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Seção: Tutoriais Banda larga

 

VoIP: Visão Geral

 

Essencialmente a voz sobre IP (VoIP) é uma tecnologia que permite a digitalização e codificação da voz e o empacotamento de dados IP (protocolo internet) para transmissão em uma rede compatível com esse protocolo.

 

Representa sem dúvida uma mudança de paradigma nas telecomunicações, já que unifica dois mundos antes distintos: voz e dados.

 

A tecnologia pode ser usada para promover a comunicação individual ou sua comercialização por meio de serviços a ela associados. Pode abranger computadores, computadores e usuários integrantes da rede pública, usuários de redes privadas e sua interação ou não com a rede pública ou apenas usuários da rede pública.

 

Cada qual deverá ter tratamento diferenciado, sendo que o objetivo do presente tutorial é fornecer uma abordagem geral e não específica para cada um dos casos. Além disso, a comunicação realizada por usuários individuais entre computadores não está contemplada na presente abordagem.

 

Nesse sentido, a comunicação por voz sem dúvida está passando por uma mudança estrutural e isso vem ocorrendo não só devido ao aumento da universalização da telefonia fixa e da competição, que no caso brasileiro ainda é muito pequena, mas decorre primordialmente do surgimento de alternativas tecnológicas que conseguem competir de igual para igual com o serviço telefônico regular, como é o caso da VoIP.

 

Aparecem fortes "substitutos" para o uso da telefonia, popularizados com o advento da Internet, como correio eletrônico, instant messaging, ICQ, chatting e especialmente a existência de programas que permitem a chamada voz livre com realização de sessões de comunicação de voz entre computadores (com a voz sendo envelopada em pacotes de dados) o que traz um novo panorama à telefonia tradicional.

 

Talvez a principal limitação dos sistemas tradicionais de transporte de tráfego telefônico seja justamente a inadequação para a transmissão de dados e sua arquitetura tecnológica fechada, com inteligência e funcionalidades reunidas nas centrais telefônicas.

 

Apesar de padronização estabelecida, transparência na interoperabilidade entre grande parte de seus elementos de rede, capilaridade, estabilidade e aceitação, não há como ignorar que a rede pública e a tecnologia que a distingue, comutação de circuitos, não estão aptos e nem foram originalmente desenhados para transportar dados de forma eficaz e dinâmica.

 

A comutação por circuitos baseia-se no princípio da reserva de largura de banda pela duração de uma chamada telefônica (64kbps) e toda a regulamentação para o serviço telefônico fixo comutado está baseada nessa premissa, como se verificará adiante. Embora a reserva de banda tenha vantagens, pois garanta grau de qualidade razoável, por outro lado representa um desperdício de recursos de rede - inexiste alocação dinâmica e essa largura de banda fica reservada durante todo o período da chamada.

 

Portanto, a nova tecnologia apresenta vantagens quanto à tecnologia tradicional, sendo que a qualidade está sujeita a um sistema muito eficaz de gerenciamento de forma a manter a estabilidade, já que a voz está trafegando pelo mundo da Internet, cujo controle e acesso são muito variados.

 

Por fim, há que se abordar uma outra distinção que vem sendo submetida sistematicamente a revisões da mesma forma que a distinção entre dados e voz. Trata-se do serviço fixo x serviço móvel.

 

A mobilidade tem sido um motor para a aquisição de serviços por parte dos usuários. Ela permitiria em tese igualmente a utilização da tecnologia IP para fins de oferta de voz. Ocorre que deixaremos de cuidar desse aspecto, no presente tutorial.

 

 

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