|
Telefonia é a área
do conhecimento que trata da transmissão de voz
e outros sons através de uma rede de telecomunicações.
Ela surgiu da necessidade das pessoas que estão
a distância se comunicarem. (Dic. Aurélio:
tele = longe, a distância; fonia = som ou timbre
da voz).
Os sistemas telefônicos rapidamente
se difundiram pelo mundo atingindo em 2001 mais de 1
bilhão de linhas e índices de penetração
apresentados na tabela. Fonte: UIT (2001)
- |
Linhas/100 hab. |
Estados Unidos |
66,45 |
Europa |
40,62 |
Brasil |
21,78 |
Mundo |
17,21 |
Com o aparecimento dos sistemas de
comunicação móvel com a Telefonia
Celular o termo Telefonia Fixa passou a ser utilizado
para caracterizar os sistemas telefônicos tradicionais
que não apresentam mobilidade para os terminais.
A figura a seguir apresenta as partes
básicas de um sistema telefônico.
Terminal telefônico
O terminal telefônico é
o aparelho utilizado pelo assinante. No lado do assinante
pode existir desde um único terminal a um sistema
telefônico privado como um PABX para atender a
uma empresa com seus ramais ou um call center. Um terminal
é geralmente associado a um assinante do sistema
telefônico.
Existem também os Terminais
de Uso Público (TUP) conhecidos popularmente
como orelhões.
Rede de acesso
A Rede de Acesso é responsável
pela conexão entre os assinantes e as centrais
telefônicas.
As Redes de Acesso são normalmente
construídas utilizando cabos de fios metálicos
em que um par é dedicado a cada assinante. Este
par, juntamente com os recursos da central dedicados
ao assinante é conhecido como acesso ou linha
telefônica.
A Anatel acompanha a capacidade de
atendimento das operadoras telefônicas através
do número de acessos instalados, definido simplesmente
como o número de acessos, inclusive os destinados
ao uso coletivo, que se encontram em serviço
ou dispõem de todas as facilidades necessárias
para entrar em serviço.
A tecnologia “wireless”
tem sido empregada como forma alternativa de acesso.
Uma rede para “Wireless Local Loop (WLL)”
é implantada de forma semelhante aos sistemas
celulares, com Estações Rádio Base
(ERBs) que, uma vez ativadas, podem oferecer serviço
em um raio de vários quilômetros.
Central Telefônica
As linhas telefônicas dos
vários assinantes chegam às centrais telefônicas
e são conectadas entre si quando um assinante
(A) deseja falar com outro assinante (B).
Convencionou-se
chamar de A o assinante que origina a chamada e de B
aquele que recebe a chamada. Comutação
é o termo usado para indicar a conexão
entre assinantes. Daí o termo Central de Comutação
(“switch”).
A central telefônica tem a
função de automatizar o que faziam as
antigas telefonistas que comutavam manualmente os caminhos
para a formação dos circuitos telefônicos.
A central de comutação
estabelece circuitos temporários entre assinantes
permitindo o compartilhamento de meios e promovendo
uma otimização dos recursos disponíveis.
A central a que estão conectados
os assinantes de uma rede telefônica em uma região
é chamada de Central Local.
Para permitir que assinantes ligados
a uma Central Local falem com os assinantes ligados
a outra Central Local são estabelecidas conexões
entre as duas centrais, conhecidas como circuitos troncos.
No Brasil um circuito tronco utiliza geralmente o padrão
internacional da UIT para canalização
digital sendo igual a 2 Mbps ou 1 E1.
Em uma cidade podemos ter uma ou
várias Centrais Locais. Em uma região
metropolitana pode ser necessário o uso de uma
Central Tandem que está conectada apenas a outras
centrais, para otimizar o encaminhamento do tráfego.
As centrais denominadas Mistas possuem a função
local e a função tandem simultaneamente.
Estas centrais telefônicas
locais estão também interligadas a Centrais
Locais de outras cidades, estados ou países através
de centrais de comutação intermediarias
denominadas de Centrais Trânsito.
As Centrais
Trânsito são organizadas hierarquicamente
conforme sua área de abrangência sendo
as Centrais Trânsito Internacionais as de mais
alta hierarquia. É possível desta forma
conectar um assinante com outro em qualquer parte do
mundo.
|