| Telefonia Fixa: Chamada Telefônica |
Para que um assinante do sistema
telefônico fale com o outro é necessário
que seja estabelecido um circuito temporário
entre os dois.
Este processo, que se inicia com
a discagem do número telefônico do assinante
com quem se deseja falar é denominado chamada
ou ligação telefônica.
Numeração
No Brasil, a cada assinante do serviço
telefônico foi atribuído um código
de acesso de assinante, ou número telefônico,
formado de 8 dígitos (N8+N7+N6+N5+N4+N3+N2+N1)
que é discado quando a ligação
é local. Em algumas regiões do Brasil
utiliza-se ainda um código de 7 dígitos.
Normalmente os primeiros 3 ou 4 dígitos
correspondem ao prefixo da central telefônica
local a qual o assinante está conectado e os
4 últimos dígitos ao número do
assinante na rede de acesso desta central.
Para ligações nacionais
ou internacionais, é necessário que sejam
discados códigos adicionais (nacional, internacional
e seleção de operadora).
Para permitir a busca de um assinante
na rede mundial, A UIT – União Internacional
de Telecomunicações - definiu o Plano
de Numeração Internacional, definindo
o código de cada país (Brasil 55, EUA
1, Itália 39, Argentina 54, etc), assim como
algumas regras básicas que facilitam o uso do
serviço, como o uso de prefixos .
O Regulamento de Numeração
do STFC define:
- 0 (zero) como Prefixo Nacional,
ou seja, o primeiro dígito a ser discado numa
chamada de longa distância nacional.
- 00 (zero zero) como o Prefixo
Internacional, ou seja, o primeiro e segundo dígitos
a serem discados numa chamada internacional.
- 90 (nove zero) como o Prefixo
de chamada a cobrar.
- N12+N11 – CSP - código
de seleção de prestadora – como
o código a ser discado antes do código
de acesso nacional ou internacional e imediatamente
após o Prefixo Nacional ou Prefixo Internacional.
- N10+N9 – Código
Nacional (DDD) da cidade do assinante chamado (assinante
B), a ser discado após o código de seleção
de prestadora em chamadas nacionais.
Desta forma, é possível
repetir os números de assinantes de forma não
ambígua, em cidades diferentes.
Este esquema hierárquico de
planejar a numeração é adotado
internacionalmente, com pequenas diferenças entre
um país e outro. Normalmente a diferença
está nos prefixos escolhidos para acesso nacional
e internacional, no uso do código de seleção
de prestadora, na digitação interrompida
por tons intermediários, etc.
O encaminhamento de chamadas dentro de uma rede telefônica
flui do assinante para a sua central telefônica
local e daí para outras centrais até o
assinante chamado, de acordo com o número digitado
pelo assinante A.
Sinalização
Para que a chamada seja estabelecida
o sistema telefônico tem que receber do assinante
o número completo a ser chamado, estabelecer
o caminho para a chamada e avisar ao assinante que existe
uma chamada para ele. O sistema que cumpre estas funções
em uma rede telefônica é chamado de sinalização.
A sinalização entre
o terminal do assinante e a central local é transmitida
por abertura e fechamento do circuito da linha telefônica
(pulso) ou pelo envio de sinais em freqüências
específicas (tom).
Digitalização
Nos anos 70 as centrais telefônicas
iniciaram uma evolução de uma concepção
analógica para digital. Esta transformação
iniciada no núcleo das centrais, pela substituição
de componentes eletromecânicos por processadores
digitais estendeu-se a outras áreas periféricas
das centrais, dando origem às centrais digitais
CPA-T (Controle por Programa Armazenado -Temporal).
Em 2002, no Brasil, 98 % das centrais eram digitais.
Com as centrais
digitais foi possível evoluir os métodos
de sinalização, passando de sistemas onde
a sinalização é feita utilizando
o próprio canal onde se processa a chamada telefônica
(canal associado) para a padronização
estabelecida pelo sistema de sinalização
por canal comum número 7 (SS7) que utiliza um
canal dedicado para sinalização (Canal
Comum). Esta evolução trouxe flexibilidade
e uma série de benefícios ao sistema telefônico
principalmente quanto ao oferecimento de serviços
suplementares e de rede inteligente.
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