenas cidades ou periferias de centros urbanos) e preços competitivos a banda larga fixa.
Produtos Combinados
A oferta de produtos combinados pelas empresas de telecomunicações segue modelos diferentes, sendo alguns pouco conhecidos como a internet e a telefonia via satélite, com altíssimo custo e mais usado em localidades remotas ou sem outra opção, e outros mais populares, por exemplo, os serviços oferecidos pelas empresas de TV a cabo e telefonia. No Brasil, o serviço triple play (internet, TV e telefone fixo) é oferecido em três modelos básicos de negócio: a oferta do serviço sob uma mesma plataforma tecnológica com uma empresa parceira; uma oferta em plataformas diferentes por uma mesma empresa; e a oferta com plataformas diferentes por empresas distintas através de parcerias.
No primeiro modelo, na mesma plataforma a empresa disponibiliza os sinais para o usuário final e através de uma parceria garante a interconexão com a rede pública de telefonia, sendo mais usual nas redes de TV a cabo e MMDS (Net Serviços/Embratel e TVA/Telefônica são exemplos). O segundo tem sido aplicado com sucesso pelas empresas de telefonia fixa, através da rede fixa oferecem os serviços de telefonia e internet, e com DTH entregam os serviços de pay TV (Telefônica oferece este modelo). E no terceiro modelo, uma empresa entrega o serviço de DTH e outra a telefonia e internet (a parceria Sky e Transit Telecom é um exemplo).
Um dos setores com mais destaque na convergência tecnológica no Brasil é de TV a cabo, em especial a empresa Net Serviços (ver figura 11), que oferece produtos conforme a primeira modalidade. Esse modelo é alcançado com a atualização das redes, que hoje já suportam outros serviços como programas em alta definição (HDTV), vídeo sob demanda (VOD), etc. O vídeo sob demanda é oferecido em forma de download de determinado programa de vídeo para o computador ou equipamento específico oferecido pela operadora conectado a TV.
A grande maioria das empresas de TV a cabo seguem o padrão tecnológico estabelecido pelo consórcio CableLabs dedicado ao desenvolvimento de novas tecnologias de telecomunicações para as redes de TV a cabo, dentre eles o DOCSIS que padroniza a transmissão de dados em alta velocidade.
Figura 11: Relação do crescimento dos serviços TV por assinatura, telefone e internet. Fonte: Adaptado Teleco (2009)
A base de assinantes segue com adesões positivas. Cada serviço possui sua peculiaridade e conseqüentemente responde por necessidades individuais, portanto, nem todos os indivíduos desejam os três serviços. Neste caso os serviços de internet e telefonia possuem mais adições líquidas (ver tabela 5) e se aproximam do total de assinantes de TV. Analisando o período de 2006 ao primeiro trimestre de 2009 , pay TV aumentou em pouco mais de 56%, internet em torno de 184% e telefonia mais de 1000%. No decorrer desse período ocorreu a aquisição das empresas Vivax e BigTv, juntas incrementaram na base da operadora aproximadamente 430 mil assinantes pay TV e 190 mil banda larga (TELECO, 2009)
Tabela 4: Número de assinantes por serviço na Net Serviços (em milhares)
Fonte: Adaptado Teleco (2009)
A oferta convergente conforme mencionado já é oferecida em outros países. No Brasil há limitações regulatórias para oferta de serviços de TV por assinatura, as empresas de telefonia fixa só podem oferecer serviço de TV por assinatura via cabo em localidades onde não há interesse por parte daquelas empresas denominadas TV via cabo definida pela Lei do Cabo (NEOTV, 2009). Atualmente as empresas que desejam oferecer serviços de TV por assinatura via cabo aguardam a possível alteração na legislação que está sendo debatida atualmente.
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