| Telefonia IP: Considerações Finais |
A telefonia IP, usando rede IP ou
Internet, tem avançado a largos passos. Novos
produtos vêm sendo desenvolvidos pelos fornecedores
para viabilizar negócios para os Provedores de
Serviços e soluções alternativas
para o mercado corporativo.
Os provedores de serviços
vêm alterando a arquitetura das redes de telefonia
convencional para aplicar soluções de
telefonia IP nas ligações de longa distância,
através do uso de suas redes IP e de centrais
de trânsito que se comunicam através de
conexões de Voz sobre IP (canais IP). Além
disso, novos provedores já fornecem serviços
de telefonia IP de longa distância usando a infra-estrutura
da Internet.
No mercado corporativo a demanda
pela convergência das redes de Voz e dados e a
necessidade de redução de custos de comunicação
vêm pressionando os fornecedores de equipamentos
e serviços a viabilizarem essas soluções
com custos adequados.
Todo este contexto ratifica o desenvolvimento
das redes NGN (Next Generation Networks), cuja convergência
Voz-dados é a mola mestra. Nestas redes o transporte
dos dados é feito de forma simplificada, e a
inteligência é distribuída por todos
os equipamentos de aplicação e terminais.
As Soft-switches, equivalentes distantes às centrais
de comutação, passam a controlar as chamadas
de Voz, os serviços adicionais e os pacotes de
dados, de forma indistinta na rede.
Há ainda que se considerar
uma questão final: a da regulamentação
do serviço de Voz. No Brasil a regulamentação
dos serviços de Voz não especifica a tecnologia
a ser usada, e sim o tipo de serviço a ser prestado
pelos provedores.
O serviço de Voz é
regulamentado através de 2 modalidades:
- STFC, prestado como serviço
público de Voz;
- SCM (Serviço de Comunicação
Multimídia), prestado como parte dos serviços
multimídia.
Essas licenças têm públicos
distintos, e não devem ser confundidas entre
si. Cada tipo de licença oferece ao provedor
um público específico e é dentro
desse contexto que ele deve operar os seus serviços,
seja usando a tecnologia da telefonia convencional,
seja usando a tecnologia VoIP.
Existem, entretanto, requisitos adicionais
que diferenciam os serviços e que diferenciam
as responsabilidades dos operadores. Para o STFC os
requisitos de numeração, cobertura, interconexão,
e qualidade de serviços são bastante rígidos
e a obtenção da licença é
mais complexa.
Para o SCM os requisitos são voltados
aos serviços multimídia, permitem a interconexão
e o uso de numeração, e a obtenção
da licença é mais simplificada.
Ressalta-se apenas que a licença
SCM não deve ser confundida com o STFC ou com
a prestação de serviços de comunicação
de massa (broadcast ou TV paga).
Referências
Anatel
Agência Nacional de Telecomunicações.
ITU
The International Telecommunication
Union, órgão responsável pelo desenvolvimento
de padronização para telecomunicações.
IETF
The Internet Engineering Task Force,
órgão responsável pelo desenvolvimento
de padronização para a Internet (RFC).
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