Seção: Tutoriais Telefonia Celular

 

 
UMTS: Migração

 

A implantação do UMTS por uma operadora envolve uma série de aspectos que vão da disponibilidade de terminais a existência de serviços desenvolvidos para o usuário. Aborda-se aqui dois aspectos importantes na implantação destes sistema: disponibilidade de espectro e integração com a rede existente.

 

Disponibilidade de espectro

 

O UMTS assumiu como hipótese de que o novo sistema seria implantado utilizando novas faixas de frequências a serem adquiridas pelas operadoras. Isto possibilitou a adoção do WCDMA com canais de 5 MHz.

 

O IMT-2000 na WRC2000 alocou frequências para os sistemas móveis celulares possibilitando não só a implantação de novos sistemas como um alinhamento global das frequências utilizadas de modo a facilitar a sua implantação nas várias partes do mundo. A figura a seguir apresenta as frequências alocadas nas principais regiões do mundo.

 

 

A alocação das frequências de 1,8 GHz para as bandas D e E no Brasil teve como objetivo preservar a faixa de 1,9 GHz para os sistemas de 3ª Geração.

 

Este novo espectro denominado UMTS foi objeto de leilões, muitas vezes milionários na Europa.

 

As operadoras de GSM dispõem ainda de estratégias mais graduais de migração para o UMTS, sem aquisição de novo espectro, através da implantação do EDGE.

 

Integração com a rede existente.

 

O UMTS deverá ser introduzido gradualmente nas redes das operadoras passando a existir durante um longo tempo a convivência deste sistema com sistemas já existentes, inclusive do usuário devido a uma cobertura inicial menor do UMTS. A figura a seguir apresenta a arquitetura desta rede.

 

 

O que se nota é a convivência de uma Core Network GSM/UMTS com as duas opções de acesso rádio:

  • GSM/EDGE através da GSM EDGE Radio Access Network (GERAN)
  • WCDMA através da UMTS Terrestrial Radio Access Network (UTRAN)

Até o release 4, as especificações do GERAN desenvolvidas pelo 3GPP estavam baseadas na hipótese de que existiam duas interfaces separadas entre o BSC e a core network, denominadas:

  • A, interface entre BSC e MSC para os serviços de comutação a circuito.
  • Gb entre o BSC e nós de suporte para os serviços comutados a pacote do GPRS e EDGE.

A partir do release 5 o GERAN passou adotar a interface Iu definida pelo UMTS, de modo a garantir que um conjunto similar de serviços possa ser fornecido através das duas opções de acesso rádio: GSM/EDGE e WCDMA.

 

Garantiu-se desta forma uma características de multi-radio integração para UMTS. Assim serviços desenvolvidos para o núcleo do UMTS poderão ser usados por estas interfaces rádio e outras como as de WLAN, a serem incorporadas.

 

 

 

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