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Seção: TV por Assinatura

 

 
TV por Assinatura: Expansão Mundial

 

No início dos anos 90, países como o Reino Unido, Japão e Taiwan começaram a estabelecer suas redes nacionais de TV a cabo. Ao iniciarem mais tarde, já o fizeram na tecnologia do cabo coaxial, com alguns países, como a França e o Brasil, indo direto para um sistema digital de fibra ótica com serviços de TV a cabo. Em muitos países da Comunidade Européia e no Oriente Médio, a transmissão direta via satélite emergiu como alternativa preferencial de meio de distribuição de televisão multicanal.

 

Mesmo antes da rodada de fusões, aquisições e alianças entre empresas de cabo e de telefonia no começo dos anos 90, havia preocupações sobre a excessiva integração vertical ou horizontal e o impacto da competitividade na indústria de televisão a cabo.

 

O Congresso dos EUA e a FCC intervieram por diversas vezes na questão da propriedade, no início para proteger o cabo contra sua compra por emissoras de TV ou de telefonia e mais tarde para evitar que a indústria de TV a cabo devorasse novos sistemas, como a TV via satélite e MMDS.

 

O Cable Act de 1992 buscou estabelecer uma restrição sobre a lei de 1984 que evitava que as companhias telefônicas possuíssem sistemas de cabo dentro de suas áreas de serviço. Decisões nos tribunais e ações no Congresso vêm convivendo com as restrições à propriedade cruzada nos EUA.

 

Argumentos são utilizados pelas partes, na forma de prós e contras, quanto à promoção da concorrência e concentração de propriedade. É dito que em vez da efetiva concorrência entre companhias de cabo e de telefonia, poderá ocorrer um único monopólio de telecomunicações abrangendo comunicações de voz, dados e vídeo. Em fase com esta tese, há o argumento positivo a favor de mais competição e menos concentração de propriedade sob o controle de grupos dominantes.

 

Operadoras de telefonia fixa tentam a oferta de triple play (jargão do setor para a oferta conjunta de voz, dados e vídeo) pelas suas redes visando enfrentar os operadores de cabo. O caso mais inovador talvez seja o da Verizon e SBC (ATT), nos EUA, que investem bilhões de dólares para conectar milhões de lares.

 

A diferença não é o volume de assinantes, que é menor que o das operadoras européias e asiáticas que já estão no negócio de TV oferecendo acesso, porém, de IPTV por redes DSL, como France Télécom, Telefónica na Espanha e PCCW Limited em Hong Kong. A diferença é a construção de uma rede óptica FTTP (Fiber To The Premises), ou fibra até a porta das instalações do cliente, complementada com uma rede interna com cabos coaxiais.

 

Nos EUA, a atuação entre TV por assinatura e operadoras de telefonia fixa tem sido conduzida pela inovação triple play. Lá, segundo a empresa de pesquisa KN/SRI, 90% dos lares com bundle (venda de vários produtos em um mesmo pacote) de TV paga, banda larga e telefonia, são assinantes de TV a Cabo, que tem capilaridade de quase 100% e força similar à das operadoras de telefonia fixa.

 

A Comcast, maior operadora de TV a Cabo nos EUA e a Time Warner, segunda colocada, têm várias dezenas de milhões de assinantes.

 

A British Telecom (BT) com o projeto “21st Century Network” espera conectar seus usuários via IP, com voz, dados e vídeo. Apoiada pela British Broadcasting Corporation (BBC) a BT ultimou o lançamento do serviço de IPTV, “BT Vision”. Cabe lembrar que a BT promoveu a separação da infra-estrutura de redes dos serviços, de telecomunicações, em função de uma avaliação do ambiente de competição no Reino Unido pela agência reguladora, a Ofcom (Office of Communications).

 

A Openreach, dona da infra-estrutura, está investindo 10 bilhões de libras na atualização da rede. Aliado a esse fato está a estratégia da BT que anteviu oportunidade de explorar novos serviços, mas a Ofcom continua atenta aos efeitos dessas ações.

 

Entre os problemas na atuação da BT que restringiam a competição no Reino Unido, segundo a agência, havia o fato da operadora ter poder de mercado significativo (PMS). Com a separação das redes, o objetivo da Ofcom foi ampliar a competição, incentivar a atuação da BT em diferentes mercados e baixar custos para os usuários.

 

No México, a operadora de telefonia Telmex busca alternativas para explorar serviços de TV a cabo, informa a mídia mexicana. O tema está em discussão no âmbito do “Acuerdo de Convergencia y Servicios Públicos de Telefonia Local y Televisíon”, um ato normativo de outubro de 2006, que regula a oferta de serviços de voz, dados e vídeo.

 

Na seqüência seriam alterados os contratos de telefonia, abrindo a possibilidade de exploração de serviços de vídeo, somente após oito meses as operadoras de cabo iniciarem exploração de serviços de telefonia. Mas a situação não está totalmente resolvida.

 

Na Coréia, operadores de cabo e de telecomunicações se enfrentam, em posições divergentes, pela liberação dos serviços de TV por assinatura das teles em plataforma IP. A incumbent Korea Telecom anunciou que tinha tudo pronto para lançar o serviço, em 2006, na região metropolitana de Seul e em 2008 em todo o país. Mas a empresa coreana encontra dificuldade em obter conteúdo.

 

 

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